sábado, 25 de julho de 2009

"Tudo é Relativo"

Oficialmente primeira das partes que compõem a Teoria da Relatividade foi publicada em 1905 por Albert Einstein. Mas na verdade eu acredito que a Teoria da Relatividade tenha sido uma invenção brasileira e mais uma vez os gringos nos roubaram este feito do povo brasileiro, como o fizeram com Santos Dumont. Ora de onde eu me veio essa? É bem simples, antes do famoso cientista, propor ao mundo a sua teoria a sociedade brasileira já havia tornado tudo relativo: moral, ética, legalidade, etc.

Albert Einstein

Eu estive pensando esses dias, e eis que eu descubro uma das coisas que mais me irrita na cultura brasileira é flexibilidade moral das pessoas. Eu fico abismado como as pessoas têm a capacidade de desvirtuar toda moral e ética de acordo com os seus interesses. Exemplos são muitos e vão desde política ( Exemplo clássico é dado pelas pessoas que públicas desse país, ver vídeos abaixo) até o cotidiano das pessoas ditas comuns.


É impressão minha ou os valores políticos dos homens públicos mudam de acordo com a necessidade política ??


Enfim eu fico abismado de como certos comportamentos são relativizados, parece que na cultura do nosso país parece que a moral não tem uma bússola que indique uma direção do que é correto ou incorreto. Tudo é relativo, por exemplo, se o cara é pobre pode roubar. Eu fico impressionado com essa visão romântica dos presídios cheios de ladrões de galinha, pessoas que roubaram um pote de margarina, bandidos que só assaltaram por que tinham um filho com fome em casa.

A partir essa visão romântica, cria-se a imagem deturpada de um sistema carcerário cheio de pessoas pobres que foram jogadas lá por policiais corruptos. Afinal de coitadinhos que não deveriam ter sido presos, afinal de contas eles não fizeram nada demais e cria-se junto a isso uma imagem de um sistema policial totalmente corrupto, que abusa e extorque a todos no país.


Outra questão, extremamente chocante é como vemos as corrupção, interessante como as pessoas chamam os guardas de trânsito de corruptos por pedirem propinas, que estes pagam sem titubear ou em alguns casos se oferecem a pagar. É interessante este fato, a meu ver, estes que pagam propina são em geral tão corruptos quanto aqueles que recebem, e eu acredito que isso seja válido também do ponto de vista legal. Além do mais a cada vez que eles pagam uma propina eles estão estimulando toda uma indústria, afinal só tem autoridade se vendendo por que tem gente disposta a comprá-los.


Um ponto pra mim, bastante interessante é como as pessoas tratam a questão das drogas, temos: a vítima maior que é o usuário, o traficante pé-de-chinelo que em geral é considerado vítima da falta oportunidades e do desemprego, e por fim do lado negro da força temos o grande traficante e autoridades corruptas. E ainda tem pessoas que ficam chocadas se você dizer que o usuário sustenta toda uma rede de criminosos, dando dinheiro pra eles comprarem mais droga e mais armas. Como se mesmo no mundo marginal as corporações não dependessem de dinheiro pra crescer e como se de posse desse dinheiro fornecido pelos usuários eles não fossem aumentar mais a sua esfera de influência e corromper autoridades.


Algumas pessoas podem até querer livrar parte da sua responsabilidade culpando o sistema legal e alegam que se o sistema legal descriminalizasse o uso de drogas não haveria tráfico, a sociedade não seria vítima da violência e não existiria autoridade corrupta. Mas enfim, eu imagino como que seria se a proliferação dessas drogas não fosse combatida: comercial de TV com um sujeito “super cool” fazendo propaganda de baseado, dando uns tapinhas numa cadeira de praia acompanhado por loiraças peitudas ou mostrando como as pessoas bem-sucedidas cheiram cocaína numa balada “super-hiper-mega-ultra” descolada. Será que alguém gostaria de ver um filho seu adolescente assistindo esse tipo de comercial na mídia? Eu não tenho filhos, mas realmente não gostaria de ver uma juventude em formação sendo exposta a esse tipo de coisa na mídia.


Mas quem sou eu para discordar dessa cultura, afinal de contas, na sociedade brasileira "tudo é relativo"!

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