terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cai Cai Balão

Bem nesse fim de semana a maldita operadora de internet fez o favor de me deixar sem conectividade e tudo isso me fez ver o quanto estamos cada vez mais ligados na rede mundial de computadores. Eu costumo dizer para meus amigos que eu tenho abandonado alguns outros meio de comunicação. A televisão está praticamente sendo abolida da minha vida. Eu tenho trocado os noticiário de TV por feeds de Jornais que eu tenho gerenciado via Google reader. E tem sido bastante cômodo para mim, no entanto eu com o problema da minha internet eu me senti bastante frustrado de passar o fim de semana longe das notícias. Na verdade, eu também costumo ler algumas revistas que o que mantém um pouco menos dependente somente de feeds.

No entanto tudo isso tem me feito refletir como a TV se tornou algo totalmente desinteressante para minha pessoa. Eu acho que pela falta de capacidade de se filtrar informações nesses meios. Por exemplo, se você tem interesses em informações sobre a quantas anda a política nacional, numa semana onde ocorreu uma grande catástrofe, por exemplo, o terremoto no Haiti, dificilmente você vai obter as informações que te interessam na TV, em especial se você não possuir assinatura de TV a cabo, o que é o meu caso. Eu acho que isso sempre foi algo mais fácil para no caso da linguagem escrita, mesmo se tratando de uma mídia em broadcast tipo um jornal onde os exemplares para todas as pessoas são iguais é fácil filtrar o conteúdo que você quer ler na hora ou o que você quer ler depois, ou o que você não quer ler de jeito.

No entanto, quando precisávamos de algo multimídia em geral não era tão fácil assim filtrar informações. Tomemos o caso de um telejornal, você não tem a mesma facilidade que uma mídia escrita como o jornal comum para filtrar que informações você gostaria de assistir. Portanto acabamos sendo obrigados a acessar as informações num nível mediano e as informações a serem repassadas, necessariamente serão selecionadas de acordo com interesse médio das pessoas e pode ser que no seu caso específico seja interessante uma abordagem mais profunda daquele tema.

Esse é um dos motivos que me faz ver a internet como a mídia do futuro por que agora passamos a ter a capacidade de escolher que tipo de informação disponível nós iremos acessar ou não. E tudo isso de acordo com os nossos interesses.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Revolução feminista!


Eu sei pode parecer estranho, um homem falando sobre revolução feminista, mas a verdade é que esse texto da Raquel Farias me deu inspiração para escrever da revolução feminista a partir do ponto de vista do inimigo sexo oposto. Enfim vamos as idéias.

Uma das coisas que eu mais percebo nesse mundo pós-revolução feminista é que os homens estão cada vez mais “mulherzinhas” e as mulheres cada vez mais “machos”. Eu acho que sem sombra de dúvidas, hoje elas disputam vagas no mercado de trabalho de igual para igual com qualquer marmanjo, elas também conquistaram liberdade para exercer sua sexualidade livremente e conquistaram o direito de tomar iniciativa.

No entanto, eu creio que as mulheres ainda apresentam muitos comportamentos contraditórios, apesar de terem conquistado todos os direitos acima, elas ainda estão muito apegadas aos antigos modelos românticos de relacionamento. Eu acho que apesar de todo modernismo as mulheres ainda buscam a figura mística do príncipe encantado. Atualmente atualizado com o apelido de “o cara”. E venhamos e convenhamos, qual a mulher moderna que não tenha lá os seus sonhos com os cavalheiros à moda antiga?

Sim, elas podem até não admitir, mas eu creio que elas gostam quando se puxa a cadeira para sentar num restaurante, ou quando ajudam a donzela em apuros com um pneu furado e mesmo como mulheres modernas elas ainda adoram ganhar flores e que o rapaz se ofereça para pagar a conta num primeiro encontro, mesmo que sendo mulheres modernas elas não aceitem tal cortesia. E ai do pobre mancebo se não seguir a risca a etiqueta, acaba mal falado!

