domingo, 20 de março de 2011

Esquecimento...

ruínas

Tudo tende ao pó, ao vazio e ao esquecimento, tal qual o som de um grito que é lentamente dissipado até que sua metamorfose em silêncio esteja completa.


Apagam-se com o tempo as imagens fotográficas e os caracteres impressos no papel. Isto quando o próprio papel não volta ao pó, sucedido pelo vazio deixado por aquilo que se foi e que não mais voltará.


Bits e bytes serão corrompidos em hard drives que cessarão de funcionar e com eles serão arrastados para o limbo caracteres, imagens e sons. Todos tentativas vãs prolongar as nossas existências. Ainda que esses dados sobrevivam, provavelmente se perderão na biblioteca infinita que não possuí tomos, prateleiras e muito menos corredores.


Assim todos nós definharemos, até que voltemos ao pó, deixando para trás o vazio e, por fim, nos uniremos ao esquecimento. Finalmente estaremos todos juntos e seremos únicos nesta massa amorfa que é o nada. Nenhum dos nossos pequenos grandes feitos será lembrado, nem tampouco nossos mesquinhos pecados.

6 comentários:

Lais Castro disse...

Que coisa mais pessimista essa, Leonardo!Agora me deu tristeza!Mas. vai passar logo, logo! lol

Belos e Malvados disse...

Pensar nisso dá desespero. Passo.

Leonardo Xavier disse...

kkkk, os textos tem um pouco de tudo, de vez em quando há um pessimismo. Uma hora passa.

Ulisses Adirt disse...

Então uma voz disse "Faça-se a luz." e tudo começou novamente.

:-)

Leandro Luz disse...

Ainda há otimismo nesse clã de ideias sem esperança! É só pensarmos que tudo faz parte de um grande ciclo. Quando algo termina outra coisa acaba de começar. É assim! Será? Talvez eu apenas o desejo...

Rachel Chagas disse...

Então uma voz disse "Faça-se a luz." e tudo começou novamente. [2]