segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governo Revolucionário, uma pinóia!

Fidel Castro
- Talvez ela ficasse boa no Santinho.


Se há algo que eu nunca consegui entender na minha vida foi o apoio dos intelectuais de esquerda a certas causas e como a defesa dessas causas não se sustentam. Uma dessas causas para mim é a Disneylândia socialista, também conhecida como a ilha de Cuba.

Aliás, eu nunca entendi os benditos socialistas, em teoria a causa comunista é até bonita seria bastante interessante um mundo utópico onde todas as pessoas tivessem oportunidades de viver livre das opressões de classe e do estado, onde todos pudessem participar ativamente do modo como as decisões na esférica política e econômica. Então, vêm os benditos socialistas e convocam a população a pegar em armas derrubar o atual governo. E tudo isso para quê? Entregar os meios de produção para o partido socialista.

Nesses momentos, surge aquele bando de esquerdista, querer defender a revolução e governo revolucionário. E que eis uma expressão que eu detesto, eu nunca entendi por que se chamam os regimes socialistas de governos revolucionários, para mim o nome certo é ditadura. Não, não é radicalismo da minha parte, é lógico que são ditaduras, e eu provo: nesses regimes as pessoas acabam tendo suas liberdades individuais revogadas, não há garantias individuais, não há liberdade de expressão e o governo faz o que bem entende com os opositores – e quando eu digo o que bem entende, eu estou dizendo mandar surrar uma blogueira até ela precisar de muletas para andar e mesmo mandar executar opositores, os Castros até se orgulham de terem executados diversos opositores nos tribunais revolucionários.

Enfim, eu não sei o que faz certas pessoas se iludirem e acreditarem que os membros do partido socialista são seres humanos melhores do que média. O que dá a eles o direito de serem tratados de maneira diferente das pessoas comuns? O que faz com que eles não possam ser criticados? O que impede pessoas que podem usar o poder sem ter que responder a sociedade de abusarem desse poder?

A história demonstra que os governos revolucionários fazem o contrário do que ele originalmente se propõe a fazer, ao tentar eliminar a diferença de classes na sociedade, eles acabam por dividi-las em duas classes: os membros do partido e a sociedade. Eu acho que os governos revolucionários também não abrem espaço para a atuação política nem econômica da sociedade.

A minha esperança é que o clã dos Castros já se encontra com o pé na cova. Fidel se aposentou por invalidez e ao que tudo indica o prazo de validade do Raúl, que hoje se encontra aos 78 anos, não deve ser muito maior. Isso, se eles não caírem antes devido à dificuldade dos governos revolucionários de conterem a contra-revolução proporcionada pela era da informação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem disse que o diploma não serve para nada ?


O Supremo Tribunal Federal baniu a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. Depois desse fato, eu tenho visto muitas reclamações das pessoas que tem a formação acadêmica na área de jornalismo e a principal delas é que o diploma de Jornalismo não serve mais para nada. Depois de ler esses textos eu fico me perguntando: Será que a exclusividade dos jornalistas aos meios de informação é justa? Será que o diploma de jornalista realmente não vale mais nada?

Uma das coisas que realmente me vem à cabeça nisso tudo é se a exclusividade concebida aos portadores do diploma realmente é justa. Eu acredito que não, pois ao permitir que pessoas com outra formação atuando como jornalistas terão mais representatividade dos diversos setores da sociedade atuando na imprensa, o que geraria debates mais ricos e plurais. Adicionalmente, eu acredito que existem certas áreas que são mais técnicas e, portanto, um profissional com uma formação naquela área se sairia melhor explanando os temas da sua respectiva área. Eu acredito que maioria das pessoas há de concordar que o caderno de economia é em geral muito mais interessante quando os dados são explicados por um economista, ou mesmo que prefere a resenha sobre um novo hardware ou software feita por alguém que trabalhe na área de informática.