Eu também não concordo com a visão feminina que todas essas mudanças foram benéficas para os homens, que agora como está muito mais fácil conseguir sexo os rapazes fogem dos relacionamentos como o diabo foge da cruz e que as outras mulheres que exercem sua sexualidade não se valorizam e tudo mais. Eu até acredito que alguns caras realmente estejam só em busca disso, mas eu acho que na verdade,por mais que não pareçam, os homens ainda são seres humanos, e como tal também possuem sentimentos e sempre buscam um relacionamento completo.

E todas essas mudanças na mulher moderna também resultaram em mudanças no comportamento masculino, eu acredito que o homem busca desenvolver mais o papel de companheiro que apóia a mulher (procurando ajudá-la a alcançar seus sonhos), que divide as tarefas domésticas, que participa mais das atividades familiares e do cuidado com os filhos. De certa, forma o homem durão, do tempo dos nossos pais foi obrigado a dar lugar a um homem moderno mais sensível e companheiro. Alguns exageraram demais na dose de sensibilidade, acabaram virando metrossexuais e hoje tem discussões de relações gravíssimas para saber quem gastou o creme para cabelo todo!

No entanto eu acho que a tendência é que as relações estejam caminhando para um ponto de equilíbrio dos papeis de cada um dos sexos dentro do relacionamento. E eu acho que no geral ele tem sido bem equilibrado, enquanto as mulheres conquistaram liberdade sexual e profissional, os homens estão mais livres do ponto de vista sentimental. E eu sinto que com todas essas mudanças, eu acho que ambos os lados têm feito muitas conquistas e tido mais oportunidades de se desenvolver nos diferentes aspectos da vida, sejam eles sexuais, sentimentais, profissionais e familiares. No entanto eu acredito que as expectativas de ambos os lados quanto ao relacionamento têm sido bastante inflacionadas, mas isso fica pra outro post!

ps: Eu tinha esquecido de linkar o texto da Raquel quando postei ontem a noite.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Do Tempo


Algumas vezes é estranho parar e analisar o quanto, o tempo vem passando. Olhar nos espelho ver que a cabeleira já não é tão farta e que algumas vezes surgem ali e acolá certas rugas de expressão na sua face, tudo isso te faz lembrar o quanto o tempo passou e que fisicamente você não é mais nenhum adolescente e que talvez seja hora de começar a levar certas coisas mais a sério.

No entanto, eu acredito que seja mais curioso ainda quando tentamos observar a passagem do tempo internamente. É interessante algumas vezes observar como o seu modo de pensar evoluiu e como a relevância de algumas coisas mudou na sua escala de valores.

Você percebe o quanto algumas pessoas que você idolatrou, deixaram de ser relevantes e quantas outras pessoas que pareciam não ser tão relevantes na sua vida passaram a ser ídolos. Interessante também observar como certos amigos que são tão importantes para você num determinado ponto da sua vida e que você acreditaria que estariam sempre ali, por perto, foram meio que afastados do seu cotidiano, por questões inerentes ao jogo da vida: distância, falta de tempo ou de afinidades.

Entretanto também ocorrem certas surpresas positivas, como perceber que certas pessoas que você acreditava que não se importavam tanto com você se importam muito mais do que você pensava.

E de repente você chega ao ponto onde você passa a pensar em quantos sonhos, despedaçados ou abandonados, ficam para trás nessas caminhada e ao mesmo tempo quantos sonhos novos não surgem. E depois de tudo parece que vem aquela sensação de aceitação da maturidade, que faz a gente passar a aceitar algumas coisas de maneira mais saudável, ao contrário da postura de jovem rebelde que questiona tudo. E eis algo que eu sinto que eu sempre tento manter, por mais custoso que seja. Essa rebeldia adolescente que não aceita simplesmente as coisas como elas são ou a vida como ela é. Ei algo que eu gostaria de manter sempre essa vontade de fazer as coisas mudarem. Essa vontade de continuar acreditando que ainda podemos fazer um mundo melhor, mesmo que tudo ao redor indique o contrário...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Silêncio...


Sentado na poltrona da sala com a TV desligada e sem ninguém em casa, todo o ruído que consigo escutar são as folhas das árvores balançando lentamente que vez ou outra é interrompida pelos carros que passam lá fora, rodando lentamente no asfalto.

