quarta-feira, 31 de março de 2010

Marx está morto e não vai ressuscitar no domingo de Páscoa!

Karl Marx
Sim, meu caro leitor, Karl Marx está morto desde 1883 e suas idéia praticamente sepultadas após o fiasco da União Soviética consolidado pela queda do muro de Berlim em 1989. E ao que tudo indica nem Marx nem suas irão ressuscitar no domingo de Páscoa! No entanto, é interessante como uma esquerda anacrônica insiste em ver as antigas lutas de classes pela tomada dos bens de produção, vide as propagandas do PCdoB e do PSTU, eu acho que eles me lembram aqueles combatentes japoneses que não foram avisados do fim da II Guerra mundial. Resquícios dessa era apenas em alguns sítios arqueológicos situados na ilha da Fantasia dos irmãos Castro, na Coréia do Pirado Kim Jong II e por fim na China, que além da censura e o cerceamento as liberdades individuais, não possui muita coisa de comunista.

Parece-me que realmente não condiz com os dias atuais, aquela velha idéia obsoleta de convencer as pessoas a seguir uma doutrina para o interesse do partido bem comum usando rifles Kalashnikov. Eu acho que isso nunca ajudou na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Tampouco, condiz com a nossa realidade atual aquela velha idéia da oposição de classes entre os detentores dos meios de produção e contra operários. Eu acredito que no mundo atual, as mercadorias são basicamente idéias e os meios de produção por sua vez são uma coisas que as pessoas possuem, ou deveriam possuir, chamada cérebro.

Talvez em nenhum outro período histórico as idéias circularam tão livremente, talvez não na China, #GoodByeGoogleChina. Recentemente, li um artigo que achei fantástico onde era citado o caso de um carro desenvolvido por uma pequena empresa através da colaboração com uma comunidade de aficionados. Detalhe uma empresa de apenas 10 funcionários! Eu já tinha visto idéias interessantes similares a essa com produtos mais simples como lojas de camisetas onde as camisetas vendidas são desenhos submetidos pelos próprios usuários que são debatidos e votados, no entanto pelo que parece é possível ampliar essa idéia para produtos mais complexos.

Isso tudo me faz pensar se uma empresa com 10 funcionários e um grupo de colaboradores virtuais, consegue construir um carro, imagine o que não poderia ser feito caso grupos maiores resolvessem cooperar através desses novos meios. Eu acho que existem diversos exemplos de empresas da área de tecnológica que hoje são grandes impérios que surgiram praticamente de uma garagem, vide os exemplos do Google e da Microsoft.

Talvez no mundo de hoje as pessoas sejam capazes de vender soluções para os mais diversos tipos de problema sem necessariamente depender de uma SuperMegaHiperUltra estrutura. No mundo de hoje os meios de produção não são mais os empecilhos.

sábado, 27 de março de 2010

O Caso Isabella Nardoni e algumas verdades

Casal Nardoni

Algumas vezes eu fico impressionado com a capacidade de como certos acontecimentos tem a capacidade de comover o público e mobilizar as pessoas. Nos últimos dias a bola da vez foi o caso Isabella Nardoni. Eu concordo que se trata de uma tragédia e que só há uma palavra capaz de definir esse fato: aberração. No entanto, algumas vezes eu fico pensando em quanto essas grandes tragédias individuais são comoventes para a sociedade enquanto tantos outros fatos que dizem muito mais respeito a sociedade como um todo não conseguem atrair tanta atenção da opinião pública.

É bem comum nessas tragédias, a participação de populares clamando por justiça em casos como o de Isabella Nardoni, do garoto João Hélio (aquele que ficou preso no cinto de segurança e foi arrastado até a morte em um roubo de carro) e do assassinato do Jornalista Tim Lopes por traficantes no Rio de Janeiro. Entretanto, não vemos essa participação popular em diversos outros casos que, em teoria, deveriam ser bem mais importantes do ponto de vista do bem comum.

Eu acredito que, por exemplo, casos de corrupção pública deveriam causar muito mais furor para a opinião pública do que o assassinato de uma criança por um monstro pai simplesmente por uma razão: corrupção mata muito mais do que uma criancinha, mata milhares. Pode parecer drama, mas aqueles milhões de reais que todos os anos deixam os cofres públicos para encher os bolsos, meias e cuecas de deputados e senadores, deixam de ser utilizados para fins como construções de hospitais, escolas e compra de equipamentos e medicamentos.

