sábado, 31 de outubro de 2009

A loira do Tchan, ops Uniban!


Depois de ver toda a repercussão na mídia a respeito do caso da “Loira da Uniban”. Eu fico me perguntando em que mundo a gente vive. Em teoria, está lá uma jovem com um vestido um pouco mais curto e todo aquele rebuliço dentro de uma universidade. Sim, a Uniban é uma universidade, e lá está um bando de jovens universitários tendo um comportamento indigno de colegiais. E honestamente, pelos vídeos que repercutiram na mídia, o vestido até que não tinha nada demais. Eu acho que na minha faculdade se uma menina fosse com um vestido daqueles o máximo que ela conseguiria, seriam uns elogios e um monte de admiradores. Jamais uma multidão ensandecida soltando gritos de “Puta”.

Realmente no país do futebol e carnaval com mulheres desfilando somente de tapa sexo e popozudas rebolando em rede nacional nos sábados e domingos a tarde em programas para a “família brasileira”, e todo aquele reboliço por causa de um vestido mais curto. Como se mulheres desfilando com roupas um pouco mais curtas fosse um fenômeno novo, dá pra tirar pela idade da Rita Calhambeque Cadilac e Gretchen que mulheres andando de shortinho, mini saia e micro vestidos não é nenhuma novidade na nossa sociedade. E tudo isto sem contar que estamos num mundo pós-revolução sexual, onde as mulheres tem todas a liberdades do ponto de vista sexual.


Mulher Melancia Loira Uniban

-Esse tipo de traje ainda choca? E olhe que foi difícil achar uma imagem com o figurino tão "composto"!


Indo além do que já foi dito por aí, suponhamos que a tal moça realmente fosse uma prostituta. Eu me pergunto: qual o direito de das pessoas de criticarem a moça e constrangê-la. Cada um vive do jeito que quiser, temos liberdades individuais garantidas e cada um tem direito de fazer suas escolhas. Ou seja, tanto faz se a moça rebolou pra pagar as mensalidades da universidade ou se ela arrumou um emprego convencional, ela tem todo o direito de assistir a suas aulas em paz, sem ter que ser abordada por um bando de maníacos urrando como se fossem animais selvagens.

Enfim, eu me pergunto em que mundo nós vivemos? Será que em breve as garotas necessitarão vestir burqua para ir a universidade?

domingo, 25 de outubro de 2009

Você não vai salvar o planeta...

Sacola de Feira Ecobag


Uma das coisas que tem me chamado atenção, ultimamente, é a modinha das ecobags, sim elas mesmas, a versão moderninha da sacola de feira que a vovó usava. Agora o que eu realmente não tenho visto é uma análise da funcionalidade desse novo acessório fashion da mulher urbana moderna (sim, as tais sacolas ecológicas são de uso exclusivo delas, pois pelo que me consta até agora não vi nenhum barbado usando essas bolsinhas!).

Os ambientalistas alegam que a utilização das ecobags poderia reduzir o consumo de plásticos e conseqüentemente seria gerada menos poluição desde as fontes produtoras até a destinação final desses plásticos (supondo que a sua cidade tenha um sistema de coleta eficiente e você tenha educação isso seria um aterro sanitário).

Então até o presente tudo estaria muito bonito, estaríamos todos preservando o meio ambiente e garantindo a sobrevivência das gerações futuras. No entanto você já parou para analisar como é descartado o lixo domestico no Brasil? Sim, exatamente, você recolhe o lixo todo e coloca dentro de sacos plásticos. E na maioria dos casos, esses sacos plásticos são justamente saquinhos de supermercado sendo reaproveitados. É nessas horas que eu me pergunto se adianta usar os ecobags, para depois consumir plástico comprando sacos de lixo? Aí nessas horas eu me pergunto: adianta toda a preocupação de ter que lembrar-se de carregar as sacolas ecológicas para lá e para cá e no fim acabar consumindo o plástico do mesmo jeito? Isso sem considerar outros inconvenientes. Por exemplo, quando você esquece a sua sacola de feira high tech em casa: faz malabarismo para equilibrar as compras na mão ou adquiri uma nova?

