domingo, 22 de julho de 2012

Imaturidade.


Basta chegar o período de campanha eleitoral, para que eu possa tantas vezes perceber o quanto a nossa sociedade ainda é imatura quanto à questão da democracia. Há uma dificuldade enorme em se manter os debates num nível saudável e, na maioria dos casos, o debate acaba se resumindo a questionar a ética adversária com membros tanto de situação quanto da oposição recorrendo a métodos nada éticos para tentar expor os seus adversários. Isso quando não ficamos sabendo dos métodos ainda mais escusos utilizados nos financiamento de campanhas.


Há uma escassez de propostas e uma falta total de compromisso entre situação e oposição para construir um projeto de país. É quanto a esse projeto de país que eu mais sinto que a democracia falha no Brasil, eu sinto que esse debate nunca é levantado. Que tipo de país desejaríamos ser no futuro? Em que tipo de sociedade gostaríamos de ver nossos filhos e netos crescendo?  Como resultado emerge a continuidade de um modelo de gestão onde o país se move de apagão em apagão.


A campanha eleitoral por si, também é outra prova contundente da nossa falta de maturidade política. Somos bombardeados durante toda a campanha através de propagandas que repetem até exaustão o nome do candidato, seu número e um bordão que na maioria das vezes não diz nada a respeito de como o candidato pretende atuar. “Por uma cidade melhor”, “Por uma cidade mais ética”, “Pelo crescimento”, “Pela mudança”. São motes que não dizem absolutamente nada se não definirmos enquanto sociedade o que é uma cidade melhor, quais são os valores da nossa ética, qual o verdadeiro significado de crescimento e qual o intuito e a direção das mudanças.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Certeza ?


A certeza e a confiança nessa certeza pode muitas vezes servir de base para construção de algo novo e ainda maior em cima daquilo que temos como certo e confiável. No entanto, muitas vezes me surpreendo como certezas podem vir a construir uma fé cega e irracional que em inúmeros casos se torna a um elemento destrutivo.

Será que não é essa certeza inabalável que tem nos feito evitar tantas vezes as questões e dúvidas que seriam capazes de nos impulsionar de nos fazer progredir?  E não será também tantas vezes a certeza de que poderemos contar sempre com uma amizade, um parente ou mesmo com as pessoas que escolhemos amar que tantas vezes faz com ajamos de maneira inconveniente?

Já reparou D. Maria, em como é lindo um casal de recém-apaixonados matutando sobre as dúvidas em relação ao amor do outro? Já viu como dessa insegurança toda dos pombinhos surge o esforço para cativar o outro em cada oportunidade?

E será que algumas vezes é melhor não ter certeza?