Em minha opinião, todo esse dinheiro que escapa através da corrupção está “assassinando” diversas pessoas diariamente, é uma pessoa que morre na fila de hospital outro que é morto por um jovem que por falta de oportunidades e de uma escola eficiente acabou caindo na criminalidade. Eu acho que milhares de vidas que são perdidas sistematicamente deveriam ser muito mais chocantes do que um caso de assassinato isolado. Independente da ausência dos requintes de crueldade utilizados nos assassinatos que comovem a opinião pública, a corrupção a meu ver é uma crime ainda mais hediondo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Humanizando o Inimigo

Depois de ler ”A heroína não destrói o seu senso crítico”, texto da Daniela Ramalho lá do Bocas Po Barulho, onde ela relata um diálogo entre viciados numa das suas viagens de metrô, imediatamente me veio à mente aqueles filmes de guerra. Sabe aquela postura bem típica onde os soldados de um dos lados do embate se referem aos combatentes do lado oposto. Sim, eles se referem sistematicamente aos seu opositores como “o inimigo”, o que ao meu ver parece uma estratégia bem comum nos conflitos armados para desumanizar aqueles a quem se está a enfrentar. O outro deixa de ser humano, para de defender uma bandeira, deixa de ser um homem que tem uma família esperando que ele retorne, enfim mandar chumbo no inimigo é bem mais fácil.

Agora o leitor deve estar pensando: “Está bem, mas que diabos isso tem a ver com os viciados?”. Bem eu acho que a maioria das vezes a postura que a sociedade adota em relação aos dependentes químicos é bem semelhante ao comportamento anterior. Eu acredito que na maioria das vezes a sociedade cola um rótulo de “drogado” e facilmente nos esquecemos que atrás daquele rótulo se esconde um ser humano.

Não que esteja isentando os usuários de drogas da sua responsabilidade para consigo e para com a sociedade. Eu ainda acredito em consumo responsável e que boa parte dos impactos sociais e ambientais no mundo atual causado por organizações, sejam elas idôneas ou criminosas, é em parte financiada pelo consumidor final.

A partir desse ponto de vista, eu acredito que humanizar o dependente químico e torná-lo um cidadão livre do vício pode ser uma das formas de romper a cadeia que torna narcotráfico uma indústria lucrativa. Eu creio que tratando o dependente químico como um ser humano que possui um problema de saúde, que se tratado pode possibilitar a reintegração de desse ser humano à sociedade e à família. Por isso o investimento mais sério no tratamento da dependência química pode vir a ser modo para tratar esses seres para que eles voltem a produzir para sociedade, além de tirar clientes do narcotráfico e conseqüentemente financiadores da violência urbana.

Por isso eu acredito que em tempos de paz, talvez humanizar o inimigo possa ser uma solução muito mais eficiente.

Soldado Ser Humano

sábado, 20 de março de 2010

Como encontrar uma idéia?

Eu acredito que todo mundo que tenta escrever, seja em um blog, revista ou jornal, já deve ter sofrido um incidente semelhante ao que se passou comigo nesta semana. Sabe quando você está lendo uma notícia e de repente te vem uma idéia fantástica para um texto, daquelas explosivas que surgem como que de um estalo? Pois bem, como é comum que acontece a este tipo de idéia ou inspiração, ele me escapou por entre os dedos. E é aí que começa aquela odisséia.

Obviamente que todos aqueles que já tiveram esta experiência sabem como que as musas podem ser arredias e o quanto tentar buscá-las pode ser uma tarefa árdua e muitas vezes inútil. Eu, assim como toda pessoa que tentou buscar uma idéia perdida no labirinto da memória, tentei refazer os caminhos que me levaram a idéia. Nestes momentos parece surgir uma fixação para o escritor, você passa a perseguir aquela idéia, tenta voltar ao local da nossa mente onde o deslumbre ocorreu ,tenta lembrar-se das idéias que se encontravam nas adjacências da “idéia”, algumas vezes cometendo o exagero de voltar a “cena do crime”, o local onde as musas nos presentearam com a dádiva da inspiração.

