sexta-feira, 13 de maio de 2011

"Até mais, e obrigado pelos peixes!"

Tchau de Miss


Muitas vezes perdemos muito tempo pensando se deixamos ou não certas pessoas entrarem nas nossas vidas. Sempre nos indagamos se um determinado relacionamento pode dar certo, se aquela pessoa é a pessoa que desejamos construir um futuro ou até se ela se adéqua ao tipo de relacionamento que estamos buscando no momento. Se descobrir o momento certo para alguém entra nas nossas vidas é extremamente complicado, eu acho que ainda mais difícil é perceber o momento de partir.


Talvez a arte de por um ponto final em algo que não está indo bem seja uma das mais difíceis de aprender, o que de modo algum invalida a sua importância. Saber a hora certa de partir ou de deixar partir é algo extremamente difícil, afinal o outro virou nosso hábito e nosso vício. E vencer os hábitos e vícios é uma das tarefas mais inglórias e complexas, pois lutar contra os próprios impulsos é sempre mais difícil do que lutar contra os outros.


A minha opinião é de que hora de ir partir é quando as coisas viram somente hábito, não há mais emoção, espírito ou prazer. E eu tenho certeza que provavelmente os leitores já vivenciaram ou já presenciaram tantos casais e mesmo famílias onde as pessoas parecem se reunir mais pelo costume do pelo que prazer de estarem juntos. Sabe quando visitar outra pessoa passa a ser mais uma obrigação pessoal do que algo realmente prazeroso? Pois é sinal de que as coisas já passaram do ponto e as pessoas estão adiando o final inevitável, até que uma hora o caldo entorna e vai tudo para o espaço: amizade, respeito e carinho.


Provavelmente, esta é a pior parte de não saber o momento certo de partir: a incapacidade de conseguir transformar algo que já teve uma história bonita em uma nova história diferente, porém tão bela quanto a anterior.

7 comentários:

Belos e Malvados disse...

Também já pensei muito sobre isso. Por que a gente se conforma em viver remendando sentimentos e relações e teme tanto o novo? Acho que tem a ver com o fato de sermos mortais. Ninguém aguentaria a consciência diária da morte, então a gente sublima todo tipo de finitude. Não admitir que as coisas foram feitas para acabar é meio como querer/fingir viver para sempre. O problema é que isso não nos livra da dor e dos conflitos.

Rachel Chagas disse...

Pra ser sincera, ultimamente eu tenho pensado nem em começar pra não ter dor de cabeça antes, nem durante e pouco menos depois...

Leonardo Xavier disse...

Anne, achei interessante esse link entre a questão da nossa mortalidade enquanto seres e a mortalidade do relacionamentos. Eu acho que vou tentar pensar um pouco nisso, quem sabe dá um texto bom!

Rachel, eu diria para você pensar cada caso de um jeito diferenciado. Se aparecer alguém legal e que te dê vontade de tentar, porque não?

Julie Way disse...

O adeus é sempre uma coisa complicada, né? Difícil dizer se é mais difícil você ter que ter a iniciativa de se despedir de alguém ou ter que aceitar quando alguém se despede de você...

Selise disse...

Eu falo disso num sentido mais prático. Já dividi meu lar com uma pessoa com quem fiquei por 5 anos. Éramos dois numa cidade estranha, então, quando acabou, eram duas pessoas que serviam como a única família um do outro e somava o fato de dividir as coisas, ver se o sofá e meu e a geladeira é sua, sabe? Foi difícil, mas ele foi bem infantil, porque demoramos a perceber, mas quando percebi quis terminar mais de uma vez e ele chorou, implorou, disse que me amava e podíamos continuar tentando. Já era difícil tomar a decisão consensual, imagine o esforço sendo só meu? Só que ele ao mesmo tempo dificultou e facilitou as coisas pra mim. Ele queria a Juliana família, mas queria outras mulheres e ele teve. Por um tempo teve os 2, só que eu descobri e então tive forças pra por um fim e ele não teve desculpa. Mas, é triste e doloroso. Precisei ter raiva pra ter forças.

Selise disse...

Ah, mas não se preocupe, a resposta é 42!

Leonardo Xavier disse...

Julie, realmente é uma dúvida cruel.

Selise, aí que está!Eu acho que as coisas não precisavam chegar a esse ponto as atitudes dele foram desrespeitosas com você, será que ele não devia ter tentado ser sincero com ele mesmo e admitir que o relacionamento de vocês não era aquilo que ele queria no momento? Que talvez ele quisesse ter outro tipo de relacionamento com você diferente do que vocês vinham tendo?