Outro fato que eu também acredito é que a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, não necessariamente proíbe as pessoas que tiveram formação no curso de Jornalismo de exercerem a profissão, ela só acaba com a exclusividade. E eu acho que a função do diploma não é garantir uma fatia de mercado exclusiva para as pessoas que possuem o diploma. Ele funciona como um documento para provar que você obteve uma formação em uma determinada área. Eu sei que em algumas profissões o diploma é obrigatório para o exercício e eu até acho razoável como no caso de medicina, profissões na área de saúde ou cuja atividade possa comprometer a vida das pessoas, como engenharias por exemplo.

Eu acredito que ainda há e sempre haverá espaço para as pessoas que tem formação em jornalismo, pois elas têm uma formação mais focada na área de comunicação o que eu acredito que seja um diferencial para as pessoas que querem trabalhar como jornalismo e a não obrigatoriedade não é um ato que impede que as pessoas com formação na área de atuar como jornalista. Eu acho que esse fato, talvez até faça com que as pessoas com formação nessa área realmente ocupem os cargos onde seus conhecimentos e know how sejam mais necessários. Em outras palavras, pode até ser que os jornalistas percam algumas vagas de emprego para pessoas com outra formação, mas provavelmente ficarão com vagas melhores onde a sua formação realmente faz a diferença.

E depois disso tudo eu fiquei pensando o que realmente representa o diploma e qual seu verdadeiro valor. Eu cheguei à conclusão que um diploma representa as horas de estudo e dedicação de uma pessoa a uma determinada área do conhecimento. E depois disso eu fiquei pensando que será que achar que o diploma é uma carta de alforria da universidade com seus professores “chatos” não é uma visão absurda. Assim com também o seria considerar que ele é simplesmente uma ferramenta legal que dá exclusividade numa fatia de mercado ou simplesmente te autoriza a fazer parte desse clube não é outra idéia igualmente absurda. Eu acredito que o diploma deveria ser um símbolo de que uma pessoa alcançou o determinado mérito numa área do conhecimento. E isto sim deveria ser algo que te fizesse ter destaque no mercado de trabalho.

sábado, 21 de novembro de 2009

E se...

Se eu entendesse algo de psicologia, eu montaria um consultório focado na questão sentimental. É impressionante os avanços que foram dados em relação à questão da sexualidade, no mundo pós-revolução hippie. No entanto quando pensamos em na questão da emocional, me parece que a evolução parece passar longe.

Infelizmente, quando se trata do ponto de vista emocional parece que tudo anda bem maus, pessoas extremamente carentes, com medo e assustadas. É impressionante ver o quanto as pessoas tentam fugir de um enlace mais profundo. Basta o relacionamento se aprofundar um pouco mais e ei que surge toda aquela histeria: medo de se machucar depois, medo do compromisso, de abrir mão da sua vida de solteiro. E assim as pessoas acabam sabotando os seus próprio relacionamentos, algumas vezes de maneira consciente em outras nem tanto.

Tudo isso me parece estranho e absurdo, é interessante o modo como as pessoas tem preferido viver sedadas e anestesiadas com medo de sofrer e na maioria das vezes acabam por não viver. Abrem mão da dor e juntamente com isso acabam optando por não sentir e não se envolver. Para mim tudo isso parece tão absurdo quanto a idéia de cegar-me simplesmente pela possibilidade de num futuro presenciar alguma cena desagradável.

Antes de tudo, esse comportamento me lembra a história de um amigo que me contou ser hipocondríaco na infância, nessa fase além de sempre querer levar remédio para onde fosse com o intuito de se precaver de eventuais males, ele me falou de um episódio que eu achei bastante engraçado. Resumidamente, ofereceram camarão para ele e ele simplesmente recusou. Não por desgostar do camarão ou por estar satisfeito, mas simplesmente por medo que ele porventura se cortasse após comer o camarão e então o corte inflamasse.

Algumas vezes eu fico me perguntando se o comportamento que as pessoas têm adotado nos seus relacionamentos não é um pouco parecido com o comportamento desse amigo. Será que as pessoas não estão deixando de degustar as coisas boas do relacionamento a dois simplesmente por um problema que por ventura possa aparecer posteriormente. A minha pergunta é até quando vamos continuar nos escondendo das nossas emoções?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Apagão na Educação!

