sábado, 29 de agosto de 2009

Os Intelectuais de Botequim e a Importância da Cultura Escrita

Depois de ler um texto denominado “Síndrome da Empolgação Precoce”, me veio à memória uma figura também bastante típica nos botecos brasileiros, quase tão popular quanto os “socialistas escoceses” (sobre esses eu faço um posto qualquer dia desses) e os “pegadores”. Esta figura é o especialista de botequim.

Está lá toda a turma reunida no boteco, happy hour da sexta-feira, e eis que após o consumo de uma determinada quantidade de derivados de cevada a transformação se completa. Lá está o grande especialista de botequim, ele entende de política, de futebol e de todos os males sociais do país e, ainda por cima, mais do que qualquer um que esteja sentado na mesa.


Dependendo da vítima da síndrome em questão, ele pode vir a se tornar uma figura caricata e despertar bastante gargalhadas ou em outros casos se tornar um chato de galocha tudo dependendo da seriedade com que este indivíduo se trata. Em geral, quanto mais excêntricas as opiniões do “especialista”, mais divertido ele se torna.


Na verdade, o que é realmente impressionante, é quantos desses “especialistas” passam despercebidos. É absurda a quantidade de intelectuais, leitores de rodapé, não só nos bares, mas até no meio acadêmico. É impressionante o que se consegue fazer com notinhas de rodapé, conhecimento de orelha de livros e uma boa oratória. Inúmeras vezes, já tiveram a oportunidade de ver inúmeros palestrantes que não pareciam ter tanto domínio assim do assunto serem aclamados como gênios simplesmente por serem bons oradores, e isso eu tenho que admitir que a maioria deles talvez fossem realmente excelentes comunicadores, mas do ponto de vista acadêmico não chamavam tanta atenção.


Talvez generalizando um pouco mais, podemos ver o quanto os políticos brasileiros enganam o povo, utilizando-se da sua oratória rebuscada que na verdade esconde um monte de falácias e como todos são facilmente enganados. A partir disso chego à conclusão que existe uma grande razão para isso, o povo brasileiro lê muito pouco. E quando temos um povo com uma cultura muito ligada às tradições orais é muito mais fácil, corromper a história, distorcer os dados, inventar estatísticas.


O pior de tudo é que eu acredito que esse é um problema não só da parcela da população que não tem acesso ao ensino, mas da comunidade acadêmica brasileira também. Quantas vezes no colégio ou mesmo na universidade as pessoas não estudam por livros muitas vezes mais apenas através de anotações usadas nas aulas ou feitas por outros colegas durante a aula, pouquíssimas pessoas procuram fontes diferentes de leitura para discutir e confrontar o material que é apresentado em sala de aula.


Eu acredito que enquanto o povo não criar uma tradição de comunicação e acesso a cultura escrita, continuaremos sendo enganados por pessoas mais intencionadas com vocábulos ricos e boa entonação de voz. Enquanto não passarmos a ler mais e com mais qualidade continuaremos sendo enganados. Enquanto não mudarmos essa cultura, seremos sempre vítimas desses intelectuais de araque, dos salvadores do povo, dos oráculos que nunca vêem. Enfim seremos cegos guiados por guias que nem sempre serão bem intencionados.


Livros

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sombras e Projeções

Sombras e Projeções

Outro dia, cá estava eu a divagar com os meus botões: Como nos realmente vemos o mundo de maneira superficial, especialmente se tratando de pessoas. Lá estava eu entretido no meu monólogo, pensando em como na maioria das vezes não nos relacionamos com as pessoas em si, mas com sombras!


Sim, na maioria das vezes não nos relacionamos com as pessoas, mas simplesmente com suas projeções. Este fato se dá especialmente quando começamos as nos relacionar com as mesmas. Inicialmente, isso se dá pela falta de informações a respeito dessas pessoas. Então simplesmente nos relacionamos com aquilo que elas nos passam e não com aquilo que elas realmente são.


Ainda mais curioso é o processo, quando gradativamente no relacionamos mais profundamente com essas pessoas e, com isso, obtemos pouco a pouco mais informações. Nessas horas é interessante perceber como aquela sombra escura e indefinida passa a ganhar cores e contornos mais nítidos. Até que, finalmente, passamos a ver as pessoas como elas realmente são ou algo mais próximo disso.


