domingo, 23 de janeiro de 2011

Pôr-do-sol

por do sol

- Ele está lá todos os dias, só você que não vê.


Existem certos prazeres ingênuos que em certos momentos são capazes de me levar de volta à infância. Redescobrir o céu estrelado ou o pôr-do-sol é apenas alguns destes prazeres, que tantas vezes os arranha-céus e a rotina agitada parecem nos roubar.


No entanto, um dia um pouco mais calmo parece ser o suficiente para que encontremos novamente a beleza naquelas nuvens tingidas de uma coloração púrpura. E se não for um fim de dia, talvez uma noite, com a brisa soprando leve e constante, seja o suficiente para que interrompamos nossa rotina e contemplemos os astros através da janela da nossa pequena espaçonave Terra enquanto viajamos pelo infinito.


Esses momentos, muitas vezes, me põem a pensar em quanto essas cenas se repetem todos os dias, porém a falta de generosidade nos nossos olhos ou a falta de paz no nosso espírito não nos permite perceber a beleza. E eu fico pensando se tudo isso não se amplia para os outros setores e até para nossa própria vida. Será que não perdemos tanta coisa por simples falta de generosidade? Será que tudo não fica melhor quando a gente está em paz consigo mesmo?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Não teve escapatória...

Tênis Tennis Sapatos

Lá estava eu esparramado no sofá quando minha mãe solta a seguinte indagação:

-Leo, porque você não faz uma caminhada todo dia aqui pertinho?

Eu solto a primeira desculpa esfarrapada que me vem à cabeça:

-Eu estou sem um tênis apropriado para caminhar!

Um par de tênis horríveis depois (todos os tênis de corrida são horríveis), eu estou aqui pensando que deveria ter inflacionado minhas exigências com coisas como: camisetas dry fit, shorts, 100 pares de meia e 500 toalhas brancas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Talvez você esteja vendo televisão demais...

TV Televisão Retro


Algumas vezes eu penso que a versão romântica dos relacionamentos amorosos me parece ser uma das piores patologias da sociedade moderna. Sim, algumas vezes me parece meio doentia essa visão da felicidade plena esteja vinculada ao encontro da pessoa perfeita. Por mais romântico que você seja, temos de convir que isso possui duas falhas muito grandes: condicionar a nossa felicidade a outra pessoa e depender de algo ideal para ser feliz.


A imagem de que nós somos todos seres patéticos, miseráveis e infelizes procurando desesperadamente o amor como um náufrago procura uma tábua de salvação me parece, meio furada. Hum, pensando bem talvez até existam pessoas que vivam desse jeito, mas não creio que sejam bons exemplos. Enfim, será que delegar essa responsabilidade ao outro não é pedir demais? Colocar muito peso nas costas de um ser humano? Eu acho que basta se imaginar na situação de tábua de salvação alheia para imaginar o quanto essa é uma situação ruim. E daí para a frustração, minha senhora, é um pulo!


Naufragio

-Se é assim que você enxerga a vida quando está solteiro, a coisa está feia para o teu lado!


Quanto ao segundo, problema eu acho que é meio óbvio, pois tudo aquilo que é ideal só existe em planos abstratos. Na vida real, tudo tem um preço a ser pago. Toda pessoa tem lá as suas pequenas maniazinhas irritantes, acorda com a cara amassada, etc. Além do que ser a pessoa perfeitinha deve ser algo insuportável, eu mesmo nunca teria a menos paciência para bancar o príncipe encantado, dá para ver pelo Shrek que é muito mais divertido ser o ogro e viver no pântano do que ser príncipe encantado.


Ogro Príncipe encantado

- Eu acho que isso é o mais perto que eu consigo chegar nas minhas tentativas de bancar o príncipe encantado!

E aí? Sou só eu, ou os caros leitores também acham que as pessoas andam lendo muito romance e assistindo novela demais?