sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Das Incertezas

Incertezas Heisenberg
- Não era bem esse tipo de incerteza que eu tinha em mente...

Por mais que nos esforcemos, uma coisa que nunca alcançaremos por completo é a compreensão a respeito do que se passa na cabeça das pessoas que nos cercam ou que sentimentos habitam os seus corações.


Apesar de todos os anseios na despendidos na busca de entender o outro ou da certeza relação aos sentimentos nutridos pela nossa pessoa, talvez sejam justamente essas dúvidas que nos fazem relacionar com o outro e que nos permitem levar adiante a convivência. Abrir mão dessas duas incertezas é abrir mão de ter curiosidade pelo outro ou de buscar cativá-lo.


Arriscaria dizer que a ausência, ou a pretensa ausência dessas incertezas que dá margem ao surgimento da maior parte dos nossos problemas ao se relacionar. Querer adivinhar o que se passa na cabeça do outro ou esperar que o outro adivinhe o que se passa na nossa cabeça em vez de procurar ter uma conversa sincera talvez seja a maior causa de falhas na comunicação. Afinal, ninguém consegue receber uma mensagem que nunca foi enviada.


Ainda mais nociva é certeza absoluta de sermos amados é um convite a deixarmos de conquistar e de se dedicar cativar o outro. Fato que quase sempre resulta num passe livre para a criança mimada que existe dentro de cada um de nós. Quem nunca viu uma relação morrer pelo comportamento quase mimado de alguém que nos tinha como totalmente cativado? Quem nunca viu uma amizade definhar por falta da devida atenção?


É justamente a incerteza a respeito do que se passa na cabeça das pessoas que nos dá curiosidade a respeito do universo do outro, e não será justo essa curiosidade que nos faz buscar contato? Enquanto a incerteza a respeito do que o outro sente por nós é o que faz com que essa conexão seja mantida, no momento que nos obrigar a inspirar neles um sentimento um sentimento positivo.

2 comentários:

Rachel Chagas disse...

Não consigo entender nem a minha... que dirá a dos outros...
Por isso eu escrevo...

Leonardo Xavier disse...

Eu acho isso legal de escrever, dá para se ver um pouco de fora.