Enfim, eu acredito que ideologicamente as ecobags podem ser fantásticas por nos lembrar que temos que ser consumidores mais responsáveis, mas honestamente não é com elas que nós vamos salvar o planeta.

sábado, 24 de outubro de 2009

De volta pra casa

Cheguei ontem no Recife e agora com computador disponível eu devo voltar a postar em breve. A viagem foi bastante tranquila. Espero ter outras oportunidades de visitar o Ceará em breve, de preferência, sem estar preso a compromissos.


sábado, 17 de outubro de 2009

Viajar...



Preparar as malas, ir para o aeroporto e pegar um vôo para uma cidade desconhecida. E vou-me em direção a mais uma cidade desconhecida e nenhum vínculo com esse lugar, nem um amigo ou parente para visitar. Sim, lá vamos nós em direção a novos horizontes, prédios, ruas, avenidas, cheiros, sabores e cores.

Talvez, o grande barato de viajar seja poder ver tudo com os olhos de criança, com aquela vontade de ver tudo e de descobrir novas cores, cheiros e sabores. Sentir, experimentar e ver a beleza nas coisas simples. Coisa que o cotidiano e a intimidade com a nossa cidade muitas vezes nos tira.

Dizem que um homem que parte para uma viagem nunca é o mesmo que volta. Espero que conhecer uma cidade nova, venha a me renovar, fazer com que eu veja a vida um pouco menos anestesiado, com os sentidos um pouco menos dormentes.





* O escriba tira férias por uma semana do blog, provavelmente não vai ter acesso a computador para postar!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que o Pitanguy não vai fazer por você...

Se existem seres fantásticos e realmente misteriosos na face da terra, a meu ver esses seres são as mulheres. Muda-se um cromossomo “Y” por um “X” e eis que surgem essas criaturas fabulosas. Ah mulheres! Algumas vezes tão incrivelmente fortes, noutras tão incrivelmente frágeis. Mas acima de tudo incompreensíveis.

Sim, caros colegas, essas criaturas absurdamente estranhas são incapazes de conter o choro nas comédias românticas e, surpreendentemente, resistir a diversos tipos de tortura tais quais sessões de depilação, horas equilibradas sobre sapatos de salto agulha, além de enfrentar horas de produtos químicos mal cheirosos e chapas de metal a fritar os miolos nos salões de beleza. E sem contar as famigeradas dietas e a incansáveis horas gastas nas academias.

Eu ainda acredito que tudo isso realmente tenha seu valor, caso faça as garotas se sentirem bem, em paz consigo mesmas ou algo do tipo. No entanto, a coisa fica estranha quando surgem as ditaduras da estética. E haja mulher querendo ser loira, com os cabelos lisíssimos, e magérrima. E haja água oxigenada e “escova” de todos os tipos, desde chocolate passando pela progressiva até alcançar a super-mega-hiper-power do momento. Eu mesmo já ouvi falar de umas escovas dessas que tem o Q.I. mais elevado que o meu.

Enquanto isso, nós, tristes portadores de cromossomos XY, ficamos com saudades das belas morenas com seus cabelos naturalmente cacheados, tipo de garota cada vez mais ameaçada de extinção. Hoje em dia este espécime raro só é encontrado nos meios “cabeça” onde a “bicho-grilice” impera.

Talvez o que a maioria das mulheres não saiba é que a verdadeira beleza, não se adquire nesses centros de estética nem tampouco nos salões de beleza. Talvez elas não saibam que a verdadeira beleza está no sorriso sincero, numa atitude companheira ou mesmo num bate-papo interessante. Ok, eu até confesso que uma boa figura possa até chamar a atenção num primeiro momento, mas o que realmente fica de belo das pessoas são essas atitudes e são elas que vão fazer alguém querer ficar junto de você. E este é o tipo de beleza que não será obtida nem no consultório do Pitanguy.

sábado, 10 de outubro de 2009

Idoso...

Episódios da vida real:

Lá ia papai saindo de casa hoje pela manhã tranquilamente, até que um sujeito vindo de bicicleta na calçada atropela ele que com o gênio esquentado, bem típico da família (exceto pela minha pessoa, logicamente), dá um empurrão na bicicleta do sujeito que vai ao chão.

Já dá pra imaginar o sujeito levanta reclamando e irritado, e eis que surpreendentemente o velho vira pra o sujeito e começa a reclamar:

- Eu sou um idoso, você devia tomar cuidado com essa bicicleta. Você podia ter quebrado meu braço ou minha perna, nessa idade a gente já não conserta mais os ossos...

