quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Chamado

O Papa Bento XVI acusou a imprensa durante a semana de tornar as pessoas menos sensíveis, e que ao exibir coisas horríveis todos os dias a imprensa acostumava as pessoas a acreditar que isso era normal. E eu? O que penso disso tudo? Eu penso que o Papa só pode estar redondamente enganado, notícias são informação e informação nunca é boa, nem tampouco má! O que pode ser ruim ou bom é uso que eu faço dessas informações. Eu penso que ao noticiar coisas “ruins” a imprensa está mostrando a sociedade que problemas existem, o que você faz com essa informação é responsabilidade sua. Eu arriscaria dizer que o mesmo vale para o conhecimento científico.

-Eu concordo é com o jornalista que cunhou o "Panzer Pope"!

Tomemos como exemplo a tecnologia nuclear, ela pode simplesmente pode ser usada para fins pacíficos como geração de energia e beneficiar toda uma sociedade. Entretanto, ela também pode ser utilizada para fins bélicos, como as ogivas nucleares que foram utilizadas para destruir as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O mesmo conhecimento científico que gerou uma possibilidade de aumentar o conforto e qualidade de vida das pessoas, também foi capaz de ceifar milhares de vidas.

Podemos fazer uma analogia disso com como as notícias “ruins” influenciam as pessoas. Por exemplo, o fato de termos divulgado nos noticiários problemas de pessoas passando fome ou sofrendo devido a falta de água potável em determinada região pode acarretar basicamente dois tipos de reação: indiferença ou indignação. Algumas pessoas de tanto ver aquele tipo de situação se tornaram indiferentes, e honestamente eu não estou aqui para fazer nenhum julgamento moral a respeito delas, mas em alguns alguma pessoas se sentiram indignadas e se mobilizarão. Talvez essas notícias “ruins” sejam responsáveis por muitas ONGs que se vê distribuídas por aí.

Parodiando os religiosos, classe da qual eu me excluo, eu acho que toda notícia “ruim” pode ser um “chamado” para que a sociedade atue em prol de um mundo melhor e talvez até viver mais plenamente as filosofias cristãs.

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