quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ano Novo?


Eu confesso: até pensei em fazer uma retrospectiva aqui no blog, mas já tá tudo tão saturado é retrospectiva pra tudo quando é lado, todo mundo parando para olhar para trás, em vez de olhar para onde estamos indo. Depois, eu resolvi fazer o contrário olhar para frente, tentar fazer um exercício do que eu espero para o ano de 2010, o que também me pareceu ser bastante clichê, e por fim me veio a idéia de falar de recomeço.

Eu acredito que o réveillon para maioria das pessoas tem um rito simbólico: a oportunidade de um recomeço, a imagem de um novo ciclo que começa e com isso surge a oportunidade de uma nova vida. Então me veio a idéia de que por que temos que esperar um ano novo recomeçar para recomeçarmos as nossas vidas. Eu acredito que todos os dias podem ser um novo dia para recomeçar a ser aquilo que gostaríamos de ser.

Talvez seja fosse esse o meu desejo, que as pessoas, inclusive a minha, se permitissem recomeçar com mais facilidade. Se apegar menos a certas poses e convenções e corrigir sempre o prumo da nau em direção a felicidade. E sim, eu sei que nem sempre é possível fazer isso na hora que se deseja, mas também não esperemos mais um ano se encerrar no calendário para isso. Comecemos um novo nas nossas vidas sempre que precisarmos, independer se é dia 1 de janeiro, 14 março ou 22 de dezembro.

ps: Um feliz ano novo a todos, seja ele começando no dia 1 de janeiro ou quando quer que seja necessário recomeçar.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Legalize, já ?


Legalização das drogas, eis um tema que eu nunca vejo ser discutido por aí. Os excelentíssimos leitores do blog, podem estar prestes a brandir seu protestos, mas eu espero que tenham calma enquanto eu explico.

A questão é realmente existem muitos textos que tratam da liberação ou descriminalização das drogas, em especial a maconha. Nesses textos as pessoas exibem seus argumentos favoráveis ou contra a descriminalização da maconha, dizem que a droga pode ser usada de maneira terapêutica, que faz menos mal que o tabaco, etc.

No entanto o que eu nunca leio nesses textos é como se daria uma eventual legalização das drogas. Sim, eu nunca vi ninguém discutir quais seriam os critérios adotados para escolher as eventuais drogas a serem liberadas. Nem tampouco como seria o acesso das pessoas a essas drogas. Seriam elas vendidas em qualquer birosca da esquina ou seriam vendidas somente em estabelecimentos específicos para isso? Como seria controlado? Seguiria o mesmo modelo falho de venda de cigarros e bebidas alcoólicas que tem se mostrado falho em restringir o acesso de menores a essas duas drogas? Como que será a questão da publicidade?

Eu acho que a sociedade ainda tem que discutir muito todas essas questões e antes dos legisladores levarem a legalização das drogas adiante.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Karma Natalino

Se sempre houve algo que eu nunca gostei foram as festividades de fim de ano. Nada a ver com a corrupção dos verdadeiros valores de natal e das esperanças da renovação do final do ano. Eu acho normal, toda ideologia se corrompe e se as pessoas podem se aproveitar de alguma ingenuidade das pessoas para tirar proveito e lucrar às custas das tradições, pode ter certeza que elas o farão. No entanto, eu acho que eu tenho um desapego especial pelo natal.

Eu não saberia dizer o porquê, mas o natal tem algo meio kârmico para a minha pessoa. Sempre acontece algum pequeno desastre, alguns clássicos provocados pelo meu pai e sua capacidade de não ser hipócrita. Outros por fatalidades da vida, já aconteceu de tudo nos poucos dias que precedem o natal para mim. Desde ser assaltado passando pela infelicidade de ter que comparecer a um funeral de um ente querido.

Se bem que eu lembro que no dia que fui assaltado eu até guardo algumas lembranças cômicas. A história é basicamente essa estávamos saindo com alguns amigos da faculdade para fazer uma confraternização num bar próximo. Quando os ladrões assaltaram a gente na saída do Campus. E eu não exatamente qual de nós teve a idéia de pedir pra ficar com os documentos, enquanto estávamos sendo assaltados, mentira eu lembro que fui eu que tive a idéia apesar de minha irmã ter me dado um sermão por causa disso. Enfim, eu sei que conseguimos sair do assalto sem dinheiro e sem celular, mas com ânimo pra tocar a confraternização. Sei lá, apesar da situação trágica a gente conseguiu se divertir bastante no bar.

No outro caso sinceramente, eu acho que a memória realmente deve ser seletiva. Por que eu me lembro muito pouco de como que se passou o natal. Talvez tudo isso sejam só desculpas minhas. Talvez na verdade o que eu não goste seja mesmo é daqueles rituais tradicionais que se tem que realizar todos os anos repetidamente...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Hay Telemarketing, Soy Contra!

Sábado, aproximadamente 14 horas, horário preferido de 12 em cada 10 pessoas para tirar uma soneca, quando o telefone toca. Então, a contragosto eu me levanto para atender com a má vontade típica dos que tiveram sua soneca interrompida:

- Alô.

- Alô o Senhor Leonardo se encontra – Nessa hora, você já fica desconfiado. Afinal que tipo de gente chama de senhor uma pessoa com 25 anos?

- Sim, sou... – Já desconfiado.

- Senhor Leonardo, aqui é do banco "mala que atrapalha a soneca dos clientes nos fins de semana", e gostaríamos de lhe oferecer um cartão “super-hiper-mega-gold-não-sei-das-quantas” totalmente gratuito.

- Eu não quero outro cartão os que eu tenho já bastam. – Nessas horas você já está se lamentando por ter tido sua soneca interrompida e começando a se irritar.

- Mas é totalmente gratuito e tem 3.000.676.878.234.638 vantagens.

- Não, obrigado.

- O Banco "mala com suas ferramentas de marketing arcaicas" no fim de semana, agradece. Tenha um bom dia!

Finda o telefonema. Eu fico pensando aqui se os bancos ainda não perceberam que telemarketing é um dos sistemas de vendas mais chatos e incômodos nos dias atuais. Eu acho que as instituições bancárias assim como as operadoras de cartões de crédito deveriam repensar suas estratégias de marketing. Pelo menos na minha concepção, eu agrego um valor extremamente negativo a uma marca que me incomoda depois das 19h durante a semana, ou que liga durante o almoço e principalmente atrapalham minha soneca dia de sábado.


-Não, a moça do telemarketing nunca nos parece ser tão simpática assim do ponto de vista do cliente.

Pelo menos do meu ponto de vista operador de telemarketing é extremamente chato pela insistência mesmo quando se dá uma resposta nítida e clara que não se tem interesse no produto. Apesar de eu saber que os vendedores não têm culpa, a vontade que se têm é de dizer uma bela quantidade de impropérios. Mas na verdade, eu até me compadeço com a situação deles por isso que eu tento por mais irritado com incomodo que eles provocam de certas, me portar de maneira educada. Pois, de certa forma a maioria dos operadores de telemarketing são um pouco vítimas também. O que é irritante também é como essas operadoras não sabem selecionar as pessoas para quem ligam. Algumas vezes me ligam para oferecer o mesmo produto que eu já recusei 3 ou 4 vezes por semana.

Eu acredito que como consumidores, deveríamos ter o direito de solicitar que tais mecanismos de propaganda não nos importunassem. Solicitar que nosso nome fosse retirado do banco de dados daquela determinada empresa, como a maioria das empresas da internet permite que nos inscrevamos e retiremos nossa inscrição de um Newsletter. No entanto eu mesmo estou terminantemente decidido. Não aceito nenhum produto mais desses vendedores de telemarketing!


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Chamado

O Papa Bento XVI acusou a imprensa durante a semana de tornar as pessoas menos sensíveis, e que ao exibir coisas horríveis todos os dias a imprensa acostumava as pessoas a acreditar que isso era normal. E eu? O que penso disso tudo? Eu penso que o Papa só pode estar redondamente enganado, notícias são informação e informação nunca é boa, nem tampouco má! O que pode ser ruim ou bom é uso que eu faço dessas informações. Eu penso que ao noticiar coisas “ruins” a imprensa está mostrando a sociedade que problemas existem, o que você faz com essa informação é responsabilidade sua. Eu arriscaria dizer que o mesmo vale para o conhecimento científico.

-Eu concordo é com o jornalista que cunhou o "Panzer Pope"!

Tomemos como exemplo a tecnologia nuclear, ela pode simplesmente pode ser usada para fins pacíficos como geração de energia e beneficiar toda uma sociedade. Entretanto, ela também pode ser utilizada para fins bélicos, como as ogivas nucleares que foram utilizadas para destruir as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O mesmo conhecimento científico que gerou uma possibilidade de aumentar o conforto e qualidade de vida das pessoas, também foi capaz de ceifar milhares de vidas.