Em alguns casos, eu concordo que as sombras realmente são muito mais coloridas que as pessoas em si. Isso geralmente ocorre com aquelas paixonites. Cá estamos apaixonados e só vemos qualidades no objeto de admiração, lá está a projeção da musa completamente perfeita, nunca vimos projeção mais bonita! Então começa a convivência e quando olhamos lá onde estão aquelas cores que nós tínhamos visto anteriormente.


Em outra categoria, estão aquelas sombra que fazem parte do cenário, simplesmente fazendo figuração nas nossas vidas. Aquelas mesmas pessoas que você, sempre vê na parada de ônibus ou na estação do metrô, mas que nunca você conversou ou interagiu. Às vezes você até para olha e se questiona o que aquelas pessoas fazem, se elas têm família e quais seus passa-tempos.


No entanto, pra mim o mais interessante mesmo é se aproximar de uma dessas sombras e projeções e pouco a pouco passamos a ver “A vida como ela é”. E o mais interessante é que tudo começa de um jeito tão simples:


- Oi, tudo bem? Eu sou o fulano.


- Oi fulano!

domingo, 23 de agosto de 2009

Rituais

Acordo cedo, em geral isso sempre me acontece aos domingos, e sigo o ritual costumeiro: eu acordo, espreguiço-me e faço café da manhã, tudo silenciosamente. Não saberia dizer a razão, mas sinto um prazer imenso nesses momentos de silêncio e solidão. Sento no sofá com uma caneca de café na mão, pra apreciar o silêncio enquanto a casa ainda dorme. Parece que no silêncio tudo se destaca: o vapor saindo da caneca de café, a copa verde das arvores que vejo pela porta da sala, os pássaros a cantar e até o livro que estou lendo enquanto tomo o café parece adquirir uma profundidade diferente.

Nesses momentos eu leio os poemas como quem aprecia o fumo ou o aroma do café, sorvendo o poema verso a verso até completar a estrofe e guardo-a na mente, apreciando como quem aprecia o gosto do fumo ou do café. Então viajo no mundo das ilusões, nos poemas do Pessoa ou do Cesário Verde. E o ritual se repete estrofe a estrofe, poema a poema quando muito interrompendo este ritual para beber um gole de café, desta vez café de verdade.

E eis que dura este ritual por algum tempo, até que alguém acorde e se rompa esse pequeno voto de silêncio.

sábado, 22 de agosto de 2009

Viagem

Na Janela
Subo no ônibus, pago a passagem e sento-me à janela. Hoje, não sei que motivo ou força obscura põe-me a refletir: quantas vezes já me sentei à janela do coletivo para não olhar através desta. Talvez até olhe através das janelas, mas a verdade é que não vejo as ruas, carros, pessoas, casas e comércios. Nessas horas só sinto o sol e o vento batendo na minha face e parece que nesses momentos os meus olhos se voltam pra dentro.

Tudo que passa diante dos meus olhos são sonhos, frustrações, memórias e idéias. Então passo a viajar nas sensações que penso em sentir, até que algo interrompa minhas divagações. Seja um acidente de trânsito, a moça faceira que passa distraída, um vendedor de doces a anunciar seus produtos ou, mesmo, um pedinte tentando sensibilizar as pessoas. Nessas horas parece que todos os sonhos espalhados, formando uma neblina na minha consciência, se condensam todos numa única gota e voltam todos para o inconsciente. Eis que volta ao mundo real se dá, como uma paisagem revelada pelo sol que dissipou a neblina que a escondia antes.

Eu levanto, aciono o sinal para pedir parada. O ônibus para e eu desço.


