sábado, 26 de fevereiro de 2011

Eu precisava...

Fotografia da Lua Cheia


Sinceramente, talvez eu nunca tenha precisado tanto dessa liberdade. Deste tempo para mim mesmo, de poder passar uma tarde lendo um livro que não necessariamente possua equações matemáticas e letras gregas. De ter um tempo para ler bobagens tão improdutivas, mas tão importantes para manter a sanidade, e talvez a felicidade.


Eu precisava desses de um tempo para parar e brincar com o cachorro no meio da tarde e de tempo para assistir um bom filme. Acima de tudo eu precisava de um tempo para respirar, para olhar o céu, para perceber as nuvens ou as estrelas e perceber também se é lua cheia ou lua nova.


Precisava de um tempo, para ser dono do meu próprio tempo e viver minha própria vida, não aquela que esperavam que eu vivesse. E eu precisava parar e escrever aquilo que eu quero escrever e não mais aquilo que esperavam que eu escrevesse.


Aqui estou! Tentando viver um pouco disso tudo de cada vez. Li os livros bobos que chegaram pelo correio, brinquei com o cachorro no meio da tarde, larguei um filme pela metade e vi, no céu, as nuvens e as estrelas e vi a lua também!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sabático

Eu acho que com esse post eu encerro um período sabático do blog. Andava tudo muito tumultuado, escrevendo relendo e preparando tudo para terminar o mestrado e enfim dissertações defendida, mas algumas correções ainda precisam ser feitas. Quando tudo acabar eu finalmente terei minhas merecidas férias e um novo recomeço.

Devo voltar a postar em breve assim que a cabeça dê uma esfriada.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Não é comercial da Nokia, mas estamos todos conectados

Nokia estamos todos conectados
-Não, este texto não é um comercial da Nokia!

Na verdade eu ando meio sem tempo, para escrever ou na verdade para ajeitar uns textos que eu tenho escrito antes de publicar. Mas achei esse vídeo da WWF fantástico e resolvi compartilhar. Sem mais enrolação, segue o vídeo:

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Para quem ou para que você escreve?

Um texto antigo lá do Ricardo Chicuta e uma crise lá no Caminhante diurno me impuseram a seguinte questão: para quem se escreve ou porque você?


A verdade é que o questionamento me perseguiu durante alguns dias e eu chego à conclusão de que em geral as pessoas escrevem para si ou para os outros. Creio que no primeiro caso provavelmente, o texto vem mais de uma vontade de se expressar ou de criar um registro do que foi expresso para si. Nesses casos, uma vez escrito o texto, provavelmente o autor voltará a contemplá-lo em algum momento e, talvez para alguns autores, nem faça sentido para o autor publicá-lo, ele simplesmente coleciona os textos como um colecionador qualquer.


Existem, também, aqueles que escrevem para os outros. Nesses casos o foco está em tocar os leitores, mas não necessariamente implica numa relação de subserviência do escritor em relação ao seu público. Ao contrário do que se possa pensar esse tipo de escritor não é necessariamente um bajulador da platéia, ele pode optar por provocar sua audiência e fazê-la repensar suas atitudes.


No entanto, ao escrever esse texto me veio a idéia de que talvez exista um terceiro grupo, aqueles que escrevem para se conectar as pessoas. O foco nesse caso é em estabelecer um canal de duas vias onde o autor se expressa e também permite que o leitor interaja. O texto acaba virando uma mera ferramenta para produzir diálogos. Os textos são lançados sempre esperando que alguém responda, critique, complemente. E o texto deixa de ser uma obra de um indivíduo e passa a ser uma obra coletiva. E sobre essa conexão entre as pessoas é bem ilustrada pela palestra abaixo.


E eu acho que é um pouco de cada um desses fatores que me faz escrever.