Podemos fazer uma analogia disso com como as notícias “ruins” influenciam as pessoas. Por exemplo, o fato de termos divulgado nos noticiários problemas de pessoas passando fome ou sofrendo devido a falta de água potável em determinada região pode acarretar basicamente dois tipos de reação: indiferença ou indignação. Algumas pessoas de tanto ver aquele tipo de situação se tornaram indiferentes, e honestamente eu não estou aqui para fazer nenhum julgamento moral a respeito delas, mas em alguns alguma pessoas se sentiram indignadas e se mobilizarão. Talvez essas notícias “ruins” sejam responsáveis por muitas ONGs que se vê distribuídas por aí.

Parodiando os religiosos, classe da qual eu me excluo, eu acho que toda notícia “ruim” pode ser um “chamado” para que a sociedade atue em prol de um mundo melhor e talvez até viver mais plenamente as filosofias cristãs.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pizza, ops! Panetone para todos!

-Novo programa do Governo: Pizza para todos!

Depois do flagrante dado no Governdador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, recebendo dinheiro para o panetone para as comunidades carentes. Muitos se lembraram do esquema do armário recheado de dinheiro da Roseana Sarney e seu marido, do mensalão do PT, do esquema de propina nos correios, dos dólares na cueca e também das maletas com dinheiro para comprar dossiês contra os adversários do PT na campanha. Até hoje a população espera explicações e punições para os envolvido que nunca vieram. Um verdadeiro show de impunidade!

Pelo visto eu acho que eles todos usaram esse dinheirama para comprar panetone para a população carente. Não, na verdade todo o dinheiro envolvido nesse esquema de corrupção foi utilizado para compra pizza pra todo mundo, por que nesse país tudo acaba em pizza!

Só para lembrar aos caros eleitores ano que vêm teremos eleições e pelo andar das carruagens, tudo indica que já temos um acordo eleitoral. A oposição esquece o mensalão do governo e o governo esquece o mensalão da oposição. Isto é, panetone pizza pra todo mundo! E o contribuinte que pague a conta!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Oráculo

Oráculo Previsões

Temporada de final de ano e como bem sabemos surge toda aquela série de eventos clichês. É uma tal retrospectiva do ano para tudo que é lado, pilhas de filmes com histórias repetidas sobre achar o “verdadeiro” sentido do natal, especial de final de ano do Roberto Carlos e a tradicional maratona de São Silvestre. Mas um capítulo a parte, são as previsões para o ano novo. Na minha opinião, esse é o momento mais divertido de todos os rituais de final de ano. As emissoras de TV e a Imprensa convocam um batalhão composto de pais de santo, astrólogos, numerólogos, metereologistas (Ops! Estes não, porque eles nunca acertam), e tarólogos.


Eu me divirto bastante ao ver aqueles seres exotéricos a fazer as previsões de como será o ano para a economia, para os relacionamentos e tudo o que se possa imaginar. Eu acho que nessa hora deve vir um monte de gente mística me criticando, mas o pior de tudo é que eu realmente acredito que seja possível prever o futuro, com certo grau de confiança, e isso tudo sem bater tambores, invocar espíritos ou mesmo colocar frango com farofa na encruzilhada. Eu acho que isso é possível a partir de análises de dados históricos.


Sim, eu sou capaz de prever muitas coisas que irão acontecer no próximo ano, e isso não tem nada de místico.Basta analisar os anos passados.Eu consigo, por exemplo, prever que aquelas ruas que inundaram durante a temporada de chuvas do ano anterior continuarão a inundar na temporada de chuvas próximo ano. Eu também consigo prever que os assaltos continuarão a ocorrer nas mesmas esquinas que ocorreram no ano anterior. Eu posso antever que as catástrofes decorrentes da chuva voltarão a ocorrer nos mesmos bairros que ocorreram outrora. Esforçando-me mais um pouquinho eu posso prever que teremos mais escândalos na política nacional, com muitos exemplos de falta de ética e impunidade.


Agora é só esperar 2010, para que minhas previsões se cumpram. Aí vocês poderão me chamar de oráculo e me reverenciar através de oferendas. Não, vocês não precisam sacrificar virgens, nem tampouco deixar frangos com farofa e velas pretas na encruzilhada, simplesmente deixem lasanhas na porta da minha casa, o oráculo agradece.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Caipirinha sem álcool II

- Não, esta não é mais uma das histórias do Franco


Depois de ter escrito o texto “E se...”, eu fiquei aqui pensando, no modo como as pessoas se escondem e sabotam seus relacionamento simplesmente por medo de uma dor futura e tudo isso me trouxe a mente a seguinte questionamento: será que nós realmente precisamos ter tanto medo de sofrer?


Eu acredito que a dor faz parte da vida e em geral é algo inevitável, por mais que você tente se esconder dela, um dia ela te alcança. Eu acho que essa questão me lembra a infância de quando estamos aprendendo a andar de bicicleta, eu acho que, independente da habilidade de cada um, inevitavelmente levaremos alguns tombos até que tenhamos aprendido a andar de bicicleta. Eu acho que os relacionamentos são essencialmente a mesma coisa. Provavelmente vamos todos levar muitos tombos esfolar joelhos e cotovelos, em especial esses últimos, até encontrarmos a pessoa certa.


Eu sei, pode ser um processo doloroso, cheio de decepções ali, falsas expectativas e acolá. Mas eu tenho pensado sobre essa questão da dor e tenho visto e me perguntando se não podemos fazer nada mais do que esperar passar. E nessa me veio o seguinte questionamento, será que não podemos fazer algo positivo com a nossa dor? E depois disso eu fiquei martelando e me vieram a cabeça inúmeros exemplos de pessoas que souberam, aproveitar aquele momento de dor e transformar em algo positivo. E são tantos exemplos desde ativistas que sentiam que pertenciam a um grupo discriminado e lutaram por igualdade, escritores que escreveram os mais belos poemas sobre suas dores, famílias que souberam aproveitar a morte de um ente querido em uma atitude de generosidade através da doação de órgão e por aí vai.


E depois dessas idéias todas percorrendo a minha mente eu fiquei pensando, já que eu posso tentar usar a minha dor para fazer algo de positivo por que eu preciso ter tanto medo assim dela?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pilates...

- Eu não sei o que faz uma pessoa se submeter a isso de livre e espontânea vontade


São 5:20 h da manhã e o telefone toca a primeira vez e eu acordo. O telefone toca a segunda vez, agora já desperto eu hesito. Ele toca a terceira vez, finalmente eu levanto e atendo enquanto o telefone toca pela quarta vez:

- Alô... – eu digo, com a voz mais rouca do que o Mumm-Ra, o de vida eteeeeeeeerna!

-Alô, Patrícia* está?

-Ela deve estar dormindo. Como eu também deveria estar, se a senhora não tivesse me acordado!

-Hum, que aqui é da academia onde ela faz aula de pilates.

-Ahã?!

-É que eu gostaria que você desse o recado a ela que a professora de pilates dela não vai poder ir pra aula por que está doente, ficou de cama por causa de uma gripe.

-Eu quero mais é que essa professora bixiguenta morra de uma morte horrível, lenta e dolorosa!Ok! Pode deixar que eu aviso!





ps – Patrícia é minha irmã e sim, eu tive dificuldade de voltar a dormir depois de um recado de tamanha urgência às 5:20 h da manhã... Sim, eu também sei que Murphy é meu amigo e isso tinha que acontecer comigo um dia depois de eu ter dormido muito pouco na noite anterior...

ps2 – Apesar da vontade não ter faltado, eu não falei nada daquilo que está riscado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governo Revolucionário, uma pinóia!

Fidel Castro
- Talvez ela ficasse boa no Santinho.


Se há algo que eu nunca consegui entender na minha vida foi o apoio dos intelectuais de esquerda a certas causas e como a defesa dessas causas não se sustentam. Uma dessas causas para mim é a Disneylândia socialista, também conhecida como a ilha de Cuba.

Aliás, eu nunca entendi os benditos socialistas, em teoria a causa comunista é até bonita seria bastante interessante um mundo utópico onde todas as pessoas tivessem oportunidades de viver livre das opressões de classe e do estado, onde todos pudessem participar ativamente do modo como as decisões na esférica política e econômica. Então, vêm os benditos socialistas e convocam a população a pegar em armas derrubar o atual governo. E tudo isso para quê? Entregar os meios de produção para o partido socialista.