Ou seria de tolos?


Primeiro o vazamento do ENEM descoberto pelo Estadão, onde tentaram vender as provas para a reportagem. Depois de muita confusão as provas do ENEM 2009 foram suspensas e foi agendada uma nova data para que este exame fosse realizado. Estima-se uma prejuízo de 20 a 30 milhões de Reais, que nós pobres contribuintes tivemos que pagar. Agora outra avaliação do Ministério da Educação chega aos noticiários.

Agora o MEC resolveu utilizar dinheiro do contribuinte para fazer propaganda do governo e achincalhar “os veículos da mídia”, sim isto de fato ocorreu na última prova realizada do ENADE, na parte referente às questões de conhecimento gerais, onde 4 de 10 questões faziam propaganda do governo ou atacavam a imprensa. A primeira fazia propaganda de uma campanha do Ministério do Meio Ambiente para redução de sacolas plásticas que até hoje não se têm notícias, a segunda fazia propaganda do próprio sistema de distribuição de livros do MEC. A ataque a imprensa ficou extremamente evidente em questões onde ao escolher a alternativa certa o aluno era obrigado a crer que a imprensa tinha sido equivocada e prematura ao criticar o Presidente Lula no caso da “marolinha” e em outro texto os jornalistas esportivos são desqualificados, através de um texto onde estes são acusados de serem negligentes com artimanhas que caracterizam a F1.

Enfim fica a minha pergunta, se não se consegue avaliar os sistemas de ensino de maneira eficiente, como fazer para melhorar o sistema de educação num país?

sábado, 14 de novembro de 2009

Microproblema

Flagrante do apagão

Terça-feira passada, 10 de novembro, mais precisamente às 23h13 o Brasil se encontra na escuridão. Cerca de 88 milhões de pessoas distribuídas por 18 estados sofreram as conseqüências do apagão decorrente da pane em Itaipu. Isso tudo sem contar que os nossos vizinhos paraguaios também tiveram o fornecimento de energia prejudicado.

Depois da pane elétrica vem a pane do governo na hora de prestar esclarecimentos a sociedade a respeito do blecaute. Pior de tudo que mesmo nos dias seguintes com o “microproblema” resolvido, não há uma explicação razoável do que fato acarretou a pane no sistema de distribuição de energia. E haja espaço para hipóteses: raios que não caíram na região, falta de investimento do governo Fernando Henrique Invejoso Cardoso, etc. No entanto a verdade é que nunca na história desse país se vendeu tanta vela. Por fim adotaram a desculpa do raio, o Ministro das Minas e falta Energia Edison Lobão bateu o martelo e determinou o fim do problema.

O pior de tudo, é que temos que conviver com outro apagão e este sem sombra de dúvidas assola muito mais do que 88 milhões de brasileiros. O apagão moral dos nossos líderes, manifestado de maneira clara através do cinismo usado para defender os “homens incomuns”, para tentar adotar medidas eleitoreiras as vésperas da eleição, como o Bolsa Celular, e para defender que o famigerado Mensalão não passa de uma conspiração da mídia golpista. Pois é, eu tenho a impressão que esse apagão será bem mais difícil de resolver.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Religião e Política... Eu discuto!

Bento XVI


Bem melhor do que discutir Futebol, pelo menos eu acho. Ora por que eu estou falando nisso? Eu li uns comentário no tuíter e escutei algumas pessoas na rua criticando um desses novos Padres, que cantam, dançam e sapateiam. Enfim a crítica que eu li reclamava do fato do portador de batinas mais famoso do show business no momento, o Padre Fábio de Melo, estar vendendo shows.

Nessas horas eu me pergunto onde que estava todo esse moralismo quando os padres começaram a produzir e vender discos e freqüentar programas de auditório? Por que vender discos é moralmente aceitável e vender ingressos pra show não é? Eu acho que essa não é uma discussão nem tão nova assim, eu acho que no final da década de 80 já tínhamos padres cantores e na década de 90 ouve um estouro do movimento da renovação carismática católica, com o Padre Marcelo Rossi.

