quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ano Novo?


Eu confesso: até pensei em fazer uma retrospectiva aqui no blog, mas já tá tudo tão saturado é retrospectiva pra tudo quando é lado, todo mundo parando para olhar para trás, em vez de olhar para onde estamos indo. Depois, eu resolvi fazer o contrário olhar para frente, tentar fazer um exercício do que eu espero para o ano de 2010, o que também me pareceu ser bastante clichê, e por fim me veio a idéia de falar de recomeço.

Eu acredito que o réveillon para maioria das pessoas tem um rito simbólico: a oportunidade de um recomeço, a imagem de um novo ciclo que começa e com isso surge a oportunidade de uma nova vida. Então me veio a idéia de que por que temos que esperar um ano novo recomeçar para recomeçarmos as nossas vidas. Eu acredito que todos os dias podem ser um novo dia para recomeçar a ser aquilo que gostaríamos de ser.

Talvez seja fosse esse o meu desejo, que as pessoas, inclusive a minha, se permitissem recomeçar com mais facilidade. Se apegar menos a certas poses e convenções e corrigir sempre o prumo da nau em direção a felicidade. E sim, eu sei que nem sempre é possível fazer isso na hora que se deseja, mas também não esperemos mais um ano se encerrar no calendário para isso. Comecemos um novo nas nossas vidas sempre que precisarmos, independer se é dia 1 de janeiro, 14 março ou 22 de dezembro.

ps: Um feliz ano novo a todos, seja ele começando no dia 1 de janeiro ou quando quer que seja necessário recomeçar.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Legalize, já ?


Legalização das drogas, eis um tema que eu nunca vejo ser discutido por aí. Os excelentíssimos leitores do blog, podem estar prestes a brandir seu protestos, mas eu espero que tenham calma enquanto eu explico.

A questão é realmente existem muitos textos que tratam da liberação ou descriminalização das drogas, em especial a maconha. Nesses textos as pessoas exibem seus argumentos favoráveis ou contra a descriminalização da maconha, dizem que a droga pode ser usada de maneira terapêutica, que faz menos mal que o tabaco, etc.

No entanto o que eu nunca leio nesses textos é como se daria uma eventual legalização das drogas. Sim, eu nunca vi ninguém discutir quais seriam os critérios adotados para escolher as eventuais drogas a serem liberadas. Nem tampouco como seria o acesso das pessoas a essas drogas. Seriam elas vendidas em qualquer birosca da esquina ou seriam vendidas somente em estabelecimentos específicos para isso? Como seria controlado? Seguiria o mesmo modelo falho de venda de cigarros e bebidas alcoólicas que tem se mostrado falho em restringir o acesso de menores a essas duas drogas? Como que será a questão da publicidade?

Eu acho que a sociedade ainda tem que discutir muito todas essas questões e antes dos legisladores levarem a legalização das drogas adiante.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Karma Natalino

Se sempre houve algo que eu nunca gostei foram as festividades de fim de ano. Nada a ver com a corrupção dos verdadeiros valores de natal e das esperanças da renovação do final do ano. Eu acho normal, toda ideologia se corrompe e se as pessoas podem se aproveitar de alguma ingenuidade das pessoas para tirar proveito e lucrar às custas das tradições, pode ter certeza que elas o farão. No entanto, eu acho que eu tenho um desapego especial pelo natal.

Eu não saberia dizer o porquê, mas o natal tem algo meio kârmico para a minha pessoa. Sempre acontece algum pequeno desastre, alguns clássicos provocados pelo meu pai e sua capacidade de não ser hipócrita. Outros por fatalidades da vida, já aconteceu de tudo nos poucos dias que precedem o natal para mim. Desde ser assaltado passando pela infelicidade de ter que comparecer a um funeral de um ente querido.

Se bem que eu lembro que no dia que fui assaltado eu até guardo algumas lembranças cômicas. A história é basicamente essa estávamos saindo com alguns amigos da faculdade para fazer uma confraternização num bar próximo. Quando os ladrões assaltaram a gente na saída do Campus. E eu não exatamente qual de nós teve a idéia de pedir pra ficar com os documentos, enquanto estávamos sendo assaltados, mentira eu lembro que fui eu que tive a idéia apesar de minha irmã ter me dado um sermão por causa disso. Enfim, eu sei que conseguimos sair do assalto sem dinheiro e sem celular, mas com ânimo pra tocar a confraternização. Sei lá, apesar da situação trágica a gente conseguiu se divertir bastante no bar.