Nesses momentos, surge aquele bando de esquerdista, querer defender a revolução e governo revolucionário. E que eis uma expressão que eu detesto, eu nunca entendi por que se chamam os regimes socialistas de governos revolucionários, para mim o nome certo é ditadura. Não, não é radicalismo da minha parte, é lógico que são ditaduras, e eu provo: nesses regimes as pessoas acabam tendo suas liberdades individuais revogadas, não há garantias individuais, não há liberdade de expressão e o governo faz o que bem entende com os opositores – e quando eu digo o que bem entende, eu estou dizendo mandar surrar uma blogueira até ela precisar de muletas para andar e mesmo mandar executar opositores, os Castros até se orgulham de terem executados diversos opositores nos tribunais revolucionários.

Enfim, eu não sei o que faz certas pessoas se iludirem e acreditarem que os membros do partido socialista são seres humanos melhores do que média. O que dá a eles o direito de serem tratados de maneira diferente das pessoas comuns? O que faz com que eles não possam ser criticados? O que impede pessoas que podem usar o poder sem ter que responder a sociedade de abusarem desse poder?

A história demonstra que os governos revolucionários fazem o contrário do que ele originalmente se propõe a fazer, ao tentar eliminar a diferença de classes na sociedade, eles acabam por dividi-las em duas classes: os membros do partido e a sociedade. Eu acho que os governos revolucionários também não abrem espaço para a atuação política nem econômica da sociedade.

A minha esperança é que o clã dos Castros já se encontra com o pé na cova. Fidel se aposentou por invalidez e ao que tudo indica o prazo de validade do Raúl, que hoje se encontra aos 78 anos, não deve ser muito maior. Isso, se eles não caírem antes devido à dificuldade dos governos revolucionários de conterem a contra-revolução proporcionada pela era da informação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem disse que o diploma não serve para nada ?


O Supremo Tribunal Federal baniu a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. Depois desse fato, eu tenho visto muitas reclamações das pessoas que tem a formação acadêmica na área de jornalismo e a principal delas é que o diploma de Jornalismo não serve mais para nada. Depois de ler esses textos eu fico me perguntando: Será que a exclusividade dos jornalistas aos meios de informação é justa? Será que o diploma de jornalista realmente não vale mais nada?

Uma das coisas que realmente me vem à cabeça nisso tudo é se a exclusividade concebida aos portadores do diploma realmente é justa. Eu acredito que não, pois ao permitir que pessoas com outra formação atuando como jornalistas terão mais representatividade dos diversos setores da sociedade atuando na imprensa, o que geraria debates mais ricos e plurais. Adicionalmente, eu acredito que existem certas áreas que são mais técnicas e, portanto, um profissional com uma formação naquela área se sairia melhor explanando os temas da sua respectiva área. Eu acredito que maioria das pessoas há de concordar que o caderno de economia é em geral muito mais interessante quando os dados são explicados por um economista, ou mesmo que prefere a resenha sobre um novo hardware ou software feita por alguém que trabalhe na área de informática.

Outro fato que eu também acredito é que a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, não necessariamente proíbe as pessoas que tiveram formação no curso de Jornalismo de exercerem a profissão, ela só acaba com a exclusividade. E eu acho que a função do diploma não é garantir uma fatia de mercado exclusiva para as pessoas que possuem o diploma. Ele funciona como um documento para provar que você obteve uma formação em uma determinada área. Eu sei que em algumas profissões o diploma é obrigatório para o exercício e eu até acho razoável como no caso de medicina, profissões na área de saúde ou cuja atividade possa comprometer a vida das pessoas, como engenharias por exemplo.

Eu acredito que ainda há e sempre haverá espaço para as pessoas que tem formação em jornalismo, pois elas têm uma formação mais focada na área de comunicação o que eu acredito que seja um diferencial para as pessoas que querem trabalhar como jornalismo e a não obrigatoriedade não é um ato que impede que as pessoas com formação na área de atuar como jornalista. Eu acho que esse fato, talvez até faça com que as pessoas com formação nessa área realmente ocupem os cargos onde seus conhecimentos e know how sejam mais necessários. Em outras palavras, pode até ser que os jornalistas percam algumas vagas de emprego para pessoas com outra formação, mas provavelmente ficarão com vagas melhores onde a sua formação realmente faz a diferença.

E depois disso tudo eu fiquei pensando o que realmente representa o diploma e qual seu verdadeiro valor. Eu cheguei à conclusão que um diploma representa as horas de estudo e dedicação de uma pessoa a uma determinada área do conhecimento. E depois disso eu fiquei pensando que será que achar que o diploma é uma carta de alforria da universidade com seus professores “chatos” não é uma visão absurda. Assim com também o seria considerar que ele é simplesmente uma ferramenta legal que dá exclusividade numa fatia de mercado ou simplesmente te autoriza a fazer parte desse clube não é outra idéia igualmente absurda. Eu acredito que o diploma deveria ser um símbolo de que uma pessoa alcançou o determinado mérito numa área do conhecimento. E isto sim deveria ser algo que te fizesse ter destaque no mercado de trabalho.

sábado, 21 de novembro de 2009

E se...

Se eu entendesse algo de psicologia, eu montaria um consultório focado na questão sentimental. É impressionante os avanços que foram dados em relação à questão da sexualidade, no mundo pós-revolução hippie. No entanto quando pensamos em na questão da emocional, me parece que a evolução parece passar longe.

Infelizmente, quando se trata do ponto de vista emocional parece que tudo anda bem maus, pessoas extremamente carentes, com medo e assustadas. É impressionante ver o quanto as pessoas tentam fugir de um enlace mais profundo. Basta o relacionamento se aprofundar um pouco mais e ei que surge toda aquela histeria: medo de se machucar depois, medo do compromisso, de abrir mão da sua vida de solteiro. E assim as pessoas acabam sabotando os seus próprio relacionamentos, algumas vezes de maneira consciente em outras nem tanto.

Tudo isso me parece estranho e absurdo, é interessante o modo como as pessoas tem preferido viver sedadas e anestesiadas com medo de sofrer e na maioria das vezes acabam por não viver. Abrem mão da dor e juntamente com isso acabam optando por não sentir e não se envolver. Para mim tudo isso parece tão absurdo quanto a idéia de cegar-me simplesmente pela possibilidade de num futuro presenciar alguma cena desagradável.

Antes de tudo, esse comportamento me lembra a história de um amigo que me contou ser hipocondríaco na infância, nessa fase além de sempre querer levar remédio para onde fosse com o intuito de se precaver de eventuais males, ele me falou de um episódio que eu achei bastante engraçado. Resumidamente, ofereceram camarão para ele e ele simplesmente recusou. Não por desgostar do camarão ou por estar satisfeito, mas simplesmente por medo que ele porventura se cortasse após comer o camarão e então o corte inflamasse.

Algumas vezes eu fico me perguntando se o comportamento que as pessoas têm adotado nos seus relacionamentos não é um pouco parecido com o comportamento desse amigo. Será que as pessoas não estão deixando de degustar as coisas boas do relacionamento a dois simplesmente por um problema que por ventura possa aparecer posteriormente. A minha pergunta é até quando vamos continuar nos escondendo das nossas emoções?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Apagão na Educação!

Ou seria de tolos?


Primeiro o vazamento do ENEM descoberto pelo Estadão, onde tentaram vender as provas para a reportagem. Depois de muita confusão as provas do ENEM 2009 foram suspensas e foi agendada uma nova data para que este exame fosse realizado. Estima-se uma prejuízo de 20 a 30 milhões de Reais, que nós pobres contribuintes tivemos que pagar. Agora outra avaliação do Ministério da Educação chega aos noticiários.

Agora o MEC resolveu utilizar dinheiro do contribuinte para fazer propaganda do governo e achincalhar “os veículos da mídia”, sim isto de fato ocorreu na última prova realizada do ENADE, na parte referente às questões de conhecimento gerais, onde 4 de 10 questões faziam propaganda do governo ou atacavam a imprensa. A primeira fazia propaganda de uma campanha do Ministério do Meio Ambiente para redução de sacolas plásticas que até hoje não se têm notícias, a segunda fazia propaganda do próprio sistema de distribuição de livros do MEC. A ataque a imprensa ficou extremamente evidente em questões onde ao escolher a alternativa certa o aluno era obrigado a crer que a imprensa tinha sido equivocada e prematura ao criticar o Presidente Lula no caso da “marolinha” e em outro texto os jornalistas esportivos são desqualificados, através de um texto onde estes são acusados de serem negligentes com artimanhas que caracterizam a F1.

Enfim fica a minha pergunta, se não se consegue avaliar os sistemas de ensino de maneira eficiente, como fazer para melhorar o sistema de educação num país?

sábado, 14 de novembro de 2009

Microproblema

Flagrante do apagão

Terça-feira passada, 10 de novembro, mais precisamente às 23h13 o Brasil se encontra na escuridão. Cerca de 88 milhões de pessoas distribuídas por 18 estados sofreram as conseqüências do apagão decorrente da pane em Itaipu. Isso tudo sem contar que os nossos vizinhos paraguaios também tiveram o fornecimento de energia prejudicado.

