terça-feira, 22 de novembro de 2011

Drama Queen

Um episódio recente na minha vida familiar me fez perceber que não há membro de Academia Brasileira de Letras ou mesmo ganhador de Nobel de Literatura que consiga superar as mães com suas capacidades imaginativas para os dramas e as tragédias no ramo das ficções.


Basta uma meia hora qualquer de atraso para que surja um suspense “de matar o Hitchcock”, passos pela sala, perguntas insistentes a respeito do horário cuja freqüência se amplia com o aumento do atraso. E ansiedade e o suspense crescem até que são arrematados com a possível tragédia: “Será que aconteceu alguma coisa?”


A pergunta anterior é sempre sucedida por uma tentativa de contato via telefone e se este falha, de bate-pronto já vem um suspiro, quase um choro, acompanhado de uma voz embargada: ”Ai meus deus! Meu filho!”


Nesse momento, já se passa na cabeça materna todos os possíveis incidentes: assalto, acidente de carro, assassinato, ataque zumbi e por até abdução por alienígenas. Tudo isso enquanto elas alegam seus supostos instintos premonitórios que as mães sempre alegam ter: “Eu estou sentindo uma sensação esquisita, um aperto no peito”.


Até que o filho adentra em casa totalmente incólume ao drama que vinha acontecendo e escuta aquela preleção sem entender o porquê de tanto drama...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Recife, Boatos e Finados


Toda cidade tem as suas próprias características e talvez uma das características mais fortes do recifense é a sua mania de grandeza. Dentre os diversos super títulos que a cidade possui, talvez o mais merecido seja o de cidade mais boateira do mundo. A cidade possui até a sua própria edição da Guerra dos Mundos, conhecida como o Estouro da Barragem de Tapacurá, que por sinal teve até um remake pouco tempo atrás.


O último Dia de Finados me fez relembrar um boato protagonizado pelos ex-alunos do colégio onde eu concluí o Ensino Médio, que sendo situado na cidade acima descrita não deveria deixar de ter uma bela central de boatos. Não me lembro exatamente o porquê, mas havia um dado conhecido do colégio que havia sumido e pouco havia tido notícias do sujeito durante os meus primeiros anos fora do colégio. Até que, sabe-se lá por que razões ainda mais obscuras, surge um boato de que o determinado fulano havia falecido em um acidente de carro. E impressionantemente sempre que se mencionava o sujeito, mais relatos sobre o falecimento do dito cujo chegavam aos meus ouvidos, todos narrando as mesmas circunstâncias.


Até que por fim, me chegou aos ouvidos a história de que um dos nossos colegas de turma, havia encontrado o suposto finado numa festa. Então, sob efeito do álcool ou questionando possíveis dons mediúnicos manda na lata para, o até então, falecido:


-Oxe, tu não tinha morrido ?!!?

terça-feira, 1 de novembro de 2011