No outro caso sinceramente, eu acho que a memória realmente deve ser seletiva. Por que eu me lembro muito pouco de como que se passou o natal. Talvez tudo isso sejam só desculpas minhas. Talvez na verdade o que eu não goste seja mesmo é daqueles rituais tradicionais que se tem que realizar todos os anos repetidamente...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Hay Telemarketing, Soy Contra!

Sábado, aproximadamente 14 horas, horário preferido de 12 em cada 10 pessoas para tirar uma soneca, quando o telefone toca. Então, a contragosto eu me levanto para atender com a má vontade típica dos que tiveram sua soneca interrompida:

- Alô.

- Alô o Senhor Leonardo se encontra – Nessa hora, você já fica desconfiado. Afinal que tipo de gente chama de senhor uma pessoa com 25 anos?

- Sim, sou... – Já desconfiado.

- Senhor Leonardo, aqui é do banco "mala que atrapalha a soneca dos clientes nos fins de semana", e gostaríamos de lhe oferecer um cartão “super-hiper-mega-gold-não-sei-das-quantas” totalmente gratuito.

- Eu não quero outro cartão os que eu tenho já bastam. – Nessas horas você já está se lamentando por ter tido sua soneca interrompida e começando a se irritar.

- Mas é totalmente gratuito e tem 3.000.676.878.234.638 vantagens.

- Não, obrigado.

- O Banco "mala com suas ferramentas de marketing arcaicas" no fim de semana, agradece. Tenha um bom dia!

Finda o telefonema. Eu fico pensando aqui se os bancos ainda não perceberam que telemarketing é um dos sistemas de vendas mais chatos e incômodos nos dias atuais. Eu acho que as instituições bancárias assim como as operadoras de cartões de crédito deveriam repensar suas estratégias de marketing. Pelo menos na minha concepção, eu agrego um valor extremamente negativo a uma marca que me incomoda depois das 19h durante a semana, ou que liga durante o almoço e principalmente atrapalham minha soneca dia de sábado.


-Não, a moça do telemarketing nunca nos parece ser tão simpática assim do ponto de vista do cliente.

Pelo menos do meu ponto de vista operador de telemarketing é extremamente chato pela insistência mesmo quando se dá uma resposta nítida e clara que não se tem interesse no produto. Apesar de eu saber que os vendedores não têm culpa, a vontade que se têm é de dizer uma bela quantidade de impropérios. Mas na verdade, eu até me compadeço com a situação deles por isso que eu tento por mais irritado com incomodo que eles provocam de certas, me portar de maneira educada. Pois, de certa forma a maioria dos operadores de telemarketing são um pouco vítimas também. O que é irritante também é como essas operadoras não sabem selecionar as pessoas para quem ligam. Algumas vezes me ligam para oferecer o mesmo produto que eu já recusei 3 ou 4 vezes por semana.

Eu acredito que como consumidores, deveríamos ter o direito de solicitar que tais mecanismos de propaganda não nos importunassem. Solicitar que nosso nome fosse retirado do banco de dados daquela determinada empresa, como a maioria das empresas da internet permite que nos inscrevamos e retiremos nossa inscrição de um Newsletter. No entanto eu mesmo estou terminantemente decidido. Não aceito nenhum produto mais desses vendedores de telemarketing!


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Chamado

O Papa Bento XVI acusou a imprensa durante a semana de tornar as pessoas menos sensíveis, e que ao exibir coisas horríveis todos os dias a imprensa acostumava as pessoas a acreditar que isso era normal. E eu? O que penso disso tudo? Eu penso que o Papa só pode estar redondamente enganado, notícias são informação e informação nunca é boa, nem tampouco má! O que pode ser ruim ou bom é uso que eu faço dessas informações. Eu penso que ao noticiar coisas “ruins” a imprensa está mostrando a sociedade que problemas existem, o que você faz com essa informação é responsabilidade sua. Eu arriscaria dizer que o mesmo vale para o conhecimento científico.