Depois da pane elétrica vem a pane do governo na hora de prestar esclarecimentos a sociedade a respeito do blecaute. Pior de tudo que mesmo nos dias seguintes com o “microproblema” resolvido, não há uma explicação razoável do que fato acarretou a pane no sistema de distribuição de energia. E haja espaço para hipóteses: raios que não caíram na região, falta de investimento do governo Fernando Henrique Invejoso Cardoso, etc. No entanto a verdade é que nunca na história desse país se vendeu tanta vela. Por fim adotaram a desculpa do raio, o Ministro das Minas e falta Energia Edison Lobão bateu o martelo e determinou o fim do problema.

O pior de tudo, é que temos que conviver com outro apagão e este sem sombra de dúvidas assola muito mais do que 88 milhões de brasileiros. O apagão moral dos nossos líderes, manifestado de maneira clara através do cinismo usado para defender os “homens incomuns”, para tentar adotar medidas eleitoreiras as vésperas da eleição, como o Bolsa Celular, e para defender que o famigerado Mensalão não passa de uma conspiração da mídia golpista. Pois é, eu tenho a impressão que esse apagão será bem mais difícil de resolver.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Religião e Política... Eu discuto!

Bento XVI


Bem melhor do que discutir Futebol, pelo menos eu acho. Ora por que eu estou falando nisso? Eu li uns comentário no tuíter e escutei algumas pessoas na rua criticando um desses novos Padres, que cantam, dançam e sapateiam. Enfim a crítica que eu li reclamava do fato do portador de batinas mais famoso do show business no momento, o Padre Fábio de Melo, estar vendendo shows.

Nessas horas eu me pergunto onde que estava todo esse moralismo quando os padres começaram a produzir e vender discos e freqüentar programas de auditório? Por que vender discos é moralmente aceitável e vender ingressos pra show não é? Eu acho que essa não é uma discussão nem tão nova assim, eu acho que no final da década de 80 já tínhamos padres cantores e na década de 90 ouve um estouro do movimento da renovação carismática católica, com o Padre Marcelo Rossi.

Eu acredito que por mais que as pessoas tenham fé na Igreja católica, ela é uma instituição e tem seus custos para manter templos e realizar obras assistencialistas. Então eu me pergunto qual a diferença de um padre arrecadar dinheiro para essas obras fazendo shows, vendendo CDs, ou passando sacolinha na missa? Eu acho que seria moralmente criticável, se o padre tivesse utilizando desse show business cristão para arrecadar dinheiro para comprar carrões e correntes de ouro mais pesadas que os cadeados daqui da porta de casa.

Eu como ateu acho até mais interessante a questão dos CDs e shows que pelo menos geram emprego e renda para os músicos e pessoal envolvido na produção, e tem algo mais cristão do que dar oportunidade para que as pessoas se desenvolvam e manifestem seus talentos?

domingo, 8 de novembro de 2009

Loira do Tchan, ops Uniban! – Parte II, Manifesto em Prol da Mini-Saia

Loira do Tchan Uniban


Cá estava eu surfando na net, e pra minha surpresa, não é que a Loira do Uniban (agora identificada como Geisy Arruda) foi expulsa da universidade pelo seguinte motivo: “uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados”. Eu olho para tudo isso e me pergunto: Se usar micro-vestido não é condizente com o ambiente universitário, eu imagino que ficar no corredor urrando ofensas para uma colega também não o seja um comportamento adequado, assim como também não deve ser chutar portas e incomodar os outros alunos que estão em aula para ofender um colega. Enfim mais um item para lista de coisas que eu nunca vou compreender.

Em minha opinião, o mínimo que poderia ser esperado eram protestos das amigas, algo do tipo reunião do clube da mini-saia, já pensou se todo universidade resolve expulsar a as alunas que começarem a fazer exibição da figura durante as aulas? Eu temo por um mundo sem mini-saias e micro-vestidos, por que sem sombra de dúvidas esse será uma mundo muito mais triste, sem as moças a nos encantar com seus lindos tornozelos.

Nessas horas eu me pergunto cadê a indignação pública? Onde estão as pessoas tuítando: #viva a mini-saia, ou criando o dia da Mini-saia. Será que o país das mulatas do samba realmente vai ser render ao puritanismo e proibir o uso de saias nas universidades? Será que vamos obrigar os nossos universitários a utilizar uniformes? Isso se não chegarem ao nível de obrigarem as mulheres a usarem a famigerada burqua!

Eu vejo as mulheres lutarem tanto para conquistar os direitos de voto, de atuar no mercado de trabalho e de exercer sua sexualidade, aí vem um diretor de uma Universidade até então desconhecida e diz que é proibido usar micro-vestido. E aí como que fica? O pior é que fica tudo como está, pois apesar de não estarmos na Itália, aqui tudo acaba em pizza!


* Update: A musa defensora do bastião da liberdade de usar mini-saias teve sua expulsão revogada e o sol brilha novamente! Não haverá um amanhã sem Micro-vestidos!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda vale a pena ser honesto ?

Apesar do que se vê nos noticiários todos os dias, onde bandidos continuam soltos mesmo tendo praticados diversos crimes e políticos fazem pilhéria do eleitorado, eu ainda acredito que vale a pena ser honesto, tanto por princípios morais quando do ponto de lógico.

Eu acredito nisso, primeiramente, por uma questão de princípios: foi o modo que eu fui educado a agir. A honestidade sempre foi um exemplo que eu tive em casa, meus pais sempre me mostraram que é certo honrar seus compromissos e se portar de uma maneira íntegra.

Analisando de uma maneira lógica, eu acredito no seguinte: honestidade é um pacto que se faz com a sociedade e na maioria das vezes as pessoas que se utilizam da “esperteza” acabam se prejudicando, não imediatamente, mas a longo prazo.

Tomemos como exemplo um aluno que cola numa prova e aprovado desse modo, esse mesmo aluno acaba roubando de si mesmo a oportunidade de aprendizado. Eu acredito que o mesmo vale no cotidiano. Pessoas que praticam atos de corrupção acabam de certo modo se privando de viver em uma sociedade mais justa, com pessoas mais bem educadas e com mais infra-estrutura.

Sabe aquele velho caso do lixo jogado na rua que entope as galerias e depois causa um monte de transtornos? É mais ou menos a mesma coisa sendo que em proporções maiores. É um fiscal corrupto que reduz a arrecadação de impostos ou faz vista grossa pra um carregamento de drogas em troca de propinas. E posteriormente a sociedade vai sentir falta desses impostos para investimento em educação e segurança, ou mesmo ter que conviver com o tráfico de drogas e violência decorrente dele. Aí lá vai toda a sociedade, incluindo o famigerado fiscal corrupto, ter que pagar o preço da “esperteza”.

O problema maior nisso tudo é que como vivemos em sociedade, as pessoas honestas também acabam sendo prejudicas por atitudes desonestas que foram praticas por terceiros. Nessas horas algumas pessoas podem até dizer “Tá vendo que não adianta ser honesto, vou me ferrar do mesmo jeito!”, mas façamos o exercício de imaginar o que seria da sociedade se todos passassem a tentar ser mais “espertos” que os outros. Conseguiu imaginar a balbúrdia? Todo mundo tentando passar a perna no outro, imagina que ambiente instável e desagradável e caos gerado por isso tudo, todos agindo como bárbaros.

Portanto por mais que possa parecer ultrapassado e ingênuo, ainda vale a pena agir de maneira honesta, por que eu sei que com isso vou ajudar a difundir uma cultura de integridade. Além do mais eu posso dormir com consciência tranqüila de não estar roubando nem a mim, nem tampouco às gerações futuras o direito de viver em uma sociedade um pouco mais justa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Caramba nem acredito postaram o texto que eu escrevi no Contraditorium !

