domingo, 29 de dezembro de 2013

Saudades...

Algumas vezes eu sinto falta daquilo que eu poderia ter sido...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Intensidade x Eternidade

A intensidade é sempre maior do que o tempo, pois só aquilo que é realmente intenso entra pra eternidade.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mais uma noite que não quer terminar

Quatro horas da manhã e um galo canta num quintal vizinho, ou diversos galos cantam em quintais distintos. O canto de um galo é o canto de todos os galos, os pretéritos, os presentes e os do porvir.

E por falar na espera do porvir, eu fico esperando que o amanhã surja por completo e traga a vida da cidade de volta. O silêncio me faz pensar demais, pensar demais em você, na possibilidade e nas impossibilidades do nós. Experimento que pode vir ou não acontecer. A vontade, a ânsia, a fome de uma conexão mais ampla e com mais sentido.

Eu sinto fome e sinto sede de amar ao mesmo tempo que já sinto azia de tanto desencontro na vida. Há um refluxo em mim de tanta coisa poderia ter dado certo e não deu, por acaso, por falta de esforço ou por aquelas forças que são superiores a nós reles homens.


E logo eu que nunca fui um daqueles homens de ter fé ou devoção, tenho rezado para que as manhãs arrastem as trevas da minha solidão e afaste de mim essa devoção com que meus pensamentos tem te procurado. Ansiando, desesperadamente que a luz matinal que dissipa a névoa dissipe também as minhas angústias e dúvida. E minha espera tem sido em vão.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Estranheza...

Me causa estranheza a dificuldade das pessoas de perceber que realidade que vivemos hoje não está aí desde de sempre e que ela não precisa e, provavelmente, não continuará sendo a mesma.

O local onde estamos e local para onde iremos é sempre uma construção.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Projeções

Talvez muitas pessoas digam que as relações deterioram com o tempo se tornando complicadas. No entanto, minha opinião é de que o começo é sempre a parte mais complicada de tudo. Talvez seja no começo das interações que os limites sejam postos as mesa e principalmente no começo das relações é onde a identidade do outro dentro do relacionamento é construída. Talvez seja essa construção da identidade a parte mais difícil: até onde podemos confiar, quanto do discurso que nos chega ao ouvido é verdadeiro e o que esperar do outro em certas situações? Todos esses são questionamentos que surgem nos começo das relações, e há que se frisar que todos eles são muito válidos.

O problema do início dos relacionamentos é o modo como muitas vezes nós respondemos a todos esses questionamentos. Nós simplesmente criamos todas as respostas que gostaríamos que o outro nos desse. Ou seja, projetamos no outro todas as nossas expectativas e carências. Acreditamos que as expectativas do outro em relação ao relacionamento sejam as mesmas que as nossas, que certos padrões de comportamento emerjam do outro, sem que ele jamais no tenha feito tais promessas ou sequer se comportado de forma a nos conduzir a pensar que poderíamos esperar um dado comportamento em uma dada situação. Não, não nego que ao decidir se relacionar com alguém não tenhamos encontrado qualidades verdadeiras, mas afirmo que na verdade encontramos algo que nos agrada e na maioria das vezes preenchemos as demais lacunas. E o resultado é que críamos expectativas altas demais e acabamos por nos decepcionar.

Por mais patológico que seja tal comportamento, a maioria das vezes recaímos nesse padrão de comportamento. Encontramos um certo charme num modo de se portar, num detalhe físico e acreditamos que dá para esperar que a pessoa seja o pequeno milagre que vai vir a dar um sentido completo às nossas vidas. Resultado fatalmente nos desencantamos e imaturamente colocamos a culpa no outro: quem já não ouviu de um amigo ou amiga em falando de um flerte que não deu certo e expressando sua frustação com a frase: “Fulano me decepcionou.”. Quando na verdade a frase mais correta a ser aplicada seria “Eu me frustrei com as expectativas que criei em relação a fulano.” Ou seja, na maior parte dos casos não temos nem sequer a maturidade de admitir que o erro foi nosso e que não residia no outro mais do que minimamente.

Então caminhamos de desilusão em desilusão, até que nos tornamos descrentes nas relações. Só nos surpreendemos quando realmente deixamos que tudo aconteça no seu próprio ritmo e realmente nos permitimos conhecer verdadeiramente o outro antes de desenvolvermos nossas paixonites.