De repente, tudo aquilo se torna uma obsessão como que um caçador procurando por uma presa que ele perdeu de vista no meio da floresta e, muitas vezes, tem a até a impressão de que você está próximo ao seu alvo, mas de repente o rastro some e ao caçador resta somente a idéia de que ali passou um presa que ele já não mais alcançará. Assim me parece que são essas idéias, parece que o esquecimento simplesmente as apaga e fica-nos somente a lembrança de que na nossa mente passou uma idéia que não mais conseguiremos alcançar. E fica a seguinte questão: como fazer para encontrar uma idéia do vasto labirinto da nossa memória?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eleições 2010: Se você pudesse escolher não escolher?

Eleições 2010 Darth Vader

Depois de ler esse texto no blog De Paris, eu fiquei refletindo sobre os dados lá apresentados: 1 de cada 2 eleitores franceses usaram o seu direito de escolha e preferiram ficar em casa nas eleições regionais. Honestamente eu não esperaria um número tão grande de abstenção de votos, até pela imagem que a França passa de ser um país extremamente politizado e ainda por cima ser um país desenvolvido com uma educação que com certeza deve ser bem melhor na média que no Brasil.

Depois disso tudo eu fico aqui pensando, pensando o que aconteceria se no Brasil o direito de voto não fosse uma obrigação? E se tivéssemos o direito de ficar em casa no dia das eleições? Quais seriam os impactos? Eu fiquei pensando a respeito disso e surgiram algumas idéias.
Se há um fato certo, este é que teríamos uma baixa no número de eleitores. Pois eu não tenho dúvidas que o cidadão médio se desinteressa por política, o que em parte pode ser justificado pelo descaso dos políticos em relação à opinião pública e uma quantidade enorme de escândalos e impunidade, que decerto não contribuem muito para que essa situação se altere.

Tendo em vista o exposto, eu acredito que provavelmente se tivéssemos a escolha de “não escolher”, a decisão das eleições provavelmente cairia na mão de dois grupos: os cidadãos que realmente se interessam por política e outro grupo constituído pela militância partidária. Talvez a concentração de poder decisório no primeiro grupo seja até interessante, em teoria teríamos pessoas conscientes, bem informadas e, portanto, mais difíceis de manipular. Obviamente que existem intersecções desse grupo com o grupo da militância, mas eu acho que diferentemente o primeiro seria um grupo muito mais flexível quanto a sua escolha e mais imparcial por não apresentar vinculação com nenhum partido.

Eu acredito que o pessoal da militância, em tese, também tem seria um eleitorado mais consciente, entretanto em alguns casos a militância acaba caindo num dogmatismo. As pessoas passam a fazer tudo pelo partido e a enxergar conspiradores para todos os lados. E esse tipo de eleitorado acaba no fim das contas tomando suas decisões pautadas nos interesses do partido, ao invés de priorizar escolhas que seriam melhores para a sociedade.

E depois disso tudo o que fica é a seguinte questão: O que você faria se os votos fossem facultativos na eleição 2010? Se lhe fosse permitido a opção de “não escolher”, você votaria do mesmo modo ou iria aproveitar para tomar uma cervejinha e apreciar a praia?

sábado, 13 de março de 2010

Passado, Presente e Futuro

Trama

Lá estava ele sentado num banco de jardim, apreciando a luz filtrada pela copa das árvores a refletir no livro aberto em suas mãos. Interessava-lhe o modo como aquelas machas de luz e sombra se alteravam ao sabor dos ventos, formando um caleidoscópio de sombra e luz que o fizera esquecer-se temporariamente do conteúdo daquelas páginas.

Então, ele começa a pensar como coisas simples podem nos alegrar e entreter por alguns instantes, como uma criança que faz de brinquedos objetos inúteis do cotidiano. Então um pássaro começa a cantar, e então ele fecha os olhos, esquece o caleidoscópio e concentra-se totalmente nos trinados da ave. As folhas sacolejavam com o vento, e ele sentia a luz filtrada batendo na sua pele e sentia o vento também.

Todos aqueles sons e sensações juntos formavam uma sinfonia e aquele canto transformava-se em um fio invisível, e ele sentia aquele fio invisível ligar-lhe a todos os homens que já observaram, observam e observarão um pássaro a cantar na copa das árvores. E o tempo e universo pareciam únicos e interligados numa trama infinita, onde cada coisa e cada instante se uniam em uma malha gigante.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mulher vota em mulher!