E segue toda gama de reclamações típicas de um velhinho resmungão. O ciclista só teve uma opção:

- O senhor tem razão, eu não vou brigar com um idoso.

E foi embora. Eu fico atônito, meio que surpreendido pelo truque novo de papai de reclamar que é um idoso. Então me vem a seguinte idéia na cabeça: “Idoso sim! Mas nunca tão velho que não possa aprender uns truques...”

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mágicas

Tenho pensado bastante nesses dias em um evento bastante comum. Desde que entrei na faculdade, eu costumo encontrar-me com uma das minhas tias para conversar e almoçar juntos no Centro de Artes e Comunicação. E apesar de ser algo relativamente comum sempre tem algo de mágico para mim.

Em geral, me encontro com ela no atelier de litogravuras. Eu entro pelo atelier cumprimento com Seu Hélio, que é o técnico do laboratório, e depois sigo em direção a minha tia, que em geral se encontra sempre entretida contemplando seus desenhos através dos grandes óculos. Eu chego bem perto, ela levanta a cabeça sorri pra mim e me dá um abraço.

Então, puxo um banquinho, sento e fico assistindo ela trabalhar nos desenhos. As mãozinhas, já idosas com os seus anéis grandes nos dedos, riscando os desenhos na pedra, raspando um defeito aqui e acolá com um estilete. Enquanto isso seu Hélio prepara uma pedra nova para ser trabalhada ou aplica a tinta na superfície da pedra antes dela ir pra a prensa. E aquela senhorinha de idade não para, levanta, vai olhar se a cor está ok, se a impressão no papel ficou boa, volta a mexer num desenho, depois em outro e tudo com uma desenvoltura que parece que ela está fazendo tudo ao mesmo tempo.

Lá estou eu no meio disso tudo embriagado com a mágica sendo feita, observando os desenhos serem formados pouco a pouco, a cada nova impressão o desenho ganha uma nova camada, uma nova cor ou mesmo um novo detalhe. E tudo isso enquanto converso com ela. Algumas vezes pergunto alguma coisa, dou palpite num desenho ou outro, e vez por outra peço pra ver como que estão os desenhos que eu vi quando ainda eram esboços.

Cá fico eu pensando nessas conversas que eu tenho enquanto a assisto trabalhando nas litogravuras ou mesmo enquanto almoçamos juntos no CAC. Ela me fala da vida, conta dos lugares que ela já viajou, dos tempos de estudante e me dá conselhos. Conversamos também, do futuro, ela me conta da exposição que esta organizando, de um curso novo que está freqüentando, dos planos para a próxima viagem. Enfim, eu não sei o que há em certos ambientes, mas parece que ele mudam as pessoas e fazem certas conversas serem especiais. Às vezes eu tenho a impressão que o amor dela pela arte faz com essas conversas tenham uma alegria, uma leveza e uma espontaneidade que fazem únicos e mágicos esses momentos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Lula Abaixo de Zero! (Yes, we créu!)

Olimpíadas do Rio de Janeiro

Depois de declarada a vitória da cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, o “Grande Guia do Povo Brasileiro”, aquele mesmo que nunca vê, solta a pérola:


“Depois de 2016, vamos brigar por uma Olimpíada de Inverno”


Em se tratando do Grande Guia, realmente não é algo que se leve a sério, mas imaginar Lula a versão tupiniquim do Jamaica abaixo de zero já é uma exercício bastante interessante para imaginação. Eu já consigo imaginar os grandes dirigentes brasileiros em 2016 com planos mirabolantes para construir um mega complexo para os Jogos de Inverno em plena selva amazônica. Como as maiores pistas de neve geradas artificialmente da América Latina e todos os demais desvarios que se tenha direito. Tudo pra entrar para história como os responsáveis pela primeira Olimpíada de Inverno nos trópicos.


E eis que surge mais uns dos fenômenos que eu não entendo. A necessidade que os políticos brasileiros têm de entrar pra história e isso quando paramos pra analisar que estamos num país que não tem memória, se torna ainda mais interessante. E pra satisfazer essas necessidades do ego e ainda pegar arrego para as campanhas eleitorais, haja hospital sendo inaugurado sem as salas cirúrgicas estarem prontas, reformas de fachada de prédios públicos que estavam pedindo reformas urgentes de infra-estrutura.