Cheguei, eu, ao meu destino?

domingo, 16 de agosto de 2009

Do medo de amar

Nas conversas de MSN, papo de botequim, conversa com os amigos e lá sempre está ele, talvez o tema mais recorrente de todos os tempos: relacionamentos amorosos. E eis que a cada história contada, está lá mais ou menos o mesmo enredo, com personagens e cenário diferentes, mas basicamente a mesma cena. E eis que surge um novo mal de uma geração: “o medo de amar”. Talvez seja uma das piores coisas dos dias atuais, as pessoas se pegam, mas não se apegam: o mesmo casal que troca beijo lascivos e incendiários é o mesmo casal que se vira e vai embora assim que o beijo finda. E o pior de tudo, cada qual para o seu lado! Não fica nem uma gota de carinho pelo outro: nem um abraçozinho afetuoso, uma caminhada de mãos dadas, ou mesmo uma troca de olhares mais terna. As pessoas então passam a viver com o eterno medo de se envolver num relacionamento e se magoar.


Talvez seja um reflexo dos tempos modernos, geração “fast-food” e sua cultura “miojo”, ou seja, em pouquíssimos minutos lá está o romance pronto sendo, em seguida consumido mais rápido ainda. E, similarmente às iguarias modernas, temos relacionamentos igualmente modernos que saciam, mas não nutrem. Esses relacionamentos satisfazem aquela sensação de vazio, mas não é algo que realmente te edifica como ser humano, as pessoas não se saciam das coisas realmente importantes em um relacionamento como, por exemplo, carinho, respeito, companheirismo, cumplicidade, etc.


Este medo de afetividade se torna, ainda mais estranho quando analisamos o contexto atual, onde a sexualidade é muito menos reprimida, talvez estejamos colhendo os frutos da revolução sexual. No entanto, é interessante como as pessoas estão muito mais bem resolvidas em relação à sexualidade, mas surpreendentemente os sentimentos das pessoas ficam cada vez mais trancafiados e sempre se encontram aos montes pessoas mal resolvidas quanto aos seus sentimentos. Estranho mundo, esse do tantos meios de para pessoas se conhecerem se socializarem, mas onde as pessoas não se comunicam.


Eu acredito que o verdadeiro motivo para as pessoas se relacionarem seja aprender a ver a vida por óticas diferentes, interagir com inúmeros outros universos, aprender com as experiências dos outro. Mas esses relacionamentos mais profundos envolvem o amadurecimento da relação, a confiança mútua, a entrega e tudo isso é cada vez mais raro no mundo de hoje.


Talvez sejam tempos pra uma nova revolução, mas dessa vez uma revolução sentimental.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

H1N1 - Salvem o Bacon !


Bacon H1N1

A atual paranóia nacional é o H1N1, e é engraçado como isso se manifesta em algumas pessoas. Na minha família as reações são bem engraçadas vão desde situações comuns como fugir de pessoas que estão tossindo ou espirrando até casos mais cômicos como um tio um pouco mais irônico que diz que tem medo de espirrar dentro durante vôos por medo da quantidade de formulários que ele teria que preencher devido à burocracia da ANVISA.

Eu tenho que confessar que no começo até fiquei um pouco paranóico com essa epidemia por medo de acabarem com o bacon pela falta de informações a respeito da doença. Enfim o fato é que a paranóia das pessoas em fugir daqueles que apresentam sintoma de gripe me lembrou certo “causo” trágico engraçado que acontecera comigo, algum tempo atrás.

No dia do ocorrido, eu havia acordado com uma maldita crise de rinite alérgica, provavelmente por causa da umidade, pois se bem me lembro no dia fazia chuva. Enfim, lá estava eu indo para universidade e como o ônibus estava um pouco cheio eu tive que ir em pé, ao lado de um rapaz que ia sentado no ônibus. Como naquele tempo na galiléia, os ônibus ainda possuíam ar-condicionado (sim já houve ônibus com ar-condicionado no Recife e sem ser opcional!) logicamente que eu continuava fungado um pouco.

Eis que de repente, não mais que de repente uma maldita gota d’água formada pelo ar-condicionado, obviamente com o comportamento regido pela lei de Murphy, cai justamente na perna do rapaz que estava sentado na minha frente. Então o cidadão passa a olhar para mim, já se sentindo na posição de vítima indignada da minha suposta coriza. Nessa hora eu me senti o cara mais feliz do mundo por ser um cara grande e gordo de porte. Eu acho que provavelmente foi uma das situações mais constrangedoras da minha vida, eu não sabia que o que fazer. Em teoria, havia três atitudes a serem tomadas:

- Fingir que não era comigo.

