sábado, 4 de dezembro de 2010

Eco-chatos e sustentabilidade de verdade

Se tem algo que eu costumo dizer é que existem os eco-chatos e existem pessoas efetivamente preocupadas com o meio-ambiente e com a forma como lidamos com os bens de consumo e recursos naturais. Sinceramente, eu até respeito bastante certas ONG’s e creio que muitas das denúncia feitas por essas organizações são válidas. No entanto eu confesso que certas vezes eu acho que a coisa descamba para um fundamentalismo ecológico.

Exemplo, a WWF criando um formato de pdf que as pessoas não podem imprimir. Eu realmente me questiono se o marketeiro que criou um treco desses realmente pensa que as pessoas vão aderir em massa a idéia e que milhares de árvores serão salvas? Se uma pessoa tem consciência suficiente para não imprimir documentos que não precisam ser impressos, qual a vantagem do desenvolvimento desse tipo de arquivo? Depois, eu acredito que efetivamente algumas vezes é necessário imprimir certas documentações, afinal nem todo mundo possui um e-reader (Eu mesmo não tenho um ainda! Natal está chegando se quiserem doar um para o autor dessa espelunca aqui, eu juro que aceito de coração!) ainda e existem certos locais onde se poderia estar lendo um texto mas infelizmente não se tem acesso a um computador.


WTF WWF World Wildlife Fund

- Será que eu preciso classificar em que grupo de pessoas eu colocaria o criador desse formato? (Fonte: Meio-Bit)


No entanto existem certas iniciativas que eu acho válidas. Estou lendo um livro chamado “Cradle to Cradle” que eu tenho achado interessantíssimo para alguém que trabalha na minha área. Nesse livro os autores questionam o processo de desenvolvimento dos produtos atualmente que em geral é feito pensando no mundo de uma maneira cartesiana, ou seja um plano infinito no qual eu posso mandar todos os problemas para um lugar bem longe de mim e fingir que ele não existe. No livro se propõe considerar que ao elaborar um produto seja considerado sua destinação final e de preferência adotarmos uma construção que nos permite reutilizar a matéria prima novamente, sem que esta perca qualidade. Afinal de contas para que jogar fora um recurso que pode ser utilizado novamente?


Além de achar muito mais interessante por sugerir soluções para que as pessoas tenham acesso aos bens que elas necessitam de uma maneira sustentável, o que ao meu ver já conta muito mais pontos por ser uma proposta construtiva e por ser a favor da idéia de abundância. No entando o que me chamou a atenção, foi o fato dos autores implementarem as idéias na confecção do próprio livro.


Achei interessantíssimo pelo fato da capa e das folhas do livro serem feitas do mesmo material, que sinceramente eu não sei qual é examente mas lembra bastante a textura daquelas cartas de baralho e pelo fato do livro poder ser apagado com processos termicos e ter sua tinta recuperada e imprimir novamente outro livro usando as mesmas páginas. Ou seja as páginas do livro assim como a sua tinta seria um estrutura física para transportar idéias que poderia ser usada infinitas vezes. E sinceramente, a impressão não é nem um pouco desagradável, apesar do material ter apresentado um pequeno defeito para mim que é ser relativamente mais pesado que os livros de papel convencional.


Cradle to Cradle Sustentabilidade

- Leiam!


No livro são propostas muitas idéias me parecem práticas e bem implementáveis, outras aparentam ser inviáveis ainda, mas eu acho que é um livro que vale a pena ser lido por pessoas que trabalham desenvolvendo produtos, simplesmente pelo questionamento da visão atual e por mostrar que existem formas eficientes de se conciliar meio ambiente, sociedade e lucratividade.

3 comentários:

M.W. (@daconito) disse...

O fundamentalismo as vezes perde o foco e chega a ser ridículo. Eu diria que esse povo tá com tempo.
Vamos queimar neurônios com o q realmente importa.

=*

Leonardo Xavier disse...

Monica, tem uns eco-chatos que só faltam pedir para as pessoas pararem de respirar para poluir menos.

- sáminina. disse...

Gostei muito do post. Não acho que ajuda a salvar árvores se criando um arquivo que nao podemos imprimir. Alguns podem ate aderir, mas e o tanto de gente que imprime coisas por si mesmo e por mais 10 pessoas? Criar um produto sustentável assim é o ideal.