Segue abaixo um cópia do texto:
"Qual o Real Benefício de uma medalha Olímpica"

Eu acredito que durante um bom tempo a medalhas Olímpicas tenham sido uma forma de o Estado fazer propaganda. Meio que fazer o as pessoas terem orgulho daquele estado e obviamente quanto mais medalhas, melhor o seu país com seu respectivo governante. Hoje eu acho que os atletas servem mais de porta-estandarte para grandes corporações, mas também servem de exemplo de superação para as pessoas, especialmente para a juventude. Eu acho que exemplo de superação por dedicação e esforço pode ser algo positivo para mostrar o quanto é importante esforço e dedicação, sendo a medalha olímpica a coroa máxima. No entanto, eu acredito que do ponto de vista prático a contribuição acaba sendo realmente pequena. Eu acho que em geral, o esporte de alto desempenho não traz todo esse retorno para sociedade. Algumas vezes eu acredito que a sociedade como um todo valoriza certos ídolos de pouca utilidade prática, enquanto muitas pessoas que contribuem bastante para a sociedade são desvalorizadas. Raramente se tratam educadores que buscaram melhorar as condições de ensino nas suas escolas como ídolos, o reconhecimento a essas pessoas realmente é mínimo. E quanto aos bons alunos que se destacam em competições literárias, científicas e tecnológicas? Poucas vezes são efetivamente destacados na mídia ou mesmo premiados com bolsas de estudos em universidades particulares enquanto muitas vezes atletas os conseguem com bem mais facilidade. Eu acho que o valor para sociedade de um medalhista olímpico algumas vezes se torna ainda menor, na nossa cultura de brasileiros de muitas vezes achar que o atleta é um ser “abençoado”, que nasceu com um dom, e não como um indivíduo que teve que trabalhar muito e se sacrificar muito para conseguir alcançar seus objetivos. Resumidamente, eu acredito que as medalhas de olímpicas acrescentam pouco à sociedade, além de contribuir para autoestima da sociedade como nação(que a meu ver é um conceito que tende a cair com o passar dos anos).

sábado, 31 de outubro de 2009

A loira do Tchan, ops Uniban!


Depois de ver toda a repercussão na mídia a respeito do caso da “Loira da Uniban”. Eu fico me perguntando em que mundo a gente vive. Em teoria, está lá uma jovem com um vestido um pouco mais curto e todo aquele rebuliço dentro de uma universidade. Sim, a Uniban é uma universidade, e lá está um bando de jovens universitários tendo um comportamento indigno de colegiais. E honestamente, pelos vídeos que repercutiram na mídia, o vestido até que não tinha nada demais. Eu acho que na minha faculdade se uma menina fosse com um vestido daqueles o máximo que ela conseguiria, seriam uns elogios e um monte de admiradores. Jamais uma multidão ensandecida soltando gritos de “Puta”.

Realmente no país do futebol e carnaval com mulheres desfilando somente de tapa sexo e popozudas rebolando em rede nacional nos sábados e domingos a tarde em programas para a “família brasileira”, e todo aquele reboliço por causa de um vestido mais curto. Como se mulheres desfilando com roupas um pouco mais curtas fosse um fenômeno novo, dá pra tirar pela idade da Rita Calhambeque Cadilac e Gretchen que mulheres andando de shortinho, mini saia e micro vestidos não é nenhuma novidade na nossa sociedade. E tudo isto sem contar que estamos num mundo pós-revolução sexual, onde as mulheres tem todas a liberdades do ponto de vista sexual.


Mulher Melancia Loira Uniban

-Esse tipo de traje ainda choca? E olhe que foi difícil achar uma imagem com o figurino tão "composto"!


Indo além do que já foi dito por aí, suponhamos que a tal moça realmente fosse uma prostituta. Eu me pergunto: qual o direito de das pessoas de criticarem a moça e constrangê-la. Cada um vive do jeito que quiser, temos liberdades individuais garantidas e cada um tem direito de fazer suas escolhas. Ou seja, tanto faz se a moça rebolou pra pagar as mensalidades da universidade ou se ela arrumou um emprego convencional, ela tem todo o direito de assistir a suas aulas em paz, sem ter que ser abordada por um bando de maníacos urrando como se fossem animais selvagens.

Enfim, eu me pergunto em que mundo nós vivemos? Será que em breve as garotas necessitarão vestir burqua para ir a universidade?

domingo, 25 de outubro de 2009

Você não vai salvar o planeta...

Sacola de Feira Ecobag


Uma das coisas que tem me chamado atenção, ultimamente, é a modinha das ecobags, sim elas mesmas, a versão moderninha da sacola de feira que a vovó usava. Agora o que eu realmente não tenho visto é uma análise da funcionalidade desse novo acessório fashion da mulher urbana moderna (sim, as tais sacolas ecológicas são de uso exclusivo delas, pois pelo que me consta até agora não vi nenhum barbado usando essas bolsinhas!).

Os ambientalistas alegam que a utilização das ecobags poderia reduzir o consumo de plásticos e conseqüentemente seria gerada menos poluição desde as fontes produtoras até a destinação final desses plásticos (supondo que a sua cidade tenha um sistema de coleta eficiente e você tenha educação isso seria um aterro sanitário).

Então até o presente tudo estaria muito bonito, estaríamos todos preservando o meio ambiente e garantindo a sobrevivência das gerações futuras. No entanto você já parou para analisar como é descartado o lixo domestico no Brasil? Sim, exatamente, você recolhe o lixo todo e coloca dentro de sacos plásticos. E na maioria dos casos, esses sacos plásticos são justamente saquinhos de supermercado sendo reaproveitados. É nessas horas que eu me pergunto se adianta usar os ecobags, para depois consumir plástico comprando sacos de lixo? Aí nessas horas eu me pergunto: adianta toda a preocupação de ter que lembrar-se de carregar as sacolas ecológicas para lá e para cá e no fim acabar consumindo o plástico do mesmo jeito? Isso sem considerar outros inconvenientes. Por exemplo, quando você esquece a sua sacola de feira high tech em casa: faz malabarismo para equilibrar as compras na mão ou adquiri uma nova?

Enfim, eu acredito que ideologicamente as ecobags podem ser fantásticas por nos lembrar que temos que ser consumidores mais responsáveis, mas honestamente não é com elas que nós vamos salvar o planeta.

sábado, 24 de outubro de 2009

De volta pra casa

Cheguei ontem no Recife e agora com computador disponível eu devo voltar a postar em breve. A viagem foi bastante tranquila. Espero ter outras oportunidades de visitar o Ceará em breve, de preferência, sem estar preso a compromissos.


sábado, 17 de outubro de 2009

Viajar...



Preparar as malas, ir para o aeroporto e pegar um vôo para uma cidade desconhecida. E vou-me em direção a mais uma cidade desconhecida e nenhum vínculo com esse lugar, nem um amigo ou parente para visitar. Sim, lá vamos nós em direção a novos horizontes, prédios, ruas, avenidas, cheiros, sabores e cores.

Talvez, o grande barato de viajar seja poder ver tudo com os olhos de criança, com aquela vontade de ver tudo e de descobrir novas cores, cheiros e sabores. Sentir, experimentar e ver a beleza nas coisas simples. Coisa que o cotidiano e a intimidade com a nossa cidade muitas vezes nos tira.

Dizem que um homem que parte para uma viagem nunca é o mesmo que volta. Espero que conhecer uma cidade nova, venha a me renovar, fazer com que eu veja a vida um pouco menos anestesiado, com os sentidos um pouco menos dormentes.





* O escriba tira férias por uma semana do blog, provavelmente não vai ter acesso a computador para postar!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que o Pitanguy não vai fazer por você...

Se existem seres fantásticos e realmente misteriosos na face da terra, a meu ver esses seres são as mulheres. Muda-se um cromossomo “Y” por um “X” e eis que surgem essas criaturas fabulosas. Ah mulheres! Algumas vezes tão incrivelmente fortes, noutras tão incrivelmente frágeis. Mas acima de tudo incompreensíveis.

Sim, caros colegas, essas criaturas absurdamente estranhas são incapazes de conter o choro nas comédias românticas e, surpreendentemente, resistir a diversos tipos de tortura tais quais sessões de depilação, horas equilibradas sobre sapatos de salto agulha, além de enfrentar horas de produtos químicos mal cheirosos e chapas de metal a fritar os miolos nos salões de beleza. E sem contar as famigeradas dietas e a incansáveis horas gastas nas academias.

Eu ainda acredito que tudo isso realmente tenha seu valor, caso faça as garotas se sentirem bem, em paz consigo mesmas ou algo do tipo. No entanto, a coisa fica estranha quando surgem as ditaduras da estética. E haja mulher querendo ser loira, com os cabelos lisíssimos, e magérrima. E haja água oxigenada e “escova” de todos os tipos, desde chocolate passando pela progressiva até alcançar a super-mega-hiper-power do momento. Eu mesmo já ouvi falar de umas escovas dessas que tem o Q.I. mais elevado que o meu.

Enquanto isso, nós, tristes portadores de cromossomos XY, ficamos com saudades das belas morenas com seus cabelos naturalmente cacheados, tipo de garota cada vez mais ameaçada de extinção. Hoje em dia este espécime raro só é encontrado nos meios “cabeça” onde a “bicho-grilice” impera.