Dilma e Lula

Se há algo que o Lula tem feito e tem feito bem é dividir o país, além do mais eu dou o braço a torcer e admito que nunca na história desse país foram inauguradas tantas pedras fundamentais. Num primeiro momento, dividiram o país em um país de pobres e ricos, onde todos aqueles de origem humilde são naturalmente bons e todos aqueles que prosperaram ainda que de maneira honesta não são tão nobres de caráter quanto aqueles de origem humilde, e lógico meu caro leitor que passear de pau de arara é fundamental para formação do caráter. Em seguida foi a vez de tornar a dividir o país entre pessoas que estudaram e as que não estudaram, e mais uma vez esta lá “O cara” se vangloriando de chegar a presidência sem jamais ter feito universidade, péssimo exemplo para as criancinhas.

Depois veio a vez de dividir o país em raças. Agora somos todos classificáveis em 3 raças: brancos, negros e indígenas, os dois últimos tem direito a cotas. A teoria da miscigenação como formadora da identidade cultural brasileira foi para a China! Agora tá lá em toda propaganda um negro, um índio e um branco, mas eu ainda acho pré-conceito não ter um judeu e um homossexual também.

Agora, seguindo a temática do dia internacional da mulher, chegou a vez dividir o país entre homens e mulheres onde “Mulher vota em mulher” e a eleição vira um palco para o povo brasileiro se mostrar menos machista através da eleição da Dilma. Tudo muito lógico, veja só que economia de tempo: não é mais necessário fazer campanha, debate, nem tampouco analisar projetos e históricos dos candidatos, mulher vota em mulher e conseqüentemente homem vota em homem. Pronto, está tudo resolvido! É nessas horas que eu paro e penso que é realmente necessário ampliar o acesso ao ensino, pois universidade faz uma falta!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Grades

Grades

Outro dia, eu estava lembrando, antes de morar na casa que eu moro hoje, ela já pertenceu a minha avó paterna e toda vez que eu me lembro de quando visitava a minha avó nas férias é que não havia grades na casa, e por incrível que pareça a porta que liga a sala ao varanda ainda era a mesma que de hoje, sendo feita de vidro e madeira. Ou seja, quando fechávamos a porta e a única coisa que tínhamos entre a casa e o quintal era um porta feita predominantemente de vidro e o impressionante disso tudo é que as pessoas se sentiam seguras, mesmo sem grades, cercas elétricas, muros altos e empresas de segurança privada.

E depois de lembrar- me de tudo isso, eu fico pensando em como as pessoas foram se isolando em seus pequenos Burgos, cada um construindo suas próprias fortalezas feudais, onde protegemos ou tentamos proteger nossos bens mais estimados, os nossos familiares. Mas a verdade é que do mesmo jeito que aconteciam com as fortalezas antigas, as pessoas continuam assustadas com medo de assaltantes.

E tudo isso parece um ciclo sem fim, as pessoas aumentam a segurança das suas casas, os criminosos arrumam novas metodologias para praticar os seus crimes e a impunidade segue aumentando o clima de insegurança. E eu acho que não adianta aumentar o tamanho dos nossos muros a as quantidades, enquanto as pessoas não acabarem com o problema que está lá fora, a criminalidade, todos vamos continuar nos sentindo inseguros. Entretanto, o pior não é a sensação de insegurança, mas essa sensação de que as coisas sempre foram assim e que assim tem que continuar. Eu acho que pela minha experiência de vida nem sempre foi assim e não precisa continuar sendo, não precisamos continuar vivendo escondidos e com medo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Eu sou José Roberto Arruda!

José Roberto Arruda

Sabe aquelas campanhas que passavam na TV, e algumas vezes diziam que o melhor do Brasil é o brasileiro, pois bem, eu discordo completamente. O povo brasileiro tem uma cultura, no mínimo exótica. É interessante perceber como o mesmo povo que se mostra indignado com a corrupção é o mesmo povo que pratica seus pequenos atos de ilegalidade no cotidiano. A cultura de corrupção no Brasil não é criada lá no Legislativo, no Judiciário ou no Executivo, infelizmente essa é uma cultura que está nas ruas, no nosso dia a dia e quem sabe até com status de instituição tupiniquim.