- Pedir desculpa pelo que eu não fiz.

- Tentar explicar ao cidadão que não tinha sido eu e sim o ar-condicionado

Então como que por um milagre, enquanto o cidadão me encarava de maneira bastante “amigável”, cai outra gota do ar-condicionado e o camarada solta um suspiro aliviado. Nessa hora, totalmente inocentado das falsas acusações que caiam sobre um pobre portador de rinite alérgica, quase que eu tenho uma crise de riso. Ainda bem que eu consegui me manter sério e sair de lá como se não tivesse sido comigo.

ps: O mais importante de tudo é que no fim das contas o bacon foi salvo!

domingo, 9 de agosto de 2009

Não me tragam os pardais de volta!

Depois de assistir cenas como essas é normal que se tenha certa decepção com o sistema democrático, algumas pessoas vão ficar mais indignadas, outras um pouco menos. Mas o que realmente me deixa perplexo nesses momentos de crise é como, às pessoas desistem da democracia facilmente e se dizem saudosas da finada ditadura. A clássica frase: "Na época da ditadura, você não via essas roubalheiras". Eu acho que o verbo ver é perfeito nessa sentença, você só não via, mas sempre esteve lá.

Eu não entendo essas atitudes é como as pessoas acham que abrir mão de seus direitos individuais, da liberdade de expressão, do direito a voto ajudará a moralizar a política nacional. Eu acho que em uma ditadura independente de qual a orientação dela, de direita ou de esquerda, as informações são sempre manipuladas por meios de comunicação “oficiais” ou censurados. Quem em plena consciência iria dar crédito a informação de ditaduras a respeito de índices de desenvolvimento social, violência policial, etc.

Eu acredito que algumas das coisas mais importantes na sociedade são o acesso a informação e a liberdade de escolha. Apesar de todos os problemas que ainda temos no sistema político brasileiro, mas por enquanto essas duas premissas básicas ainda são respeitáveis. Apesar de algumas vezes ocorrerem tentativas de nos negarem acesso à informação pelos políticos atuais, restringindo o acesso de repórteres a informações do senado dentre outras coisas. Mas eu acho que a liberdade dos meios de comunicação é imprescindível, eu mesmo gostaria de ver nos noticiários, a imprensa publicando pequenos dossiês no período das campanhas eleitorais, mostrando as obras políticas de cada um dos principais candidatos, os escândalos nos quais eles estiveram envolvidos, etc.

A democracia brasileira ainda é bastante jovem, talvez venha daí o fato de nosso sistema político apresentar certas deturpações, mas eu acredito que aos poucos construiremos um sistema mais justo, honesto e transparente. Infelizmente isso demanda um aprendizado por parte da sociedade. Este aprendizado político da sociedade brasileira pode até ser doloroso, votaremos e erraremos mais algumas vezes, elegeremos mais alguns corruptos votaremos de novos, alguns desses corruptos serão afastados pelos processos eleitorais aos poucos, nesse ínterim pagaremos o preço das nossas escolhas.

Alguns podem até dizer que é injusto pagar esse preço por que o “povo” é pouco instruído e manipulável, mas eu acho que em parte isso também é algo que a sociedade como um todo poderia colaborar de diversas formas: desde trabalho voluntário nas escolas públicas da comunidade ou através de apoio a ONGs que se propõem a ajudar a combater esses déficits.

O aprendizado algumas vezes pode ser bastante doloroso ou demorado, mas é fundamental para que a sociedade brasileira possa amadurecer o seu sistema democrático e que esse sistema reflita as características da nossa sociedade. Eu só espero que não demore muito...