Talvez o que a maioria das mulheres não saiba é que a verdadeira beleza, não se adquire nesses centros de estética nem tampouco nos salões de beleza. Talvez elas não saibam que a verdadeira beleza está no sorriso sincero, numa atitude companheira ou mesmo num bate-papo interessante. Ok, eu até confesso que uma boa figura possa até chamar a atenção num primeiro momento, mas o que realmente fica de belo das pessoas são essas atitudes e são elas que vão fazer alguém querer ficar junto de você. E este é o tipo de beleza que não será obtida nem no consultório do Pitanguy.

sábado, 10 de outubro de 2009

Idoso...

Episódios da vida real:

Lá ia papai saindo de casa hoje pela manhã tranquilamente, até que um sujeito vindo de bicicleta na calçada atropela ele que com o gênio esquentado, bem típico da família (exceto pela minha pessoa, logicamente), dá um empurrão na bicicleta do sujeito que vai ao chão.

Já dá pra imaginar o sujeito levanta reclamando e irritado, e eis que surpreendentemente o velho vira pra o sujeito e começa a reclamar:

- Eu sou um idoso, você devia tomar cuidado com essa bicicleta. Você podia ter quebrado meu braço ou minha perna, nessa idade a gente já não conserta mais os ossos...

E segue toda gama de reclamações típicas de um velhinho resmungão. O ciclista só teve uma opção:

- O senhor tem razão, eu não vou brigar com um idoso.

E foi embora. Eu fico atônito, meio que surpreendido pelo truque novo de papai de reclamar que é um idoso. Então me vem a seguinte idéia na cabeça: “Idoso sim! Mas nunca tão velho que não possa aprender uns truques...”

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mágicas

Tenho pensado bastante nesses dias em um evento bastante comum. Desde que entrei na faculdade, eu costumo encontrar-me com uma das minhas tias para conversar e almoçar juntos no Centro de Artes e Comunicação. E apesar de ser algo relativamente comum sempre tem algo de mágico para mim.

Em geral, me encontro com ela no atelier de litogravuras. Eu entro pelo atelier cumprimento com Seu Hélio, que é o técnico do laboratório, e depois sigo em direção a minha tia, que em geral se encontra sempre entretida contemplando seus desenhos através dos grandes óculos. Eu chego bem perto, ela levanta a cabeça sorri pra mim e me dá um abraço.

Então, puxo um banquinho, sento e fico assistindo ela trabalhar nos desenhos. As mãozinhas, já idosas com os seus anéis grandes nos dedos, riscando os desenhos na pedra, raspando um defeito aqui e acolá com um estilete. Enquanto isso seu Hélio prepara uma pedra nova para ser trabalhada ou aplica a tinta na superfície da pedra antes dela ir pra a prensa. E aquela senhorinha de idade não para, levanta, vai olhar se a cor está ok, se a impressão no papel ficou boa, volta a mexer num desenho, depois em outro e tudo com uma desenvoltura que parece que ela está fazendo tudo ao mesmo tempo.

Lá estou eu no meio disso tudo embriagado com a mágica sendo feita, observando os desenhos serem formados pouco a pouco, a cada nova impressão o desenho ganha uma nova camada, uma nova cor ou mesmo um novo detalhe. E tudo isso enquanto converso com ela. Algumas vezes pergunto alguma coisa, dou palpite num desenho ou outro, e vez por outra peço pra ver como que estão os desenhos que eu vi quando ainda eram esboços.

Cá fico eu pensando nessas conversas que eu tenho enquanto a assisto trabalhando nas litogravuras ou mesmo enquanto almoçamos juntos no CAC. Ela me fala da vida, conta dos lugares que ela já viajou, dos tempos de estudante e me dá conselhos. Conversamos também, do futuro, ela me conta da exposição que esta organizando, de um curso novo que está freqüentando, dos planos para a próxima viagem. Enfim, eu não sei o que há em certos ambientes, mas parece que ele mudam as pessoas e fazem certas conversas serem especiais. Às vezes eu tenho a impressão que o amor dela pela arte faz com essas conversas tenham uma alegria, uma leveza e uma espontaneidade que fazem únicos e mágicos esses momentos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Lula Abaixo de Zero! (Yes, we créu!)

Olimpíadas do Rio de Janeiro

Depois de declarada a vitória da cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, o “Grande Guia do Povo Brasileiro”, aquele mesmo que nunca vê, solta a pérola:


“Depois de 2016, vamos brigar por uma Olimpíada de Inverno”


Em se tratando do Grande Guia, realmente não é algo que se leve a sério, mas imaginar Lula a versão tupiniquim do Jamaica abaixo de zero já é uma exercício bastante interessante para imaginação. Eu já consigo imaginar os grandes dirigentes brasileiros em 2016 com planos mirabolantes para construir um mega complexo para os Jogos de Inverno em plena selva amazônica. Como as maiores pistas de neve geradas artificialmente da América Latina e todos os demais desvarios que se tenha direito. Tudo pra entrar para história como os responsáveis pela primeira Olimpíada de Inverno nos trópicos.


E eis que surge mais uns dos fenômenos que eu não entendo. A necessidade que os políticos brasileiros têm de entrar pra história e isso quando paramos pra analisar que estamos num país que não tem memória, se torna ainda mais interessante. E pra satisfazer essas necessidades do ego e ainda pegar arrego para as campanhas eleitorais, haja hospital sendo inaugurado sem as salas cirúrgicas estarem prontas, reformas de fachada de prédios públicos que estavam pedindo reformas urgentes de infra-estrutura.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"Duc in Altum"

Um sentimento estranho tem me acompanhado nos últimos dias. As Memórias das pessoas que passaram pela minha vida tem vindo me visitar ultimamente. Lembranças de pessoas distantes, de pessoas nem tão distantes que a rotina acabou tornando distantes e até de pessoas cuja passagem pela superfície inorgânica da terra já se encerrou.


Estranhamente, estes pensamentos não têm me proporcionado aquele saudosismo melancólico de querer que o tempo voltasse e que todos tivessem por perto novamente. Essas lembranças, em verdade, têm me feito refletir o quanto cada uma delas me marcou, o quanto eu aprendi com essas pessoas e no quanto o que eu sou hoje depende da influência delas terem passado na minha vida.


Tenho pensado também, a respeito de que marco eu tenho deixado pelas estradas por onde andei. Se por acaso a minha passagem pela vida dessas pessoas deixou suas marcas, e por sua vez se essas marcas foram de algum modo positivas para elas. Será que entenderam o que eu queria ter dito?


E essas idéias estranhas passam diante de mim como um filme. Uma reles sucessão de imagens que não comove, mas me entretêm. Subitamente, tudo isso me dá uma vontade de crescer, melhorar, me tornar relevante, girar o mundo e conhecer novas pessoas. E como num estalo me vem na cabeça uma velha frase do emblema do colégio: “Duc in altum”, ela dizia.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Não é dinheiro ?

Reais cem 100

Os bancos e postos de serviço bancário de todo o Estado de Pernambuco fecharam as portas desde a quinta-feira e ao que parece pretende continuar pelos próximos dias. E eu como bom brasileiro acostumado a lidar com essas crises, tratei logo de sacar o meu $ nos caixas eletrônicos. Eis que me acontece o seguinte a maldita maquininha cuspidora de reais me inventa de cuspir uma cédula de peixinho.

Aí começa uma novela, trocar R$ 100,00 é uma tarefa hercúlea. Eu dou o seguinte conselho aos leitores do blog querem economizar dinheiro: Ponha notas de R$ 100 na carteira! É impressionante o efeito que esse tipo de cédula provoca nos comerciantes, eles torcem a cara, dizem que não há troco e se você chorar muito eles acabam aceitando depois de conferir a maldita cédula umas duzentas. Ainda mais irritante é sensação de ter dinheiro e não ter ao mesmo tempo.

Depois disso tudo eu chego a seguinte conclusão:

-R$ 100 não é dinheiro

Fora a minha pessoa alguém ainda tem trauma dessas notas azulzinhas ?

Alakazan!

Formatura de ABC, primeira eucaristia, crisma, formatura do colegial, colação de grau. É interessante perceber que mesmo sendo homens modernos, estamos sempre ligados a rituais de passagem. E a minha pergunta é se isso realmente faz algum sentido?

Eu, honestamente, nunca me senti muito à vontade com estes ritos, mesmo quando era muito jovem. Talvez por sempre ter sido um garoto tímido e também por não me identificar com a pompa cerimonial tão presente nesses rituais de passagem. Atualmente, continuo sem apreciar esses rituais, mas por outro motivo. Provavelmente por achar que na verdade que esses rituais não passam de meras formalidades para nos dizer algo que já sabemos: que nos tornamos algo que nós já somos.