Sim, esse mau hábito algumas vezes se manifesta de maneira inocente naquela cultura de malandragem, onde as pessoas tentam dar um jeitinho de resolver as coisas na conversa mole chegando, em alguns casos, à ilegalidade propriamente dita: a propina para se livrar da multa de trânsito, o hábito de insistir em dirigir mesmo tento consumido bebidas alcoólica, aquele presentinho para agradar um funcionário público, as carteiras de identidade falsas para entrar em boates e as fraudes de carteiras de estudante.

Eu posso até parece simplista, mas são essas pequenas infrações que abrem as portas para outras contravenções maiores. Adicionalmente, do mesmo jeito que ocorre com a questão do lixo nas ruas, as pessoas costumam não ter noção do tamanho do impacto quando um grupo passa a cometer esse tipo de infração. Por exemplo, será que não poderíamos ter entradas de cinema e de shows mais baratas se não tivéssemos tanta carteira de estudante falsificada circulando? Será que esse tipo de oportunismo não infla os preços? Eu acho que sim, a indústria do entretenimento visa o lucro, se tem carteira de estudante demais e pessoas que deveriam pagar o ingresso completo e não o pagam, eles vão tirar essa diferença de algum lugar, ou seja, irão aumentar os seus preços e quem vai pagar provavelmente são as pessoas que fizeram a coisa certa. Resumo da opera temos ingressos de cinema que aos domingos custam praticamente o preço de um DVD em promoção e olhe que eu não estou contabilizando nem as pipocas.

Outro fato impressionante é a facilidade com que se apropriam do que é público, e eu não estou falando somente de deputados enchendo o bolso de dinheiro com seus peculatos e desvios de verbas, eu falo das pequenas lojas que usam a calçada como estacionamento “privativo para clientes” ou daquelas que expõem seus produtos invadindo as calçadas, bares e lanchonetes que nos obrigam a ter que descer do calçamento. E eu ao contrário do que as pessoas falam que é uma apropriação do bem público pelas pessoas que tem dinheiro.

Entretanto, ao contrário do pensamento mediano que só quem faz essas coisas é “gente rica” que sai impune por que tem dinheiro para corromper autoridades, a apropriação do espaço comum também é realizado por gente pobre também! Vide os flanelinhas que extorquem as pessoas, cobrando dinheiro para estacionar em via públicas(aqui no Recife esses tipos chegam ao cúmulo de te exigir R$5,00), e, sim, eu me recuso a usar outro vocábulo que não seja extorsão!

Sim, o Brasil é composto por uma sociedade permissiva que pratica corrupção e ilegalidade em todas as suas camadas, sem distinção social, de classe ou de cor. E o pior que quando eu estava escrevendo esse texto me veio a cabeça uma cena de “V de Vingança”, onde as pessoas saem as ruas mascaradas idênticas ao protagonista do filme, mostrando-se comovidas com a ideologia do herói. Todas conclamando:"Eu sou V!". Eu acho que o brasileiro é meio assim com a questão da corrupção, já se identificaram com ideologia, só faltam as pessoas saírem vestidos a caráter imitando um ícone dessa ideologia nefasta e bradando ser esse ícone. Enfim: eu sou José Roberto Arruda, você é José Roberto Arruda, nós somos todos José Roberto Arruda!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Who is better than Beatles!

The Who

Se há uma banda que, a meu ver, é relegada a um plano secundário de maneiras injusta essa banda é o The Who.

Eu arriscaria dizer, em minha opinião, que o The Who é uma das melhores bandas de rock. E pra ir além, diria que eles são muito melhores do que os 4 garotos de Liverpool, não que eu negue influência dos últimos na cultura pop e toda influência que eles tiveram na divulgação do movimento hippie. No entanto, eu acredito que nenhuma outra banda soube incorporar o espírito rock and roll quanto o The Who.

Os Beatles nunca tiveram um guitarrista tão bom, barulhento e performático quanto o Pete Townshend, nem tiveram um baterista tão insano quanto o Keith Moon e tampouco o Paul Mcartney é um baixista tão bom quanto o John Entwistle.

Isso se não levarmos em conta as performances ao vivo, realmente não tem comparação as performances aguadas dos garotos de Liverpool, não tem comparação frente a performance explosiva do The Who. Quem consegue esquecer o Roger Daltrey cantando e girando seu microfone pelo fio, o Pete Townshend pulando, dançando e girando os seus braços enquanto o Keith Moon toca sua bateria num ritmo frenético e hipnotizante.