-Eu concordo é com o jornalista que cunhou o "Panzer Pope"!

Tomemos como exemplo a tecnologia nuclear, ela pode simplesmente pode ser usada para fins pacíficos como geração de energia e beneficiar toda uma sociedade. Entretanto, ela também pode ser utilizada para fins bélicos, como as ogivas nucleares que foram utilizadas para destruir as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O mesmo conhecimento científico que gerou uma possibilidade de aumentar o conforto e qualidade de vida das pessoas, também foi capaz de ceifar milhares de vidas.

Podemos fazer uma analogia disso com como as notícias “ruins” influenciam as pessoas. Por exemplo, o fato de termos divulgado nos noticiários problemas de pessoas passando fome ou sofrendo devido a falta de água potável em determinada região pode acarretar basicamente dois tipos de reação: indiferença ou indignação. Algumas pessoas de tanto ver aquele tipo de situação se tornaram indiferentes, e honestamente eu não estou aqui para fazer nenhum julgamento moral a respeito delas, mas em alguns alguma pessoas se sentiram indignadas e se mobilizarão. Talvez essas notícias “ruins” sejam responsáveis por muitas ONGs que se vê distribuídas por aí.

Parodiando os religiosos, classe da qual eu me excluo, eu acho que toda notícia “ruim” pode ser um “chamado” para que a sociedade atue em prol de um mundo melhor e talvez até viver mais plenamente as filosofias cristãs.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pizza, ops! Panetone para todos!

-Novo programa do Governo: Pizza para todos!

Depois do flagrante dado no Governdador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, recebendo dinheiro para o panetone para as comunidades carentes. Muitos se lembraram do esquema do armário recheado de dinheiro da Roseana Sarney e seu marido, do mensalão do PT, do esquema de propina nos correios, dos dólares na cueca e também das maletas com dinheiro para comprar dossiês contra os adversários do PT na campanha. Até hoje a população espera explicações e punições para os envolvido que nunca vieram. Um verdadeiro show de impunidade!

Pelo visto eu acho que eles todos usaram esse dinheirama para comprar panetone para a população carente. Não, na verdade todo o dinheiro envolvido nesse esquema de corrupção foi utilizado para compra pizza pra todo mundo, por que nesse país tudo acaba em pizza!

Só para lembrar aos caros eleitores ano que vêm teremos eleições e pelo andar das carruagens, tudo indica que já temos um acordo eleitoral. A oposição esquece o mensalão do governo e o governo esquece o mensalão da oposição. Isto é, panetone pizza pra todo mundo! E o contribuinte que pague a conta!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Oráculo

Oráculo Previsões

Temporada de final de ano e como bem sabemos surge toda aquela série de eventos clichês. É uma tal retrospectiva do ano para tudo que é lado, pilhas de filmes com histórias repetidas sobre achar o “verdadeiro” sentido do natal, especial de final de ano do Roberto Carlos e a tradicional maratona de São Silvestre. Mas um capítulo a parte, são as previsões para o ano novo. Na minha opinião, esse é o momento mais divertido de todos os rituais de final de ano. As emissoras de TV e a Imprensa convocam um batalhão composto de pais de santo, astrólogos, numerólogos, metereologistas (Ops! Estes não, porque eles nunca acertam), e tarólogos.


Eu me divirto bastante ao ver aqueles seres exotéricos a fazer as previsões de como será o ano para a economia, para os relacionamentos e tudo o que se possa imaginar. Eu acho que nessa hora deve vir um monte de gente mística me criticando, mas o pior de tudo é que eu realmente acredito que seja possível prever o futuro, com certo grau de confiança, e isso tudo sem bater tambores, invocar espíritos ou mesmo colocar frango com farofa na encruzilhada. Eu acho que isso é possível a partir de análises de dados históricos.