Por exemplo: não importa em que área você atue profissionalmente, mas eu posso te dizer sem sombra de dúvidas que você não se tornou profissional naquela área no dia da cerimônia de colação de grau. Você se tornou profissional naquela área ao longo dos dias que você estudou madrugada adentro, nas provas que você se ferrou, dos estágios que você fez e dos diálogos que você teve com os profissionais daquela área.

Eu poderia ir além e dizer que não nos casamos na frente do padre ou do juiz, mas que nos casamos aos poucos. Conforme vamos desenvolvendo o relacionamento, com a presença cada vez maior do outro na nossa vida, a intimidade crescente e compartilhamento de projetos de vida.

Enfim o que me faz não gostar desses rituais de passagem é ilusão que eles passam de que transformamo-nos magicamente através daquela cerimônia e não com o nosso esforço, realizado no cotidiano.

sábado, 19 de setembro de 2009

Hay Eco-Chatos soy contra! (II)

Bem como eu já havia falado antes a maior ameaça ao mundo de hoje são os eco-chatos. E por incrível que pareça eles voltaram a atacar. Eu já tinha escutado falar da campanha pra fazer xixi no chuveiro. Mas fiquei surpreso ao ver essas campanhas que se esparalharam viralmente serem exibidas na tv. Fiquei assustado com a quantidade de recursos que o eco-chatos estão conseguindo arrecadar e nível de acesso a mídia.


O meu medo é qual será próxima campanha, obrigar a gente a ficar segurando pra só ir uma vez por dia ao banheiro ?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eu não gosto do Chico Buarque!

Esta é uma das cenas clássicas, lá estou eu no bar com os amigos conversa vai, conversa vem. Alguém fala no famigerado e tudo começa:

- O Chico Buarque, isso , aquilo, e blabla bla bla.

- Eu não gosto do Chico Buarque, eu acho ele chato.

- O quê!??! O Chico, isso, aquilo e escreveu “Construção” e é muito difícil rimar todas aquelas proparoxítonas.

Nessas horas, eu me reservo ao direito de permanecer em silêncio. No entanto a idéia que me passa pela cabeça é: Só por que ele usou proparoxítonas no poema/música, eu tenho que gostar dele? Eu acho que ele utilizar as proparoxítonas foi até bom, facilitou a acentuação naquela época, período distante onde a reforma ortográfica (que o ser que vos escreve se recusa terminantemente a aderir!) estava distante e todos nós lembrávamos que as proparoxítonas eram sempre acentuadas.

Enfim, por que diabos eu deveria ser obrigado a reconhecer o Chico Buarque como poeta maior da cultura popular brasileira? Como se fosse fazer falta pra um cara que conquistou toda a nação brasileira, com exceção da minha pessoa, um misero fã que lhe escapa. Ah como são irritantes essas unanimidades. Como se fosse fazer diferença ao Chico ter um fã a menos. Parece que se ao surgir o primeiro ser capaz de não gostar dele, fosse surgir um levante que desestabilizasse todas as estruturas da sociedade brasileira, então ninguém mais fosse gostar do Chico Buarque e todos os cults do mundo tivessem que ler outro poema diferente de “Construção”.

A cultura de unanimidade me é extremamente irritante, por que todos têm que cultuar os mesmo ídolos, ler os mesmos livros, gostar das mesmas músicas, etc. Eu não posso simplesmente achar que The Who é melhor do que os Beatles, que o Nelson Piquet é melhor piloto que o Airton Senna e que o Chico Science é musicalmente mais interessante que o Chico Buarque?

Eu acho que os gostos que cada um cultua, deveriam ser diferentes para cada individuo. Cada qual tem sua cultura e o que é importante ou não para cada qual depende dos valores que se carrega. E eu acredito que isso deveria ser bastante diferente para cada uma das pessoas, haja visto que as experiências vividas por cada pessoa são diferentes e únicas.

Enfim, eu já disse que não gosto do Chico Buarque.

domingo, 13 de setembro de 2009

Independência do Brasil

Bandeira Brasil


Esta é uma idéia que já me é muito velha, mas não custa nada ressuscitá-la aqui no blog. Se há algo que eu não entendo é o patriotismo do brasileiro, eu fico impressionado como surgem bandeiras do Brasil em todos os lugares quando temos jogos da seleção nacional. As pessoas pintam a cara de verde e amarelo, põem bandeiras na varanda, largam tudo que estão fazendo e vão assistir ao jogo e haja nacionalismo. A seleção ganha e haja buzina na rua e haja grito de Brasilslisilllllllllllll.

Eu tenho o hábito de torcer contra a seleção brasileira, principalmente quando temos jogos contra a seleção argentina. Não me pergunte o porquê, mas eu acho o futebol dos hermanos muito bonito. Talvez seja pelo fato de ser um time que sempre joga com garra e determinação raramente vistos na seleção tupiniquim, talvez somente quando o time tá bem desfalcado e o pessoal famoso e consagrado fica no banco. Enfim voltando ao assunto, se tem algo que me irrita nessas horas é o pessoal que me pergunta se eu não sou pra brasileiro por este fato.

Nessas horas me vem à cabeça a seguinte questão desde quando torcer pra um time de futebol é exigência para determinar a nacionalidade de alguém. Eu não entendo o patriotismo do brasileiro enquanto se idolatram certos jogadores de futebol que simplesmente querem estar na seleção brasileira por dinheiro e mais dinheiro glória, não que eu tenha nada contra dinheiro e glória (aliás se você tiver problemas pode passar o dinheiro pra mim), negligenciam-se inúmeros profissionais que realmente constroem o país.

Eu fico impressionado como as pessoas dizem que eu não sou patriota por que eu não eu fico torcendo por um monte de estrelas consagradas que moram nas suas mansões na Europa , jogam em clubes europeus e mantém toda a sua vida por lá. Acredito até que depois de se aposentar, os que não torrarem o dinheiro todo em carros esportivos e loiras turbinadas, continuarão morando por lá. No entanto tenho que admitir que existem exceções alguns jogadores quando estiverem velhos e decrépitos voltaram para jogar em algum grande clube carioca ou paulista.

Você pode até me dizer: “ah, mas a seleção brasileira e a mística da camisa canarinho tá acima disso tudo”. Se você quiser acreditar nisso tudo bem, mas se eu bem me lembro quem patrocina a camisa canarinho é nada menos que uma multinacional que fabrica artigos esportivos, se eles fossem realmente nacionalistas não seria mais interessante eles serem patrocinados por uma empresa nacional e ajudar a desenvolver a indústria de artigos esportivos nacionais a partir da sua popularidade? Quantos empregos poderiam ser gerados?

Eu fico aqui pensando com os meus botões, o quanto deixamos de ser nacionalista quando realmente precisamos, não damos mérito aos profissionais da educação, tecnologia, ciências e saúde que realmente servem ao país e supervalorizamos alguns astros da indústria do entretenimento, por que o futebol é hoje nada mais do que um dos ramos dessa indústria.

Cadê o nacionalismo brasileiro na hora procurar consumir os produtos nacionais. Ao contrário de outros países, no Brasil há cultura de nacionalismo na hora de consumirmos produtos nacionais, que em teoria ajudaram a manter mais dinheiro na economia local, que seria usada para gerar mais empregos para brasileiros. Onde está o nacionalismo na hora de se buscar desenvolver a educação nacional, não se vê as pessoas indo a rua solicitar escolas decentes aos governantes com a mesma empolgação e as mesmas bandeiras?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cinzento...

Naquele dia o céu estava bastante cinzento quando saí de casa, passei pelo jardim e as folhas e o chão ainda se encontravam úmidos. Segui em direção ao portão e, ao pegar as chaves, me atrapalho ao equilibrar a bolsa e a camisa cinza, que jogo por cima da camiseta nos dias de chuva. Ao passar pelo portão sinto o cheiro de asfalto molhado, escuto o barulho típico dos pneus de carro ao trafegar pelo asfalto molhado e sinto o vento frio e úmido.

Olho então para o alto e observo o céu cinzento por alguns longos segundos. Fico admirado com a beleza do céu cinzento, não saberia dizer o porquê, mas os dias repletos de nuvens escuras e cinzentas me são muito mais belos que os dias onde o sol brilha alto com fundo azul no qual, quando muito, se vêem pequenas manchas brancas formadas por nuvens que parecem ser de algodão. Eu gosto do modo que o verde das copas das árvores ganha contraste contra o fundo cinzento, de como a grama parece estar mais verde quando molhada, ou mesmo pelas lembranças que os dias cinzentos trazem.

E quantas não são as lembranças dos dias cinzentos! Um café num dia mais frio, um passeio por uma cidade distante onde existem realmente quatro estações, ficar se espreguiçando na cama, observar a cidade passando através das janelas dos ônibus por onde escorrem as gotas de chuva e os não sei quantos livros lidos em dias cinzentos. Todas elas me vêm à mente nesse pequeno minuto de contemplação.