Ah e pelo amor de Deus, não me tragam os pardais de volta!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Caipirinha Sem Álcool

Sexta-feira, o pessoal do laboratório larga do expediente e resolve ir dar uma passada num barzinho pra confraternizar, até aí tudo bem. Isso é uma rotina bastante comum em diversos de locais de trabalho, a confraternização entre amigos na sexta-feira, se não fosse pela presença de um dos nossos colegas de trabalho, que iremos chamar aqui de Franco, capaz de se embriagar até com Caipirinha sem álcool. Tendo em vista a falta de resistência ao suco de limão álcool do nosso amigo Franco, decidimos anotar quantos copos de cerveja Franco conseguiria tomar e os efeitos colaterais da bebida ingerida. Segue abaixo um breve resumo dos efeitos colaterais percebidos ao longo das rodadas:

-"XXXX é uma vaca!" - Comentando sobre a ex-musa, cuja identidade será mantida em segredo (3copos).

-Desaprendendo a contar (4 copos).

-Assediando a garçonete (5 copos).

-Começa a ficar legal: “Eu tou legal!” (6 copos).

-Mania de perseguição (7 copos).

-Redução da capacidade cognitiva – evidenciada pela perda da capacidade de ler cardápios (7 copos).

-Insulta os amigos, demonstrando agressividade (7 copos).

-Necessidade de auto-afirmação: “Estou ótimo!”, “Tou dez ” (8 copos).

-Agravamento da redução da capacidade cognitiva – Não consegue contar quantas cervejas tomou (9 copos).

-Perda de consciência (9 copos)

-Falando bobagens (9 copos).

- Admite que precisa de uma Coca-Cola (9 copos).

- Mostra sua verdadeira face (9 copos).

-Confessa que vê pornografia (9 copos).

-Chama uma amiga de “Naja” e promete trazer um chocalho – fazendo referência à cobra cascavel (9 copos).

-Derruba os óculos nos chão, apanha os óculos agora arranhados e xinga um monte impropérios (9 copos).

Resumo da ópera, nosso amigo Franco lá totalmente entregue com 9 copos de cerveja, se abraçando com a garrafa. Conforme anotado pela nossa amiga que fora chamada de Naja no guardanapo, que segue ao fim deste post.

Caipirinha sem álcool

ps: A nossa colega, esqueceu de anotar a última cerveja!

domingo, 2 de agosto de 2009

#Fora Lula

Uma das coisas mais fantásticas na política brasileira é como as pessoas mudam de postura ao longo do tempo, e nesse critério mais uma vez o Presidente Lula é campeão! O Lula é esta para política assim como o David Bowie está para o rock, assim como o Bowie é o camaleão do rock, Lula é o camaleão da política brasileira. Mas ao contrário do Bowie que sempre mudou para se tornar vanguarda, o Lula se transmuta para simplesmente pra manter a sua imagem política limpa mesmo quando se apóia em corruptos. Exemplo é atual crise na Presidência do senado. Veja o que era dito pelo presidente ao longo do tempo e de como o discurso vai mudando enquanto o Sarney, que inicialmente era seu aliado, afunda em lama:

17 de junho:

“Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum. O que ganharia o Senado em ter uma contratação secreta se tem mais de 5 mil funcionários transitando por aqueles corredores? Por que haveria de ter alguém secreto? O que não se pode é todo dia mudar uma vírgula e repetir a mesma matéria. O resultado da política de denuncismo não é bom. A imprensa corre o risco porque ela também tem de ter a certeza de que não pode ser desacreditada”.

23 de julho:

“Sarney foi eleito, os senadores elegeram ele. O que não pode é em um país que tem coisas importantes para fazer a gente ficar um mês inteiro tratando de coisas menores”.

25 de julho:

“Não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte. Uma coisa é matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby”.

30 de julho:

“Sarney não é problema meu. Não votei para eleger o Sarney.”

E como eu já disse antes: Nunca na história desse país um governo falou tanta besteira! Mas a minha intenção nesse post é perguntar por que o pessoal não persegue também o Lula, aquele que nunca vê, com uns #Fora Lula no twitter. Eu acho que ia ser bem divertido e além do mais ia ser divertido ver o Morroida e parceria (vide #Lingerieday) com uma nova campanha pra fazer contraponto com isso, eu até sugiro o novo tema: #ToplessDay. Pelo menos se o Lula não caísse pelo menos teria alguma coisa de divertida nessa palhaçada que é a política nacional.