Eu sinto uma brisa suave entrar pela porta e no meu espírito se aloja aquela sensação mista de cansaço e marasmo, típica do fim dos dias de folga que foram vazios e pouco atribulados. Nessas horas parece que o silêncio cresce e faz com que os cômodos parecem enormes e ainda mais vazios. E coincidentemente parece que o espírito segue os mesmos passos, fazendo com que o silêncio se torne, minuto a minuto cada vez mais pesado e penoso.

Nesses momentos, aparentemente, tudo que se espera é uma perturbação que surja e acaba com essa atmosfera. Em geral, uma ligação ou visita inesperada a tocar na campainha. No entanto aquele silêncio que torna tudo tão vazio insiste em permanecer por ali, a contaminar todo o cômodo. Nem mesmo os barulhos do relógio na cozinha são capazes rompê-lo, eu fico ali parado a observar e apesar de tudo mantenho meu voto de silêncio, e o vazio segue se tornando cada vez mais denso, denso, denso...

Enfim me decido, levanto repentinamente, ligo a televisão e assito ao modo como toda aquela atmosfera se dissipa...

domingo, 24 de janeiro de 2010

O Campeão de Dominó do Bairro

Honestamente algumas vezes eu fico pensando a respeito de certos títulos que as pessoas podem obter e qual a verdadeira importância disso e como as pessoas agregam certa importância a esse tipo de besteira. Eu acho que a mesmas coisas valem para certos produtos.

Porque eu estou falando nisso? Eu estava nos meus passeios pela internet procurando notícias e topo numa propaganda onde um celular se gabava de ser o primeiro celular transparente, e o pior que na verdade o aparelho tinha apenas um teclado deslizante transparente. E eu me pergunto, ora diabos qual a vantagem de ter um celular transparente?

Realmente, existem certos feitos realizados por fabricantes para chamar atenção que eu realmente não compreendo... Talvez algo que realmente possa ser incluído nisso são os sabores que se dão aos macarrões instantâneos, sou só eu alguém não consegue diferenciar os sabores “frango”, “frango caipira” e “frango com legumes”? Eu acho que esse tipo de produto só pode ter um sentido: arrumar mais espaço de exposição nos supermercados e aumentar a visibilidade da marca.E quanto a outras coisas igualmente supérfluas e desnecessárias, tipo papel higiênico colorido e perfumado... Não precisa nem explicar porque é inútil, não é?

No fim eu acho que essas coisas são todas tão inúteis quanto o título de campeão de dominó da pracinha do seu bairro.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Haiti, Haiti, Haiti...

- Esse é um post sem fotos da tragédia!


Eu tenho acompanhado as notícias na internet nas última semana e tudo que aparece nos feeds é Haiti, Zilda Arns, Haiti, Minustah, Haiti, Nelson Jobim, Haiti e Haiti. E lá está um país esquecido por todos, no foco das atenções, tá eu confesso que até que a missão de paz já tinha alguma repercussão na mídia nacional e que essa missão era uma das estratégias que a diplomacia brasileira utiliza para realizar o seu sonho de conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

E haja notícia que não informa para todos os lados às quais em seguida somam-se as fotos sensacionalistas mostrando corpos das vítimas. Lembro-me de ler nos feeds de um jornal que eu acompanho umas três notícias no mesmo dia falando da Zilda Arns, um deles anunciava o velório, no outro dizia que o velório havia começado e por fim que evento havia acaba. Isso só pode ter uma justificativa falta de pauta.

Depois disso tudo eu fico pensando e me surge a seguinte idéia: por que será que notícia ruim sempre rende mais? Será isso um fenômeno brasileiro ou os tablóides internacionais também vivem de anunciar desgraça e tristeza? Será que noutros países as pessoas também se interessam avidamente por notícias de tragédias, assassinatos e guerras?