Eu acredito que por mais que as pessoas tenham fé na Igreja católica, ela é uma instituição e tem seus custos para manter templos e realizar obras assistencialistas. Então eu me pergunto qual a diferença de um padre arrecadar dinheiro para essas obras fazendo shows, vendendo CDs, ou passando sacolinha na missa? Eu acho que seria moralmente criticável, se o padre tivesse utilizando desse show business cristão para arrecadar dinheiro para comprar carrões e correntes de ouro mais pesadas que os cadeados daqui da porta de casa.

Eu como ateu acho até mais interessante a questão dos CDs e shows que pelo menos geram emprego e renda para os músicos e pessoal envolvido na produção, e tem algo mais cristão do que dar oportunidade para que as pessoas se desenvolvam e manifestem seus talentos?

domingo, 8 de novembro de 2009

Loira do Tchan, ops Uniban! – Parte II, Manifesto em Prol da Mini-Saia

Loira do Tchan Uniban


Cá estava eu surfando na net, e pra minha surpresa, não é que a Loira do Uniban (agora identificada como Geisy Arruda) foi expulsa da universidade pelo seguinte motivo: “uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados”. Eu olho para tudo isso e me pergunto: Se usar micro-vestido não é condizente com o ambiente universitário, eu imagino que ficar no corredor urrando ofensas para uma colega também não o seja um comportamento adequado, assim como também não deve ser chutar portas e incomodar os outros alunos que estão em aula para ofender um colega. Enfim mais um item para lista de coisas que eu nunca vou compreender.

Em minha opinião, o mínimo que poderia ser esperado eram protestos das amigas, algo do tipo reunião do clube da mini-saia, já pensou se todo universidade resolve expulsar a as alunas que começarem a fazer exibição da figura durante as aulas? Eu temo por um mundo sem mini-saias e micro-vestidos, por que sem sombra de dúvidas esse será uma mundo muito mais triste, sem as moças a nos encantar com seus lindos tornozelos.

Nessas horas eu me pergunto cadê a indignação pública? Onde estão as pessoas tuítando: #viva a mini-saia, ou criando o dia da Mini-saia. Será que o país das mulatas do samba realmente vai ser render ao puritanismo e proibir o uso de saias nas universidades? Será que vamos obrigar os nossos universitários a utilizar uniformes? Isso se não chegarem ao nível de obrigarem as mulheres a usarem a famigerada burqua!

Eu vejo as mulheres lutarem tanto para conquistar os direitos de voto, de atuar no mercado de trabalho e de exercer sua sexualidade, aí vem um diretor de uma Universidade até então desconhecida e diz que é proibido usar micro-vestido. E aí como que fica? O pior é que fica tudo como está, pois apesar de não estarmos na Itália, aqui tudo acaba em pizza!


* Update: A musa defensora do bastião da liberdade de usar mini-saias teve sua expulsão revogada e o sol brilha novamente! Não haverá um amanhã sem Micro-vestidos!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda vale a pena ser honesto ?

Apesar do que se vê nos noticiários todos os dias, onde bandidos continuam soltos mesmo tendo praticados diversos crimes e políticos fazem pilhéria do eleitorado, eu ainda acredito que vale a pena ser honesto, tanto por princípios morais quando do ponto de lógico.

Eu acredito nisso, primeiramente, por uma questão de princípios: foi o modo que eu fui educado a agir. A honestidade sempre foi um exemplo que eu tive em casa, meus pais sempre me mostraram que é certo honrar seus compromissos e se portar de uma maneira íntegra.

Analisando de uma maneira lógica, eu acredito no seguinte: honestidade é um pacto que se faz com a sociedade e na maioria das vezes as pessoas que se utilizam da “esperteza” acabam se prejudicando, não imediatamente, mas a longo prazo.