Nesse momento, eu volto das minhas divagações para o mundo real. Pequenas gotículas de água caem lentamente e eu me distraio por mais uns segundos observando-as cair, está serenando, tenho que ir e lá vou eu cruzando as ruas sob a garoa fina, pisando nas pequenas poças d’água em direção à parada de ônibus. Chego ao meu objetivo, o ônibus passa, eu aceno, ele para e eu subo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sexta-feira política

Não, isso aqui não é um convite pra uma reunião social para discutir as mazelas sociais do país num botequim do meu agrado às sextas-feiras, até por que sempre se acaba fazendo isso de um modo ou de outro nos bares da vida. Então não serei eu a gastar energia para tal objetivo. E, portanto, o tema a ser tratado nesse post nada tem a ver com isso.

Tudo começa com uma semana tumultuada, cheia de obrigações enfadonhas. Nessas horas, começa-se a fazer planos para dar aquela relaxada assim que se livrar dessas atribuições. Você começa a fazer planos para a sexta-feira, imagina aquela saída perfeita, todas aquelas pessoas que você gostaria de estar junto durante a semana e não conseguiu, se reunindo num bar e tomando todas bebendo socialmente. E o mais incrível, você consegue imaginar tudo com os mais perfeitos detalhes: conversa divertida com os amigos, a cerveja estupidamente gelada naquele boteco que você gosta e até o clima de paquera. Isso tudo alguns dias antes da sexta-feira, e assim ficamos aguardando ansiosamente a chegada desse dia para darmos início à cerimônia de abertura do fim de semana. Nesses momentos parece que juntar as atribuições tumultuadas mais as expectativas para o fim de semana, faz com que a esperada sexta-feira, demore cada vez mais a chegar e o tempo quase para!

Então, eis que surge a sexta-feira e você já sai de casa iluminado, esperando que os sonhos se cumpram, passa-se o dia radiante de alegria no trabalho e cheio de expectativa pra logo mais. É nessas horas que Murphy surge para o happy hour e as coisas começam a desandar. Os amigos estão desanimados ou começam a desmarcar, chove e se você persevera e consegue ir para a balada, o lugar está desanimado e sem a presença dos indivíduos do sexo oposto. Resumidamente, seus planos foram para o espaço ou se desmancharam no ar feito um castelo de cartas. Depois disso tudo, você acaba indo pra casa cedo passar o resto da noite no MSN.

Pois é, meus amigos, vocês acabaram de vivenciar a famigerada "sexta-feira política”:

- Ela promete, mas não cumpre!

sábado, 5 de setembro de 2009

Enfermo

Hoje acordei e me doíam os miolos, ah! Que maçada é acordar doente! Ainda bem que não preciso sair de casa por ser sábado e não ter expediente. Ainda mais maçante que acordar com os miolos a explodir é acordar com os miolos a explodir num dia de expediente. Não tendo expediente a cumprir pelo menos posso me quedar na cama enfermo.

Deitado na cama, a fazer nada. Contemplo o teto e fico pensando: só os enfermos contemplam o teto dos cômodos. E assim continuo por um bom templo a contemplá-lo. Contemplo também os objetos do cotidiano e vejo uma riqueza de detalhes neles que não percebo na rotina. Pequenos arranhões e falhas no verniz na cadeira que uso ao sentar para escrever na escrivaninha, agora com os livros assimetricamente espalhados, luminária pendendo sobre a mesa. E tudo adquire uma riqueza de detalhes que eu não prestaria atenção se não estivesse enfermo na cama.

Nesses momentos falta-me paciência para a ação e quedo a pensar e viajar pelos pensamentos, vejo os títulos dispersos pela escrivaninha e fico a recordar dos seu conteúdos. E continuo deitado na cama esperando que o sono chegue ou que a dor se vá.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Há dias em que...

Há dias em que existir me cansa. Todos os males, bondades e futilidades da humanidade me parecem igualmente enfadonhos. Nesses dias, meu espírito passa a sentir desconfortável no meu corpo e até coisas que costumeiramente me trazem alguma alegria e paz, tornam-se estranhamente desagradáveis à minha pessoa.


Nesses momentos, meu espírito agoniza, como um enfermo febril a se contorcer nos seu leito de um lado para outro. Nesses dias, existir se torna extremamente pesaroso e absolutamente todas as sensações me pesam, a luz do dia incomoda os meus olhos, os cheiros que se todos passam a ter uma essência ocre e até sentir me incomoda.


Se pudesse, nessas horas, desligaria meu espírito do mundo e passaria a existir somente no mundo das idéias. Viveria somente para as reflexões e pensamentos mais puros, plenos de abstrações. Totalmente desligado da necessidade de interagir e sentir, totalmente desligado de obrigações sociais falsas e enfadonhas, que bem sabemos se tratar de maçadas que temos que aturar para nossa subsistência.


Ah! Existir nesses momentos me aborrece, cansa e entedia. Sinto-me como uma criança que não pôde ir brincar com os seus pares devido o mau tempo ou como punição ao mau comportamento e por isso queda-se entediada e aborrecida a observar a rua pela janela. Sinto, nessas horas, a frustração e a tristeza do garoto que não pode ir ter com seus pares e isso contraria ainda mais a minha vontade de não sentir nada. E irrita-me não poder existir como uma pedra ou trapo largado num canto qualquer.


Nesses dias, o que me conforma é a esperança de que todas essas sensações passarão e de que tudo se renovará. Amanhã quem sabe o meu espírito acordará mais sossegado e menos enfermo. E que no fim tudo isso passa e eu passarei também!

sábado, 29 de agosto de 2009

Os Intelectuais de Botequim e a Importância da Cultura Escrita

Depois de ler um texto denominado “Síndrome da Empolgação Precoce”, me veio à memória uma figura também bastante típica nos botecos brasileiros, quase tão popular quanto os “socialistas escoceses” (sobre esses eu faço um posto qualquer dia desses) e os “pegadores”. Esta figura é o especialista de botequim.

Está lá toda a turma reunida no boteco, happy hour da sexta-feira, e eis que após o consumo de uma determinada quantidade de derivados de cevada a transformação se completa. Lá está o grande especialista de botequim, ele entende de política, de futebol e de todos os males sociais do país e, ainda por cima, mais do que qualquer um que esteja sentado na mesa.


Dependendo da vítima da síndrome em questão, ele pode vir a se tornar uma figura caricata e despertar bastante gargalhadas ou em outros casos se tornar um chato de galocha tudo dependendo da seriedade com que este indivíduo se trata. Em geral, quanto mais excêntricas as opiniões do “especialista”, mais divertido ele se torna.


Na verdade, o que é realmente impressionante, é quantos desses “especialistas” passam despercebidos. É absurda a quantidade de intelectuais, leitores de rodapé, não só nos bares, mas até no meio acadêmico. É impressionante o que se consegue fazer com notinhas de rodapé, conhecimento de orelha de livros e uma boa oratória. Inúmeras vezes, já tiveram a oportunidade de ver inúmeros palestrantes que não pareciam ter tanto domínio assim do assunto serem aclamados como gênios simplesmente por serem bons oradores, e isso eu tenho que admitir que a maioria deles talvez fossem realmente excelentes comunicadores, mas do ponto de vista acadêmico não chamavam tanta atenção.


Talvez generalizando um pouco mais, podemos ver o quanto os políticos brasileiros enganam o povo, utilizando-se da sua oratória rebuscada que na verdade esconde um monte de falácias e como todos são facilmente enganados. A partir disso chego à conclusão que existe uma grande razão para isso, o povo brasileiro lê muito pouco. E quando temos um povo com uma cultura muito ligada às tradições orais é muito mais fácil, corromper a história, distorcer os dados, inventar estatísticas.


O pior de tudo é que eu acredito que esse é um problema não só da parcela da população que não tem acesso ao ensino, mas da comunidade acadêmica brasileira também. Quantas vezes no colégio ou mesmo na universidade as pessoas não estudam por livros muitas vezes mais apenas através de anotações usadas nas aulas ou feitas por outros colegas durante a aula, pouquíssimas pessoas procuram fontes diferentes de leitura para discutir e confrontar o material que é apresentado em sala de aula.


Eu acredito que enquanto o povo não criar uma tradição de comunicação e acesso a cultura escrita, continuaremos sendo enganados por pessoas mais intencionadas com vocábulos ricos e boa entonação de voz. Enquanto não passarmos a ler mais e com mais qualidade continuaremos sendo enganados. Enquanto não mudarmos essa cultura, seremos sempre vítimas desses intelectuais de araque, dos salvadores do povo, dos oráculos que nunca vêem. Enfim seremos cegos guiados por guias que nem sempre serão bem intencionados.


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