Sim, eu sou capaz de prever muitas coisas que irão acontecer no próximo ano, e isso não tem nada de místico.Basta analisar os anos passados.Eu consigo, por exemplo, prever que aquelas ruas que inundaram durante a temporada de chuvas do ano anterior continuarão a inundar na temporada de chuvas próximo ano. Eu também consigo prever que os assaltos continuarão a ocorrer nas mesmas esquinas que ocorreram no ano anterior. Eu posso antever que as catástrofes decorrentes da chuva voltarão a ocorrer nos mesmos bairros que ocorreram outrora. Esforçando-me mais um pouquinho eu posso prever que teremos mais escândalos na política nacional, com muitos exemplos de falta de ética e impunidade.


Agora é só esperar 2010, para que minhas previsões se cumpram. Aí vocês poderão me chamar de oráculo e me reverenciar através de oferendas. Não, vocês não precisam sacrificar virgens, nem tampouco deixar frangos com farofa e velas pretas na encruzilhada, simplesmente deixem lasanhas na porta da minha casa, o oráculo agradece.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Caipirinha sem álcool II

- Não, esta não é mais uma das histórias do Franco


Depois de ter escrito o texto “E se...”, eu fiquei aqui pensando, no modo como as pessoas se escondem e sabotam seus relacionamento simplesmente por medo de uma dor futura e tudo isso me trouxe a mente a seguinte questionamento: será que nós realmente precisamos ter tanto medo de sofrer?


Eu acredito que a dor faz parte da vida e em geral é algo inevitável, por mais que você tente se esconder dela, um dia ela te alcança. Eu acho que essa questão me lembra a infância de quando estamos aprendendo a andar de bicicleta, eu acho que, independente da habilidade de cada um, inevitavelmente levaremos alguns tombos até que tenhamos aprendido a andar de bicicleta. Eu acho que os relacionamentos são essencialmente a mesma coisa. Provavelmente vamos todos levar muitos tombos esfolar joelhos e cotovelos, em especial esses últimos, até encontrarmos a pessoa certa.


Eu sei, pode ser um processo doloroso, cheio de decepções ali, falsas expectativas e acolá. Mas eu tenho pensado sobre essa questão da dor e tenho visto e me perguntando se não podemos fazer nada mais do que esperar passar. E nessa me veio o seguinte questionamento, será que não podemos fazer algo positivo com a nossa dor? E depois disso eu fiquei martelando e me vieram a cabeça inúmeros exemplos de pessoas que souberam, aproveitar aquele momento de dor e transformar em algo positivo. E são tantos exemplos desde ativistas que sentiam que pertenciam a um grupo discriminado e lutaram por igualdade, escritores que escreveram os mais belos poemas sobre suas dores, famílias que souberam aproveitar a morte de um ente querido em uma atitude de generosidade através da doação de órgão e por aí vai.


E depois dessas idéias todas percorrendo a minha mente eu fiquei pensando, já que eu posso tentar usar a minha dor para fazer algo de positivo por que eu preciso ter tanto medo assim dela?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pilates...

- Eu não sei o que faz uma pessoa se submeter a isso de livre e espontânea vontade


São 5:20 h da manhã e o telefone toca a primeira vez e eu acordo. O telefone toca a segunda vez, agora já desperto eu hesito. Ele toca a terceira vez, finalmente eu levanto e atendo enquanto o telefone toca pela quarta vez:

- Alô... – eu digo, com a voz mais rouca do que o Mumm-Ra, o de vida eteeeeeeeerna!

-Alô, Patrícia* está?

-Ela deve estar dormindo. Como eu também deveria estar, se a senhora não tivesse me acordado!

-Hum, que aqui é da academia onde ela faz aula de pilates.

-Ahã?!

-É que eu gostaria que você desse o recado a ela que a professora de pilates dela não vai poder ir pra aula por que está doente, ficou de cama por causa de uma gripe.

-Eu quero mais é que essa professora bixiguenta morra de uma morte horrível, lenta e dolorosa!Ok! Pode deixar que eu aviso!





ps – Patrícia é minha irmã e sim, eu tive dificuldade de voltar a dormir depois de um recado de tamanha urgência às 5:20 h da manhã... Sim, eu também sei que Murphy é meu amigo e isso tinha que acontecer comigo um dia depois de eu ter dormido muito pouco na noite anterior...

ps2 – Apesar da vontade não ter faltado, eu não falei nada daquilo que está riscado.