Tomemos como exemplo um aluno que cola numa prova e aprovado desse modo, esse mesmo aluno acaba roubando de si mesmo a oportunidade de aprendizado. Eu acredito que o mesmo vale no cotidiano. Pessoas que praticam atos de corrupção acabam de certo modo se privando de viver em uma sociedade mais justa, com pessoas mais bem educadas e com mais infra-estrutura.

Sabe aquele velho caso do lixo jogado na rua que entope as galerias e depois causa um monte de transtornos? É mais ou menos a mesma coisa sendo que em proporções maiores. É um fiscal corrupto que reduz a arrecadação de impostos ou faz vista grossa pra um carregamento de drogas em troca de propinas. E posteriormente a sociedade vai sentir falta desses impostos para investimento em educação e segurança, ou mesmo ter que conviver com o tráfico de drogas e violência decorrente dele. Aí lá vai toda a sociedade, incluindo o famigerado fiscal corrupto, ter que pagar o preço da “esperteza”.

O problema maior nisso tudo é que como vivemos em sociedade, as pessoas honestas também acabam sendo prejudicas por atitudes desonestas que foram praticas por terceiros. Nessas horas algumas pessoas podem até dizer “Tá vendo que não adianta ser honesto, vou me ferrar do mesmo jeito!”, mas façamos o exercício de imaginar o que seria da sociedade se todos passassem a tentar ser mais “espertos” que os outros. Conseguiu imaginar a balbúrdia? Todo mundo tentando passar a perna no outro, imagina que ambiente instável e desagradável e caos gerado por isso tudo, todos agindo como bárbaros.

Portanto por mais que possa parecer ultrapassado e ingênuo, ainda vale a pena agir de maneira honesta, por que eu sei que com isso vou ajudar a difundir uma cultura de integridade. Além do mais eu posso dormir com consciência tranqüila de não estar roubando nem a mim, nem tampouco às gerações futuras o direito de viver em uma sociedade um pouco mais justa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Caramba nem acredito postaram o texto que eu escrevi no Contraditorium !

Segue abaixo um cópia do texto:
"Qual o Real Benefício de uma medalha Olímpica"

Eu acredito que durante um bom tempo a medalhas Olímpicas tenham sido uma forma de o Estado fazer propaganda. Meio que fazer o as pessoas terem orgulho daquele estado e obviamente quanto mais medalhas, melhor o seu país com seu respectivo governante. Hoje eu acho que os atletas servem mais de porta-estandarte para grandes corporações, mas também servem de exemplo de superação para as pessoas, especialmente para a juventude. Eu acho que exemplo de superação por dedicação e esforço pode ser algo positivo para mostrar o quanto é importante esforço e dedicação, sendo a medalha olímpica a coroa máxima. No entanto, eu acredito que do ponto de vista prático a contribuição acaba sendo realmente pequena. Eu acho que em geral, o esporte de alto desempenho não traz todo esse retorno para sociedade. Algumas vezes eu acredito que a sociedade como um todo valoriza certos ídolos de pouca utilidade prática, enquanto muitas pessoas que contribuem bastante para a sociedade são desvalorizadas. Raramente se tratam educadores que buscaram melhorar as condições de ensino nas suas escolas como ídolos, o reconhecimento a essas pessoas realmente é mínimo. E quanto aos bons alunos que se destacam em competições literárias, científicas e tecnológicas? Poucas vezes são efetivamente destacados na mídia ou mesmo premiados com bolsas de estudos em universidades particulares enquanto muitas vezes atletas os conseguem com bem mais facilidade. Eu acho que o valor para sociedade de um medalhista olímpico algumas vezes se torna ainda menor, na nossa cultura de brasileiros de muitas vezes achar que o atleta é um ser “abençoado”, que nasceu com um dom, e não como um indivíduo que teve que trabalhar muito e se sacrificar muito para conseguir alcançar seus objetivos. Resumidamente, eu acredito que as medalhas de olímpicas acrescentam pouco à sociedade, além de contribuir para autoestima da sociedade como nação(que a meu ver é um conceito que tende a cair com o passar dos anos).