terça-feira, 22 de novembro de 2011

Drama Queen

Um episódio recente na minha vida familiar me fez perceber que não há membro de Academia Brasileira de Letras ou mesmo ganhador de Nobel de Literatura que consiga superar as mães com suas capacidades imaginativas para os dramas e as tragédias no ramo das ficções.


Basta uma meia hora qualquer de atraso para que surja um suspense “de matar o Hitchcock”, passos pela sala, perguntas insistentes a respeito do horário cuja freqüência se amplia com o aumento do atraso. E ansiedade e o suspense crescem até que são arrematados com a possível tragédia: “Será que aconteceu alguma coisa?”


A pergunta anterior é sempre sucedida por uma tentativa de contato via telefone e se este falha, de bate-pronto já vem um suspiro, quase um choro, acompanhado de uma voz embargada: ”Ai meus deus! Meu filho!”


Nesse momento, já se passa na cabeça materna todos os possíveis incidentes: assalto, acidente de carro, assassinato, ataque zumbi e por até abdução por alienígenas. Tudo isso enquanto elas alegam seus supostos instintos premonitórios que as mães sempre alegam ter: “Eu estou sentindo uma sensação esquisita, um aperto no peito”.


Até que o filho adentra em casa totalmente incólume ao drama que vinha acontecendo e escuta aquela preleção sem entender o porquê de tanto drama...

12 comentários:

Belos e Malvados disse...

Kkkk. Meus filhos concordariam com este post na hora.

Lais Castro disse...

Mãe é mãe...

Leonardo Xavier disse...

Anne, minha mãe não viu o post, mas se ela visse eu ia ficar sem sobremesa. kkk!

Laís, eu acho que esses comportamentos maternos entram para aquela coleção de coisas que me faz pensar que as pessoas são mais parecidas do que elas pensam.

Rachel Chagas disse...

Meia hora?!!! Você não acha que está sendo gentil não?
Aqui bastam cinco minutos e já é suficiente...
Uma vez olhei pro celular achei que tinha tocado só umas três vezes, mas havia onze chamadas perdidas dela, detalhe, em menos de cinco minutos!
Liga, não atendeu? Espera mais cinco minutinhos... mas é muito difícil pra ela...
Manhê, te amo!

PS: na minha última postagem coincidência ou não, tem um pedaço que fala justamente sobre isso...

Leonardo Xavier disse...

Rachel, o cronometro pode variar, mas o comportamento é sempre o mesmo.

Ricardo Chicuta. disse...

Mãe é mãe,vaca é vaca.A minha ainda me espera acordada quando saio para a put...Balada.

Cafeína disse...

hehe mães e suas imaginações inimagináveis rs

Lembrei de uma comunidade do Orkut (véio né rs) que achava engraçada a descrição: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=39981216



1] se ela liga e não atende o celular na hora:
você morreu!
2] se você saiu demora e não atende o celular:
você foi sequestrado e morreu.
3] saiu com as amigos, demora e não atende o celular:
você se estava bebado foi sequestrado e morreu.
4] saiu pra paquerar com os amigos,
ver as gatinhas, etc ....
você está bebado engravidou uma
vagabunda foi sequestrado e morreu.

quando você atende o celular:

- mãe ta tudo bem? tem 56 chamadas no celular.

_ oii filinho, mamãe ta ligando só pra saber se está tudo bem,
sabe tive um pressentimento,
mas nada de mais.

_ tá sim mãe.
posso voltar a dormir agora?!
¬¬

Isadora disse...

e a gente ainda toma bronca quando chega, apesar do alívio, não é?

adorei o blog :)

Leonardo Xavier disse...

Cafeína, eu acho que o Orkut tá beirando a extinção... qualquer dia eles fecham aquilo lá. Apesar de que tinham umas comunidades legais.

Isadora,é mais uma das atitudes maternas contraditórias.

Carlos Medeiros disse...

Ruim mesmo quando o medo de algo ter acontecido a alguém nos assalta.

M.W. (@daconito) disse...

Dor no peito? Pode ser gases... huhauhauhaua
Mãe é mãe mesmo ahuahua

Patrícia disse...

Me sinto contemplada!