sábado, 10 de abril de 2010

Da Velhice


Não tenho medo de ficar velho, não tenho medo que as rugas surjam, não tenho medo de ficar com cabelos brancos, nem tampouco tenho medo que os meus cabelos caiam, o que de fato já está acontecendo apesar de eu ainda me faltar pouco menos meia década para chegar aos 30 anos.

Não, não tenho medo de nada disso. Talvez até me preocupe a possibilidade de que o tempo faça minha vista escurecer e me retire o prazer da leitura e da escrita e que essa privação me impeça de ver o mar, as árvores, as pessoas e tudo mais que compõe a natureza. No entanto a única coisa que realmente me amedronta a respeito da velhice é me tornar um velho amargurado, do tipo que acha que não viveu uma completa.

Eu espero ter a felicidade de me tornar um senhor calvo com a pele toda enrugada, pela passagem do tempo, e que ao olhar para trás e veja que eu fiz tudo que poderia ter feito e não sentir nenhum arrependimento pelo modo como aproveitei a minha vida, esse pequeno intervalo de tempo na longa história do universo. Então, eu teria certeza que concedi aos meus pais a maior honra que um homem pode conceder a seus antepassados, que é viver uma vida feliz.

8 comentários:

Daniela Ramalho disse...

Eu não tenho medo de envelhecer nesse aspecto, mas tenho medo de ficar sem todas as faculdades mentais, de ter doenças que se relacionam com o cérebro, de ver cada vez mais que não sou capaz de fazer aquilo que gosto. Isso sim é assustador.

Mônica Wesley disse...

Não quero passar dos 35. Depois disso só decadência... Natureza humana fail.

Lais Castro disse...

Oi Leonardo, só depende de você chegar lá na frente 'pleno' de anos e de sabedoria! Eu também procuro construir isto para a minha vida... e olhe que há muito já passei dos "anos 20"... e continuo descobrindo a vida a cada dia!
Abraço.

Felipe "Miro" 'Dreads' disse...

Puts... amanhã eu faço 19... to triste com essa idade já... quando estiver chegando pelos 30 então...

eu confesso... não quero passar dos 60...

Rachel Chagas disse...

Eu achei esse texto simplesmente lindo, até por que penso iualzinho a você nessa questão. Desde que eu chegue lá podendo ver o mar, o sol (agradeço por isso toda vez que vou pedalar ou, amanhece aquele dia ensolarado, é perfeito, não é?), as rugas serão a minha menor preocupação. Tenho medo de chegar lá amargurada também, exponho isso subliminarmente em meus textos, o restante é apenas parte da minha história que também faço questão de que seja plena e, feliz!

Um beijo grandão!!

PS: Chegou a ouvir a música que postei? Se ouviu, gostou? Eles estão se apresentando ainda, mas essa vai ser a ultima turnê deles, poxa vida, gosto tanto...

anna beatrice disse...

Eu super que recomendo O Apanhador, é maravilhoso, por mais simples que seja a linguagem e o modo que ela interage com o interlocutor. Sem contar que, só por ter inspirado o Mark Chapman a matar o John Lennon, já é uma grande razão pra realizar a leitura. Apareça mais no blog, de vez em quando aparece um post interessante.

Raquel Castro disse...

Penso como você, conquanto a idéia de rugas me dê um friozinho na barriga.rs

Há tanta coisa que ainda preciso fazer! Acho que a primeira delas é arrumar um emprego, pois só assim eu poderia seguir com a lista...xD

Camila disse...

Cada fase tem que ser vivida de sua plenitude. Se surgem teus primeiros brancos, aprenda a adimira-los.
E sobre os moradores de rua, sim, eles estão aos montes, mas não constrõem mais barracos fixas em locais visíveis (pelo menos não que eu me lembre de ter visto), eles perambulam por aí, saca? Quando cê tiver a oportunidade de passar por esse túnel, dá uma olhada pela brechinha.