Eu concordo que é interessante que se divulgue, o que se passa durante essas tragédias, em geral isso também tem um efeito positivo: pois sensibiliza as pessoas a ajudarem as vítimas desse tipo de tragédia enviando doações ou incentivando os seus governantes a fazê-lo. Isso cria uma grande mobilização global, eu acredito que neste uma quantidade enorme de pessoas deve estar a se mobilizar ao redor do globo criando toda uma rede de solidariedade. No entanto também surge uma grande quantidade de oportunistas querendo tirar proveito dessa vontade de ajudar, por exemplo, eu já ouvi falar de uma rede de lanchonetes que estava usando a velha estratégia doar os lucros da venda de um determinado sanduíche.

Outra coisa que me irrita é como as autoridades se aproveitam dessas tragédias para fazer palanque em cima do cadáver das vítimas. Aliás, nesse último ponto eu acho que o Ministro da defesa tem dado um show, já prometeu manter a missão de paz por mais cinco anos e anda tentando tirar satisfações com os yankees que resolveram ajudar o Haiti agora, ao meu ver provavelmente interessados em lucrar na reconstrução do país... Haiti, Haiti, Haiti... pobre de ti.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Vou rasgar toda gravata, vou viver na praia...


Em mais um dos meus momentos de reflexões andando por aí. E eu fico aqui pensando em quantas vezes as pessoas desperdiçam suas vidas correndo atrás de coisas que elas não realmente necessitam ou mesmo irão usar. Eu sei que eu mesmo não sou nenhum hippie que quer viver no meio do mato sem conforto, no entanto eu fico pensando em quantas coisas a gente consome só por pose ou mesmo por status. Algumas vezes eu fico admirado com o impacto que o marketing faz nessa questão do consumo, eu mesmo confesso que após ver certos trabalhos publicitários, me vêm a vontade de ir a loja comprar uma porcaria que eu sei que eu não vou precisar.

Mas o que algumas vezes me assusta é a possibilidade de passar o resto da vida trancafiado no trabalho e não ver mais a vida passando, eu gosto do meu trabalho, tive a sorte de poder escolher a minha carreira. Entretanto algumas vezes fico pensando em quanto cuidado se faz necessário para não cair naquelas armadilhas e tornar sua vida função do seu trabalho, buscando sempre coisas que talvez eu não necessite ou que o tempo que se perde trabalhando para conseguir não me permita usufruir.

Eu até acho que algumas pessoas por sua natureza realmente sentem um prazer maior pelo seu trabalho, isso se dá em especial com pessoas que trabalham com voluntariado que realmente sentem prazer naquelas horas a mais que se dedicam ao trabalho. Porém, eu fico pensando em como algumas pessoas simplesmente se matam de trabalhar para conseguir simplesmente bens supérfluos que muitas vezes elas nem usam ou aproveitam, quando talvez pudessem estar aproveitando um pouco mais a vida.

E cá fico eu pensando que definitivamente eu não quero me tornar esse tipo de pessoa, eu acho que não quero me tornar um escravo do status e do dinheiro. Talvez seja uma das coisas que eu mais tenho pensado ultimamente é como o tempo é talvez o bem mais precioso que nós temos e de quanto ele só vale quando o comprometemos com algo que realmente valha a pena. Na maioria das vezes, eu creio que as pessoas necessitam rever o conceito de sucesso na vida para coisas maiores que títulos, dinheiro, propriedades.

O pior de tudo que é dureza mudar esse paradigma, por exemplo, se você parar para analisar a primeira imagem que vem a cabeça e até mesmo se você buscar no Google imagens, quando se pensa na palavra sucesso é a imagem de executivo com traje formal e impessoal erguido a um patamar mais elevado. E eu fico aqui pensando se é esse o tipo de sucesso que eu vou querer para minha vida? Será que é esse tipo de sucesso que você quer?

Eu pelo menos penso que gostaria muito de poder ir trabalhar de tênis ou sapatos que não fossem sociais, também odiaria ter que ir ao trabalho todos os dias de terno e camisas brancas com uma bela gravata no pescoço a me enforcar. Talvez se as pessoas refletissem em buscar aquilo que realmente lhes trazem prazer com o seu tempo, todos vivêssemos num mundo com muito menos pessoas amargas.


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