segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sarah Silverman e as pessoas retardadas!

A comediante Sarah Silverman, durante um show no TED, depois de ter feito uma piada onde zombava do fato de celebridades que adotavam crianças com deficiência mentais foi altamente. Por usar o termo politicamente incorreto e chamar essas crianças de retardadas numa piada onde ela dizia que iria adotar uma criança retardada e doente terminal para se livrar do trabalho logo.

Enfim tudo isso me faz pensar em quanto essa onda do politicamente correto pode ser chata e por que algumas pessoas levam tão a sério quando um comediante faz uma piada politicamente correta e, no entanto, você não essas pessoas todas se manifestando nas horas que realmente se apresenta necessário que alguém se manifeste. E eu fico pensando em como as pessoas e algumas instituições levam tão a sério os comediantes que fazem graça e muitas não levam a sério a realidade que as cerca.

Eu acho que boa parte dos personagens que divertem as pessoas no Terça Insana, por exemplo, são caricaturas de diversas pessoas pertencentes a uma minoria ou um grupo que sofre pré-conceito da sociedade temos: o transexual Terezo, Imigrante Boliviano vendedor de drogas e a bichinha.

Em minha opinião, as pessoas deveriam em vez de estar pegando no pé de uma simples comediante realmente lutar, pressionar, escrever cartas e realmente procurar dar condições as pessoas que fazem parte de certas minorias sejam elas: homossexuais, deficiente mentais, obesos, mulheres. Enfim retardado, a meu ver, não são as crianças portadoras de deficiência mental, pra mim retardada é essa gente que fica se manifestando contra uma piada e não faz nada para mudar o pré-conceito que existe de verdade.

6 comentários:

Natália Bongiovani disse...

Interessante o texto! Sobre o comentário que você me deixou a respeito do jornalismo, concordo que as pessoas estão cansadas de ler senso comum. Porém, é justamente isso que afirmo no texto. Os jornalistas, muitas vezes, são obrigados a escrever desta forma, para que sigam a linha editorial da empresa. Ou seja, os jornalistas escrevem as ideias do patrão. É a aquela velha história da tendenciosidade da mídia. O jornalista pode pensar de uma forma, mas se o chefe pensa de outra, é o ideal deste que vai permanecer. A verdade é que não há liberdade jornalística, na maioria das vezes. É o interesse do patrão que conta, e isso impede a inovação jornalística. Quando afirmei "é só não sair da linha", me referia à linha editorial.

Camila disse...

Infelizmente muitas pessoas usam eufemismos para falar sobre tabus. Negros são afrodescendentes, cegos são deficientes visuais, e agora parece que arrumaram um eufemismo até para a palavra deficiente. Infelizmente também os humoristas vivem dos estereótipos e para fazer graça, muitas vezes usam termos que chegam a ser pejorativos e, mais uma vez, infelizmente só alimentam ainda mais o preconceito existente. Os estereótipos fazem parte da nossa vida e rir de si mesmo faz parte do show, mas devemos sempre nos preocupar com o limite do respeito.

Luiz Mussio disse...

É, o politicamente correto enche o saco, mas existe uma razão pra esses tabus. As pessoas podem ser(e são frequentemente) cruéis com as diferenças. O fundamental é o respeito, tenho amigos negros, asiaticos, gays e como somos próximos com certeza essas diferenças não se tratam de tabus entre nós , porque existe respeito, e isso supera as diferenças. Alias nada mais rico pro nosso crecimento que o contato com as diferenças, entender melhor outros pontos de vista.

abraço"

Paula disse...

O interessante é saber que os próprios deficientes se "xingam". É um chamando o outro de alejado, cotó, ceguinho etc...e os outros ficam nesse falso moralismo(???)...não dá pra entender...é feio chamar de deficiente? pior é ser chamado de ladrão!

Concordo com o Luiz Mussio...o que falta, entre nós todos, é respeito ao próximo...
Beijokas

Rachel Chagas disse...

Já ouvi falar dessa mulher, mas nunca a vi em "ação", e tambem não vai fazer muita diferença na minha vida vê-la ou, não.
Eu acho que nao preciso nem dizer que voce foi simplesmente fantástico em tudo o que escreveu aqui...
Não acho graça nesse tipo de piadas, no entanto nao perco meu tempo reivindicando isso... nunca tirei criança nenhuma da rua, nunca adotei uma, nunca fiz nada de tão grandioso... faço apenas pequenos gestos que, sei, não são suficientes.

Daniela Ramalho disse...

É muito típico implicar-se com os humoristas por serem directos e meterem o dedo em algumas feridas, falando claramente de assuntos que são taboo. O mais engraçado é que existe quem dirija petições aos órgão de governos sobre isso, enquanto que face a questões sérias, muitas vezes, nada fazem.