terça-feira, 11 de agosto de 2009

H1N1 - Salvem o Bacon !


Bacon H1N1

A atual paranóia nacional é o H1N1, e é engraçado como isso se manifesta em algumas pessoas. Na minha família as reações são bem engraçadas vão desde situações comuns como fugir de pessoas que estão tossindo ou espirrando até casos mais cômicos como um tio um pouco mais irônico que diz que tem medo de espirrar dentro durante vôos por medo da quantidade de formulários que ele teria que preencher devido à burocracia da ANVISA.

Eu tenho que confessar que no começo até fiquei um pouco paranóico com essa epidemia por medo de acabarem com o bacon pela falta de informações a respeito da doença. Enfim o fato é que a paranóia das pessoas em fugir daqueles que apresentam sintoma de gripe me lembrou certo “causo” trágico engraçado que acontecera comigo, algum tempo atrás.

No dia do ocorrido, eu havia acordado com uma maldita crise de rinite alérgica, provavelmente por causa da umidade, pois se bem me lembro no dia fazia chuva. Enfim, lá estava eu indo para universidade e como o ônibus estava um pouco cheio eu tive que ir em pé, ao lado de um rapaz que ia sentado no ônibus. Como naquele tempo na galiléia, os ônibus ainda possuíam ar-condicionado (sim já houve ônibus com ar-condicionado no Recife e sem ser opcional!) logicamente que eu continuava fungado um pouco.

Eis que de repente, não mais que de repente uma maldita gota d’água formada pelo ar-condicionado, obviamente com o comportamento regido pela lei de Murphy, cai justamente na perna do rapaz que estava sentado na minha frente. Então o cidadão passa a olhar para mim, já se sentindo na posição de vítima indignada da minha suposta coriza. Nessa hora eu me senti o cara mais feliz do mundo por ser um cara grande e gordo de porte. Eu acho que provavelmente foi uma das situações mais constrangedoras da minha vida, eu não sabia que o que fazer. Em teoria, havia três atitudes a serem tomadas:

- Fingir que não era comigo.

- Pedir desculpa pelo que eu não fiz.

- Tentar explicar ao cidadão que não tinha sido eu e sim o ar-condicionado

Então como que por um milagre, enquanto o cidadão me encarava de maneira bastante “amigável”, cai outra gota do ar-condicionado e o camarada solta um suspiro aliviado. Nessa hora, totalmente inocentado das falsas acusações que caiam sobre um pobre portador de rinite alérgica, quase que eu tenho uma crise de riso. Ainda bem que eu consegui me manter sério e sair de lá como se não tivesse sido comigo.

ps: O mais importante de tudo é que no fim das contas o bacon foi salvo!

Nenhum comentário: